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“SER” e “AINDA DO SER” vão ser hoje, quinta-feira, pelas 21h30, apresentados na Biblioteca Municipal. Com a apresentação dos seus dois livros na cidade onde reside, Paulo Ricardo Moreira espera “contribuir para a já tão rica vida cultural de S. João da Madeira”

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“Escrevo por prazer e por necessidade”

FOTO: Direitos Reservados
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“SER” e “AINDA DO SER” vão ser hoje, quinta-feira, pelas 21h30, apresentados na Biblioteca Municipal. Com a apresentação dos seus dois livros na cidade onde reside, Paulo Ricardo Moreira espera “contribuir para a já tão rica vida cultural de S. João da Madeira”

Quem é o Paulo Ricardo Moreira?
A melhor resposta que poderia dar a esta questão encontra-se no poema que abre o meu primeiro livro [“SER”] e que disserta exatamente sobre aquilo que sou enquanto autor: alguém que utiliza as palavras, na sua forma escrita, como canal por onde fluem os sentimentos e as reflexões que já não se querem ou podem conter. E julgo ser isto que, verdadeiramente, poderá interessar ao leitor desta entrevista, mais do que uma descrição de dados biográficos.
Dar a conhecer que tenho 41 anos, que sou natural de Coimbra, que emigrei aos três anos com os meus pais para o Brasil, que regressei a Portugal no início da adolescência, que sou licenciado em Gestão de Marketing, que fui profissional de seguros durante a maior parte do meu percurso profissional, que sou pai de dois filhos e que resido em S. João da Madeira durante os períodos de férias, uma vez que estou atualmente a viver e a trabalhar na Islândia, tem uma relevância muito marginal para a compreensão ou fruição do meu trabalho literário. Estas informações permitem identificar o autor, sem, no entanto, revelar muito sobre ele. O Paulo Ricardo Moreira autor é aquele que se revela e que só se pode conhecer através da sua obra.

Quando e como surge a escrita na sua vida?
Na infância, por forte influência do meu pai. Com ele aprendi o gosto pelas estórias e pela história. Pelo seu exemplo e com o seu incentivo fiz as primeiras redações. Depois, no processo de crescimento e de descoberta de outros interesses, a escrita entrou numa primeira fase de hibernação, para despertar novamente na adolescência, com o imaginário infantil substituído pela paixão juvenil. No início da vida adulta dá-se então novo adormecimento, mais prolongado, até reaparecer de forma decisiva há cerca de sete anos, com as folhas brancas a traduzirem-se convocatórias.

Para que escreve? Como define a sua escrita? Dedica-se à escrita a tempo inteiro?
Escrevo por prazer e por necessidade. O exercício da escrita é, simultaneamente, terapêutico e embriagante. Surge quando a alma ou a mente transbordam e vertem-se, em texto ou poema, sobre o papel. É, normalmente, uma extensão de mim próprio, para deleite presente ou para memória futura. Pontualmente sofrido ou frustrado, mas sempre autêntico, é muitas vezes um exercício feito de pequenos nadas que parecem tanto, apenas para que me baste.
Obviamente não é um trabalho a tempo inteiro, porque não sou um profissional da escrita, um escritor. Considero-me apenas um autor, porque a designação de escritor é algo que requer uma validação qualitativa externa à própria auto-avaliação e que implica, na minha opinião, um determinado grau de reconhecimento e de notoriedade.

O que podemos encontrar em “SER” e “AINDA DO SER”? Qual a mensagem que pretende passar aos leitores?
Em ambos os livros podem encontrar poesia e prosa poética. O “SER” [publicado pela Seda Publicações em junho de 2016 e que teve a sua segunda edição em outubro desse mesmo ano] é essencialmente uma coletânea de trabalhos que versam, maioritariamente, diferentes formas de afeto: o amor-próprio, o amor pelos lugares e pela natureza, o amor erótico e sexualizado, o amor pela família, o amor num sentido mais lato, humanista e o amor da amizade.
O “AINDA DO SER” [mais uma publicação da Seda Publicações, de junho de 2017] surgiu como um complemento do “SER”, facto indelevelmente assumido no título, mas avança, mais marcadamente, por outros territórios do sentir e do pensar relativamente à condição humana e à sociedade, o que lhe confere uma autonomia e uma identidade próprias.

Como surge a oportunidade de apresentar estes seus dois livros em S. João da Madeira?
Após o lançamento dos livros, em 2016 e 2017, ambos na cidade de Aveiro, articulei com a minha editora efetuar pelo menos duas apresentações em janeiro deste ano, aproveitando o meu regresso temporário a Portugal.
Na qualidade de residente em S. João da Madeira, ainda que recente e, para já, por curtos períodos de tempo, considerei oportuno realizar uma apresentação na cidade que me acolhe e que elegi. Feito o contacto com a Biblioteca Municipal, rapidamente obtive o consentimento para a utilização do espaço, facto pelo qual agradeço aos responsáveis do Município e da Biblioteca, nomeadamente à Dr.ª Maria da Graça Oliveira, minha interlocutora neste processo.
Espero que a apresentação dos meus livros possa, ainda que modestamente, contribuir para a já tão rica vida cultural de S. João da Madeira, a qual constitui, sem dúvida, um dos pontos fortes desta cidade.

Quais as próximas apresentações?
A próxima apresentação dos livros será na Biblioteca Municipal de Vagos, no próximo dia 27, sábado, pelas 17h00. Muito possivelmente será também realizada uma apresentação na cidade do Porto logo no início de fevereiro, em data e local ainda a confirmar, antes do meu regresso à Islândia devido a compromissos profissionais.

E as próximas obras?
Conto, ainda durante este ano, poder concluir e editar um novo livro que será composto exclusivamente por poemas escritos na Islândia. Paralelamente, mas sem prazo definido para publicação, tenho trabalhado na redação de crónicas baseadas em memórias da infância.

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