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A apresentação da obra vencedora do Prémio de Poesia Judith Teixeira 2016, “O muro onde a sombra persiste”, tem lugar na Biblioteca Municipal amanhã, 7 de julho, pelas 21h30

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Novo livro de Luís Aguiar apresentado em S. João da Madeira

FOTO: Direitos Reservados
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A apresentação da obra vencedora do Prémio de Poesia Judith Teixeira 2016, “O muro onde a sombra persiste”, tem lugar na Biblioteca Municipal amanhã, 7 de julho, pelas 21h30

Cabe a Sara F. Costa, poetisa e diretora executiva do Centro de Língua Chinesa Portal Martim Moniz, que o labor já entrevistou em edição anterior, e a Paulo Coelho, representante da editora Edições Esgotadas, apresentar o novo livro de Luís Aguiar na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo, na cidade de S. João da Madeira.
Além de um porto de honra, a apresentação d’ “O muro onde a sombra persiste”, agendada para as 21h30 desta sexta-feira, conta ainda com uma performance de violino, saxofone e com poemas declamados pelo próprio autor, natural de Oliveira de Azeméis.

“A escrita surgiu na minha vida quando pela primeira vez respirei”
Licenciado pela Universidade de Aveiro e finalista do Mestrado em Línguas e Relações Empresariais na mesma academia, o jovem escritor de 38 anos disse ao nosso semanário que acredita “seriamente que a escrita surgiu na minha vida quando pela primeira vez respirei”.
“A escrita não resulta do simples ato de escrever. Escrever é escrever, salvo a redundância. A primeira vez que inspiramos, quando nascemos, terá, certamente, a mesma dificuldade de descrição quando expiramos pela última vez”, afirmou, aludindo, de seguida, ao artista plástico Balthus: “Balthus afirmou, certa vez, que é preciso ‘desenhar, desenhar sempre, desenhar com os olhos quando não se tem um lápis’”.
Atualmente a residir em Águeda, Luís Aguiar viveu vários anos em Pinheiro da Bemposta, terra de sua mãe e dos avós maternos, situada no concelho oliveirense. Os livros que já escreveu “ultrapassam uma centena, mas os publicados são apenas oito”. Falamos concretamente d’ “A voz do silêncio” (2000), “Luz extinta” (2004), “Rostos descalços” (2006), “Filhos raianos” (2006), “Urbanos” (2007), “Intemporais mares do tempo” (2008), “Desarrumação do frio” (2011) e “O muro onde a sombra persiste” (2017).
E a propósito desta última obra, o poeta admitiu ao labor ter “sempre imensa dificuldade em falar dos meus livros, pela simples razão de não voltar a lê-los quando são publicados”. “Escrevo-os e depois abandono-os à mercê do tempo e do olvido”, partilhou com o jornal.
Não é a primeira vez que dá a conhecer um dos seus livros em S. João da Madeira. “No passado apresentei outros livros em S. João da Madeira, na extinta livraria “Entrelinhas”, contou, acrescentando que esta nova oportunidade “surgiu porque a Biblioteca Municipal, na minha perspetiva, está recetiva a apresentar autores pelo seu valor artístico, independentemente se estes são naturais da cidade ou não”.
Apesar de não ser de S. João da Madeira, esta foi sempre “uma cidade que me acolheu. Aqui residem vários familiares e diversos amigos e, por conseguinte, não é uma cidade que me estranhe ou que me seja estranha”, completou.

Escritor oliveirense distinguido em cerca de 50 prémios literários
“Como sou um ávido leitor, estou sempre a escrever. A leitura desperta-me do silêncio e do abismo”, referiu, adiantando que “neste momento” tem “vários trabalhos poéticos em concursos literários” e, ao mesmo tempo, “estou a terminar um livro de Haikus (género de poesia tradicional japonesa de caráter minimalista), que, possivelmente, poderá ser publicado também pela editora ‘Edições Esgotadas’”.
Até hoje Luís Aguiar foi distinguido em cerca de 50 prémios literários, sendo que dois destes são de âmbito internacional (um em Itália e outro no Brasil). O mais recente foi o Prémio de Poesia Judith Teixeira 2016, alcançado precisamente com “O muro onde a sombra persiste”.
Trata-se de um prémio bienal que foi instituído no ano passado pela Câmara Municipal de Viseu, em parceria com a “Edições Esgotadas”, em homenagem à poetisa viseense (1880-1959). Com este galardão, pretende-se estabelecer sinergias que facilitem e garantam a concretização da criação literária e, simultaneamente, promovam a acessibilidade à edição, por parte dos autores.

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