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“Exemplos de trabalho e persistência” foram distinguidos no dia da cidade

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Empresários distinguidos com medalha de mérito municipal

FOTO: Direitos Reservados
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“Exemplos de trabalho e persistência” foram distinguidos no dia da cidade

Não foi a 11 de outubro de 2016, aquando do 90.º aniversário da Emancipação Concelhia, mas a 16 de maio de 2017 que as medalhas de mérito municipal - grau ouro foram entregues a sete empresários ligados a S. João da Madeira. Recorde-se que, ainda antes de esta distinção ser aprovada pela Assembleia Municipal (AM), o critério escolhido pela autarquia para a levar a efeito - leia-se a condecoração dos industriais, uns anos antes, pela Presidência da República - “fez correr alguma tinta”, dando azo a troca de galhardetes entre os partidos políticos com assento naquele órgão político. E, por isso mesmo, a homenagem acabou por ser adiada para esta altura.
Ultrapassada então a polémica que se gerou em torno do assunto no seio da AM, a sessão solene de anteontem à noite, na Casa da Criatividade, foi a ocasião em que o Município prestou preito, “pelo forte contributo” dado para o engrandecimento de S. João da Madeira”, a Agostinho da Silva, Álvaro Gouveia e Fernando Sousa, administradores da CEI - Companhia de Equipamentos Industriais, bem como a Armando Silva, da empresa Armando Silva, Carlos Santos, da Carlos Santos Shoes (Zarco), Domingos Neto, da Netos, e Manuel Carlos Costa da Silva, diretor geral da APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos - estes quatro últimos homenageados pertencentes ao setor do calçado.

“Atribuição das menções honoríficas é uma questão de valorização da nossa própria cidade”
A câmara escolheu o dia do 33.º aniversário da elevação a cidade para reconhecer publicamente estes “exemplos de trabalho e persistência”, estas pessoas cujo “percurso se deve a muito trabalho, muito empenho, muita persistência e capacidade de perseguirem um sonho”. “A atribuição das menções honoríficas é uma questão de valorização da nossa própria cidade”, defendeu Ricardo Figueiredo. Na sua ótica, “a cidade tem o dever de reconhecer o valor dos seus concidadãos”, razão pela qual se estava a proceder àquele ato, que futuramente se repetirá com a ajuda do Conselho de Cidade, precisamente instalado naquele dia à tarde.
O edil aproveitou a cerimónia para falar deste novo organismo, “composto por um conjunto de pessoas de S. João da Madeira, cidadãos notáveis que se interessam pela cidade”, que terá como “missão” “prestar um maior apoio às decisões do presidente da câmara”. Entre estas estará “a escolha de sanjoanenses para serem homenageados com distinções honoríficas”, exemplificou, acrescentando que no futuro o Conselho de Cidade vai ter voto na matéria.

S. João da Madeira poderá vir a ter um novo hotel
Mas o discurso do anfitrião da festa não se esgotou nem no reconhecimento dos empresários nem no Conselho de Cidade. Diretamente do púlpito e dirigindo-se a uma Casa da Criatividade ainda com muitos lugares por ocupar, Ricardo Figueiredo “defendeu a sua dama” - entenda-se a cidade que “governa” desde 2013, com umas eleições intercalares pelo meio.
À semelhança das duas alunas do CDN - Conservatório de Dança do Norte, de Ana Luísa Mendonça, que tinham atuado antes, o responsável político fez questão de “gritar bem alto”, desta feita, “o sucesso [de S. João da Madeira] como cidade e comunidade”. Começou por aludir ao passado, nomeadamente à independência de S. João da Madeira em 1926 e à sua elevação a cidade em 1984 como “marcos determinantes na nossa história”, e focou-se, claro está, no presente.
Fruto do trabalho de “todos os autarcas que nos precederam, dos atuais, dos empresários, dos trabalhadores, dos dirigentes das várias associações”, atualmente S. João da Madeira “dá-se ao luxo” de ter uma das taxas de natalidade mais elevadas do país; as mais altas taxas de escolarização e de empregabilidade da Área Metropolitana do Porto; o valor de exportações muito acima do das importações; uma “indústria tradicional competitiva” a par de uma outra indústria “baseada nas novas tecnologias”, com as incubadoras empresariais do Centro Empresarial e Tecnológico de S. João da Madeira - Sanjotec e da Oliva Creative Factory a serem “casos ímpares em Portugal”, e ainda de uma nova - de prestação de serviços de saúde – que está a surgir agora, de que fazem parte instituições privadas já com história no concelho e as duas recentes que surgiram agora (CUF e Trofa Hospital Saúde).
Ricardo Figueiredo referiu-se também ao investimento municipal na área social, na cultura e no turismo. E em relação a este último adiantou que “está em prospeção” por parte de privados “a possibilidade de se construir uma nova unidade hoteleira”.
Quanto ao futuro, são vários os desafios desde a ampliação da Zona Industrial (ZI) das Travessas, a continuação da reabilitação da antiga ZI da Oliva, o PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), a intervenção na Praça Luís Ribeiro, etc.. Isto, para além de outras “obras que continuam a ser estudadas" e projetos. Casos, por exemplo, das novas piscinas, do terceiro edifício da Sanjotec, Linha do Vouga, EN223 e da expansão territorial.
Neste serão comemorativo - cujos abertura e encerramento estiveram a cargo do solista Luís Paranhos que, acompanhado pela Banda de Música de S. João da Madeira, cantou os hinos da cidade e de Portugal, respetivamente - houve lugar ainda à assinatura de um protocolo entre o Município e o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) no âmbito do programa “Reabilitar para arrendar” a que a edilidade aderiu.
De acordo com o presidente do IHRU, Victor Reis, que esteve presente, pretende-se “criar uma nova resposta aos problemas que hoje temos e que são o resultado do sucesso de programas anteriores”. Hoje, no país, há “seis milhões de casas para apenas quatro milhões de famílias”, alertou.
Note-se que, tal como o labor já noticiou oportunamente, “Reabilitar para arrendar” tem como objetivo o financiamento aos privados para operações de reabilitação de edifícios com idade igual ou superior a 30 anos, predominantemente para fins habitacionais.
De salientar, por último, que em termos de animação esta noite também contou com as atuações de Pedro Tavares (violino) e de Vasco Tavares (violoncelo), da Academia de Música, e ainda com o Ginasiano, Escola de Dança.

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