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No final do ano passado a equipa de cadetes da APROJ alcançava um feito histórico para o clube ao garantir a passagem ao Campeonato Nacional após uma vitória, por 3-0, frente à formação Toda-a-Prova.
Agora as exigências são ainda maiores e a qualidade das adversárias está num patamar diferente, mas para Cláudio Laranjeira, treinador da equipa, o objetivo é lutar sempre pelo melhor resultado

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"O sonho delas era estar entre as melhores"

FOTO: Arquivo Labor
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No final do ano passado a equipa de cadetes da APROJ alcançava um feito histórico para o clube ao garantir a passagem ao Campeonato Nacional após uma vitória, por 3-0, frente à formação Toda-a-Prova.
Agora as exigências são ainda maiores e a qualidade das adversárias está num patamar diferente, mas para Cláudio Laranjeira, treinador da equipa, o objetivo é lutar sempre pelo melhor resultado

Foi em dezembro que a equipa de cadetes da APROJ alcançou um feito memorável ao garantir, pela primeira vez na história do clube, a passagem ao Campeonato Nacional de voleibol. A vitória por 3-0 frente à forte formação Toda-a-Prova foi o suficiente para a equipa sanjoanense alcançar o terceiro lugar do grupo e confirmar a presença na etapa Nacional, que arranja já no próximo fim de semana com a APROJ a deslocar-se ao recinto do Esmoriz GC.
"Quando aqui cheguei e vi a qualidade da nossa equipa e das adversárias que nos tinham calhado no sorteio tive sempre a esperança que pudéssemos entrar no Nacional", confessa Cláudio Laranjeira, treinador do escalão de cadetes, que recorda o encontro decisivo com a formação Toda-a-Prova. "Vencemos por 3-0 mas foi um jogo muito difícil. Tenho a certeza que o treinador não estava à espera de perder com este resultado. As jogadoras da APROJ entraram muito ansiosas porque sabiam que a vitória naquele jogo garantia, pela primeira vez, a presença da equipa no Nacional. Isso refletiu-se no marcador, que teve várias alternâncias, mas entrámos muito bem no último set e alcançámos a vitória", relembra o técnico que admite que este ano a equipa também "calhou num grupo mais fácil". Sabíamos que era com a Toda-a-Prova que iríamos disputar a presença no Nacional. As duas outras equipas do grupo, o Boavista e o Gueifães, têm claramente outras ambições que é lutar pelo play-off dos oito primeiros lugares nacionais, que deixava a discussão para a entrada para um grupo nacional entre a APROJ e a formação do Porto", explica Cláudio Laranjeira. "Trabalhámos sempre no sentido de vencer as formações mais fracas para, no último jogo, termos a hipótese de discutir o resultado e lutar pelo Nacional", acrescenta o treinador.
Com um historial ainda muito curto e com relativamente poucos anos de voleibol, a APROJ tem vindo, no entanto, a crescer de forma sustentada e aos poucos a impor-se no panorama regional da modalidade no setor feminino. "Entrar no nacional é sempre um objetivo para as equipas mais pequenas, como é o caso da APROJ", mas apesar das dificuldades que eram esperadas, num clube ainda jovem no voleibol, Cláudio Laranjeira garante que esse foi sempre o objetivo do escalão. "No início, quando peguei no escalão não era, de todo, expectável que entrássemos no Nacional, não só pela qualidade da equipa, mas também porque se trata de um grupo muito curto. No entanto, focámo-nos sempre no sentido de aprimorar o nosso jogo e de fazer o melhor possível, e o resultado está à vista", refere o técnico, que atribui parte do sucesso ao trabalho desenvolvido pelo seu antecessor, Sérgio Soares, e pelo treinador Pedro Pestana.
No Nacional as exigências são maiores e apesar da equipa não ter qualquer experiência neste tipo de competição Cláudio Laranjeira mostra-se tranquilo e confiante para uma boa campanha. "Temos atletas que nos dão garantias para estar no Nacional e fazer uma boa figura", garante o técnico, que é também coordenador do voleibol da APROJ. "O sonho delas era estar entre as melhores e conseguiram. Agora vão estar num meio completamente diferente e que alcançaram por mérito próprio", acrescenta.
Com o feito alcançado pela equipa de cadetes o foco inicial mantém-se, mas Cláudio Laranjeira acredita que, a partir de agora, as responsabilidades do clube "são maiores". "Ter um escalão, pela primeira vez, no Nacional dá outra visibilidade não só à APROJ mas também à cidade", sublinha o técnico, que se mostra cauteloso quanto a objetivos nesta nova fase. Consciente da qualidade das equipas adversárias que terá pela frente, a aposta passa mesmo por fazer o melhor possível e "lutar por cada ponto e cada jogo para alcançar um resultado cada vez melhor". "Pedir, peço sempre mais, mas também sei o limite de cada atleta e tenho noção que neste momento é impensável pedir mais do que o que já foi feito", garante o técnico, que esclarece que a equipa de juniores, que está também sob a sua orientação, luta, igualmente, por um lugar no Nacional. "É muito mais complicado, mas nunca estivemos tão perto e até estamos num grupo relativamente acessível", destaca o coordenador, que admite que esta tem sido uma temporada "claramente positiva" para o voleibol da APROJ, onde destaca o feito alcançado pelo escalão de cadetes. "O facto de estarmos no Nacional fala por si. Ter uma equipa que sempre lutou para estar neste patamar e nunca conseguiu e alcançou esse feito este ano demonstra que as atletas cresceram ao nível tático e técnico", conclui.

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