a informação essencial
Pub
Partilha

É já este domingo que a Oficina de Artistas sobe ao palco da sala de espetáculos da cidade com mais uma peça original

Tags

“Lado a lado com o medo” na Casa da Criatividade

FOTO: Direitos Reservados
Partilha

É já este domingo que a Oficina de Artistas sobe ao palco da sala de espetáculos da cidade com mais uma peça original

Depois d’ “O Homem Partido”, em junho de 2017, a Casa da Criatividade volta a receber um “grande espetáculo” protagonizado pela Oficina de Artistas, no próximo domingo, pelas 15h30.
O grupo da Associação de Jovens Ecos Urbanos, orientado por Mariana Amorim e Inês Guedes, estreia-se no Festival de Teatro de S. João da Madeira com mais uma peça original “orquestrada pela identidade, criatividade e emoção de cada um dos seus 21 protagonistas com idades compreendidas entre os cinco e os 12 anos”.
Mariana Gestosa Fonseca, Joana Silva e Santiago Mateus são três desses “protagonistas” e, juntamente com os restantes atores, vão estar “lado a lado com o(s) (seus) medo(s)” no palco do equipamento cultural da cidade. Falamos, por exemplo, do “medo do escuro”. “Mas até o próprio escuro vai ter vários significados”, sendo “abordado de formas diferentes: desde o medo do escuro mais infantil (estar no escuro do quarto a pensar em monstros) até ao escuro ‘interior’ (ficar sem sonhos, ambições, expetativas)”, como explicou em exclusivo ao labor Mariana Amorim.
Quanto ao eventual “medo de subir ao palco”, Mariana Gestosa Fonseca, Joana Silva e Santiago Mateus garantiram à nossa reportagem que “não temos”, não obstante admitirem que poderão ficar “um pouquinho nervosos [antes de entrarem em cena]”.
A título de curiosidade, note-se que todos querem seguir teatro, tendo, no caso das duas raparigas, Sara Matos, Mariana Pacheco e Beatriz Frazão como algumas referências nacionais. Também todos vão habitualmente ao teatro, seja com a família, seja com a própria Oficina de Artistas.

“Somos uma verdadeira oficina. Tudo nasce do zero”

“Lado a lado com o medo” é “uma peça de teatro completamente original”, tal como foi “O Homem Partido” levada à cena no âmbito das comemorações dos 90 Anos de Emancipação Concelhia. “Chamamo-nos Oficina de Artistas, porque somos uma verdadeira oficina. Tudo nasce do zero. Todos os nossos textos são originais e resultam dos atores”, contou a encenadora ao jornal, acrescentando: “isto é sempre um espetáculo de construção até ao dia da estreia”, em que se trabalham as emoções antes do próprio texto.
Anualmente, é dado “um estímulo” aos alunos e “a partir daí começam a criar”. Este ano “o tema é o medo”, porque “em dezembro de 2017 fomos desafiados a participar na apresentação de um capítulo de um livro sobre o medo [da autoria do médico psiquiatra Bruno Teixeira], na Ordem dos Médicos, no Porto”, revelou Mariana Amorim.
Criada em setembro de 2016, a Oficina de Artistas tem “feito um percurso muito diverso”. Com ensaios, geralmente, duas vezes por semana, os artistas “dão corpo e alma” ao tal projeto anual, mas também “a desafios que têm chegado até nós e que aceitamos”, como aconteceu com o convite de Bruno Teixeira.
Para Mariana Gestosa Fonseca, Joana Silva e Santiago Mateus, a Oficina de Artistas “é um grupo de artistas que estão unidos pelo que gostam: o teatro”. Mas, acima de tudo, “somos amigos. Ninguém se dá mal nas nossas sessões”, havendo “momentos de envolvimento emocional muito forte”.

“Labirinto Sensorial” é o projeto que se segue

Em conversa com o labor, Rita Pereira não escondeu o orgulho que a direção a que preside sente pela Oficina de Artistas: “Ficamos sempre orgulhosos, sendo uma participação no Festival de Teatro ou noutra situação qualquer. Sentimos orgulho em tudo o que façam. Subir ao palco da Casa da Criatividade é só mais um momento de orgulho”.
Questionada sobre os “desafios” que se seguem, a dirigente da Ecos Urbanos falou do “Labirinto Sensorial”, apresentado à câmara municipal “já há alguns anos” e que vai arrancar em breve. Terá dois momentos de apresentação ao público: um em julho próximo e outro no ano que vem.
Trata-se de um projeto “com várias componentes artísticas, desde teatro, dança, artes plásticas, etc.”, “criado a propósito da história de S. João da Madeira”, que “vai trazer alguns artistas de renome nacional na área formativa para trabalhar com alguns grupos de teatro da cidade”, os “nossos artistas da Oficina de Artistas” e a comunidade em geral. Mas “com alguma incidência em pessoas que vivem em contexto socialmente desfavorecido”, informou Rita Pereira.
Além do “Labirinto Social”, “há um outro projeto que também ‘mete’ expressões artísticas” e que “vai levar a componente artística aos bairros sociais da cidade”, completou a responsável diretiva.

Festival de Teatro começa amanhã

É já amanhã, sexta-feira, pelas 22h00, que a Comuna Teatro de Pesquisa inaugura o Festival de Teatro de S. João da Madeira (FTSJM), levando à cena na Casa da Criatividade “Crise no Parque Eduardo VII”.
Trata-se de “uma comédia às costas da tragédia e, simultaneamente, uma tragédia vestida de comédia”, com adaptação, versão cénica e encenação de João Mota. Carlos Paulo, João Bernardo, Igor Sampaio e Hugo Valter são alguns dos elementos do elenco.
Também na Casa da Criatividade, o programa desta 12ª edição prossegue no sábado, às 21h30, com a peça “O Circo” protagonizada pelo grupo TOJ - Teatro Oliveira Júnior; e no domingo, pelas 15h30, com “Lado a lado com o medo”, pela Oficina de Artistas, da Associação de Jovens Ecos Urbanos (ver texto principal).
Os bilhetes estão à venda na bilheteira online (http://cmsjm.bol.pt/), Casa da Criatividade (www.casadacriatividade.com), Paços da Cultura, lojas FNAC, CTT, Centro Comercial 8ª Avenida (Worten), El Corte Inglês, Pousadas da Juventude, linha 24h de reservas e informações 1820 do MEO e os Quiosques Serveasy (novos locais).
O FTSJM é organizado pelo projeto “Espaço Aberto” do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite em parceria com a restante comunidade educativa e associativa e ainda a autarquia.

Comentários

Pub

Notícias relacionadas