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Entrevista a Suzana Menezes, Chefe de Divisão da Cultura da câmara municipal

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"Os museus foram durante demasiado tempo lugares de discursos de poder"

FOTO: Nuno Santos Ferreira
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Entrevista a Suzana Menezes, Chefe de Divisão da Cultura da câmara municipal

Como é gerir tantos equipamentos culturais?
É gerido com muita organização, com muita dedicação, com muita paixão. Não penso que possamos desenvolver qualquer tipo de projeto, muito menos este tipo de projetos com esta dimensão, impacto e importância para uma cidade se não formos movidos com uma grande, grande paixão. Depois, tendo o contexto correto. Não é possível desenvolvermos um trabalho sólido e consistente numa cidade, em termos culturais, se não tivermos duas condições estruturantes. A primeira, uma tutela que esteja obviamente movida para alicerçar a cultura como uma estratégia de desenvolvimento do seu território. Por outro lado, é apenas possível fazer-se tudo isto porque temos profissionais de primeiríssima linha a trabalhar connosco.

"Há muito mais que não é dito do que aquilo que é dito dentro do museu"
O Dia Internacional dos Museus deste ano tem como tema “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”.

O Internacional Council of Museums – organização internacional que representa a museologia e os museus – define todos os anos temas diferentes para a comemoração do Dia Internacional dos Museus. Eles foram buscar um dos melhores temas dos últimos anos. As histórias controversas, aquilo que não é dito. Há muito mais que não é dito do que aquilo que é dito dentro do museu. As questões associadas a este tema são muito, muito diversas. Desde logo o facto de tantos museus ainda se prenderem à materialidade das coisas, estarem mais preocupados com a conservação e a preservação de um objeto e de uma representação material de qualquer coisa do que propriamente com o que essa coisa representa e as histórias que pode trazer associadas. Portanto, sobrevalorizarem a conservação do objeto relativamente à conservação das comunidades, das identidades e das memórias das comunidades. Do ponto de vista das comunidades, esse tema remete para uma outra questão que tem a ver com o seguinte: os museus não são nem podem nem devem ser em circunstância alguma entendidos como espaços de verdade. Porque não há uma verdade. Existem tantas verdades quantas pessoas dentro de uma comunidade. Todas elas são legítimas. Todas elas têm lugar. A maior parte dessas verdades que estão obviamente associadas a memórias pode em si ser contraditória. Então somos muito mais feitos de contradição do que de verdade. Vamos olhar para tudo que não dizemos e vamos fazer isso vir ao de cima. Vamos falar das contradições. Os museus foram durante demasiado tempo lugares de discursos de poder. Aliás, eles são criados como instituições de poder, de afirmação de nacionalidades. Portanto, o que nós agora museólogos temos de fazer é desmontar o discurso do poder e assumir o poder do discurso associado ao trabalho com múltiplas realidades e múltiplas verdades.

De que forma fizeram isso?
No nosso caso, trabalhamos no Museu da Chapelaria e no Museu do Calçado com o universo do trabalho, este processo é muito simplificado. O que fizemos foi ir à procura de quem viveu estas histórias todas, ex-operários e ex-trabalhadores destas indústrias, que não se contam por pudor, vergonha, tristeza, porque se acha que não há lugar para a contar. O que dissemos foi que agora, este ano, os museus vão ser palco de tudo aquilo que vocês não disseram. Então vamos falar do trabalho infantil, da exploração do trabalho feminino, da desigualdade de género no mundo do trabalho que ainda hoje se mantém, das doenças, da violência patronal, todos aqueles assuntos que ficaram por contar por pudor de todos nós.
Vamos trazer essas realidades ao de cima e discuti-las. Vamos refletir sobre a realidade porque mais dia menos dia os mais jovens vão chegar ao mundo do trabalho e ainda vão enfrentar estas realidades? Ou vão estar melhor preparados para as enfrentar? Os museus têm de ser lugar de questionamento, interrogação e onde é permitido meter o dedo na ferida sempre que está aberta.

"Pouco tempo depois de ter chegado à câmara é assumido que a Empresa Industrial de Chapelaria ia fechar"
O projeto do Museu da Chapelaria começa a acontecer em 1995...

Um projeto que de facto acaba por definir toda a minha vida profissional. Pouco tempo depois de ter chegado à câmara é completamente assumido que a Empresa Industrial de Chapelaria ia fechar. Portanto, o espólio ia ser vendido. A câmara pretendia de certo modo vir a ter um museu, já na altura, e o presidente da câmara de então disse-me para ir à fábrica e perceber o que se estava ali a passar. Apanho ainda a fábrica a funcionar durante vários meses, vou lá várias vezes, faço pequenas entrevistas, tomo algumas notas, tento perceber a cadeia operatória. De modo a que quando a fábrica encerra em definitivo já tinha uma listagem exaustiva do espólio que poderia vir a interessar, listagem essa que é feita em colaboração com os operários. São eles que nos vão indicando muito daquilo que é necessário ter para termos uma cadeia operatória completa da chapelaria.

Acompanhou os últimos “suspiros” da Empresa Industrial de Chapelaria. A venda do edifício, dos produtos em leilão, a construção do espólio...
Preservá-lo e começar a compreendê-lo. Ao longo do tempo vamos criando pequenas equipas de investigação. Desenvolvemos um protocolo com a Universidade Fernando Pessoa que nos permitiu ter alguns professores e investigadores connosco ao longo de vários anos. E começamos a construir todos este manancial de informação que nos permite criar o Museu da Chapelaria.
No fim dos anos 90 é criado, na minha opinião, o único programa de apoio à cultura nacional que era o POC (Programa Operacional da Cultura). O POC previa, na altura, a possibilidade de se criarem novos museus. Tínhamos a investigação feita, tínhamos o edifício, o espólio, mas não tínhamos dinheiro.

O que era um sonho em 1995 tornou-se realidade em 2005 com a inauguração do Museu da Chapelaria. O que recorda desse dia?
O parque de estacionamento do museu, parte de trás, era só cabeças, um mar de gente. Nisto, chega o Presidente da República, o Dr. Jorge Sampaio, faz-se a inauguração, a visita e as coisas vão correndo muito bem.
O segundo momento de emoção naquele dia é depois do Presidente da República sair. Ao ver centenas de pessoas, operários que fizeram parte desta indústria, muitos deles trabalharam connosco, agarrados às máquinas onde tinham trabalhado e a partilhar com a família partes das suas vidas que estavam ligadas aquelas máquinas. Era a vida das pessoas que ali estava. Um momento de impacto que é resumido numa frase do senhor Méssio que estava naquele momento comigo a olhar para a emoção que todos os colegas estavam a viver: “Sabe uma coisa? Hoje tenho orgulho de ser chapeleiro”. O museu tinha cumprido o seu papel. Era por isso que o museu existia. Para que aquelas pessoas se orgulhassem do seu passado e para que sobretudo a cidade se orgulhasse de si própria.

"Ele (senhor Méssio Trindade) será sempre a alma do Museu da Chapelaria"
Ele não sabia. Ele tinha andado a trabalhar comigo nos 10 anos anteriores. Uma pessoa excecional. Chegou a tomar conta do edifício antes da obra começar, ensinou-me a mim e às diferentes equipas que foram trabalhando connosco coisas absolutamente extraordinárias sobre este universo. Então, decidimos fazer-lhe aquela justíssima homenagem colocando aquela fotografia. Aquela fotografia é muito especial porque foi tirada no dia em que o edifício saiu formalmente das mãos do chapeleiro e de todos os chapeleiros que desde 1914 trabalharam ali dentro e de todos empresários que fizeram aquela fábrica acontecer para a câmara municipal. Uma fotografia com um poder inacreditável. Quando a vi achei que faria todo o sentido que ele abrisse o museu porque ele de certo modo representava o melhor dos dois mundos. Ele representava todo o universo da chapelaria enquanto atividade industrial e representava também o lado da investigação desse mundo porque esteve a trabalhar diretamente com a equipa. E seria certamente o primeiro guia do Museu da Chapelaria. A fotografia é posta na véspera e tenho de a mostrar antes da inauguração. As lágrimas caíram-lhe e disse: “Sou eu”, com a simplicidade que só ele tinha. Um momento muito especial para ele e para nós. Hoje permite-nos que ele continue a estar connosco. As visitas guiadas começam com ele. Ele será sempre a alma do Museu da Chapelaria. Claro que sem desprimor pela Dona Deolinda que foi grande companheira de viagem na vida e na profissão do senhor Méssio. Eles trabalharam os dois nesta fábrica desde muito novinhos, deixaram de trabalhar os dois nesta fábrica, passaram os dois a trabalhar no museu. Foram guias do museu com uma cumplicidade absolutamente extraordinária. Quem teve oportunidade de fazer visita guiada com os dois acho que ficará tocado para a vida toda.
O passado será sempre essencial para construirmos um presente e para projetarmos um futuro.
É mantermos viva a ideia do que somos. Aquilo que somos hoje é o que herdamos do que fomos. E aquilo que vamos ser no futuro é aquilo que somos hoje.
As comunidades vão crescendo e entrelaçando-se nas suas próprias histórias. Se perdermos as nossas referências de identidade perdemo-nos como comunidade. Não sabemos quem somos.
Enquanto investigadora acredito que a memória que temos do trabalho e o trabalho que temos de fazer de memória relativamente ao passado são o que verdadeiramente nos estrutura como comunidade.

"A Empresa Industrial de Chapelaria é o caso mais emblemático do cruzamento destas duas indústrias (chapéus e sapatos)"
O Museu do Calçado estava previsto acontecer?

Não podemos contar toda a história da chapelaria sem contarmos a história do calçado.
Eles são setores que se cruzaram e influenciaram e houve sobretudo uma grande transferência de mão-de-obra entre setores.
Portanto, sabíamos que a prazo isto viria a acontecer. O próprio Museu da Chapelaria vai promovendo ao longo dos anos muita investigação que não era visível. Em dois casos concretos a investigação tornou-se visível sobre o calçado e a relação com a própria chapelaria. Isto permite-nos organizar duas grandes exposições temporárias com um impacto particularmente bonito e interessante. Uma delas chamava-se O Ofício do Sapateiro e uma outra sobre a Sanjo. A Empresa Industrial de Chapelaria é o caso mais emblemático do cruzamento destas duas indústrias porque é criada para produzir chapéus e a partir de 1936 com a secção de borracha começa a fazer calçado também. Os museus não são instituições instantâneas são instituições que exigem muita investigação, muita pesquisa, estudo de coleções e cruzamento de informação. Muito cruzamento de informação para se tornarem projetos verdadeiramente importantes quer do ponto de vista científico, quer cultural.

Como foi a construção do espólio?
Um processo muito desafiante, a momentos exaustivo e que exigiu de todos nós uma dedicação a cem porcento.
Todas as áreas que compõem tematicamente o museu apresentam acervos completamente diferentes. Quando defino a estruturação do museu tematicamente, crio uma série de núcleos expositivos para os quais não tinha acervo nenhum. A não ser a parte industrial. A parte da cadeia operatória já existia até porque havia um protocolo de colaboração com o CFPIC que nos cedeu um conjunto de peças.
No caso do Túnel do Tempo sabíamos que à partida tínhamos de trabalhar com réplicas porque seria difícil reunir neste espaço de tempo tão curto originais desde a pré-história até ao século XXI. O processo era muito simples. Vamos estudar a fundo o processo de evolução do calçado e da moda desde a pré-história até ao século XXI.
Vamos identificar um conjunto de modelos que sejam emblemáticos para esse período e depois há que fazer investigação em torno do modelo desde os materiais, as formas, os tamanhos, as dimensões. Enfim, recorrer a todo o tipo de fontes possível e imaginária. Já não tão simples foi pesquisar sobre o que melhor se faz no século XXI porque tínhamos de abordar centenas e centenas de marcas de sapatos e de designers em Portugal e no resto do mundo. O que se pretendia era que cada um destes designers elegessem dentro da sua marca o modelo de calçado que considerassem mais emblemático, mas mais do que isso porque é que tinham escolhido aquele modelo, qual a importância, que marca era aquela, qual a história para podermos ter uma base de dados com centenas e centenas de marcas a nível nacional e internacional que nos permitem compreender o calçado na nossa atualidade porque também somos aquilo que calçamos. O desafio da sala de marcas e designers também era funcionar como uma grande montra do que melhor se faz a nível nacional e internacional. O que continua a implicar um trabalho permanente e contínuo com as marcas e designers.

"Não há pessoas mais adequadas para criticamente olharem para um objeto ou uma realidade que os artistas"
Por que razão criaram um espaço dedicado à arte no Museu do Calçado?

É um outro desafio que tínhamos. O calçado é um objeto ordinário no sentido de um uso quotidiano simples. Não é uma peça ou uma obra de arte, é apenas um sapato, é aquilo que trazemos calçado. Por isso, faria sentido olhar para esse objeto do quotidiano de uma forma crítica. E não há, se calhar, pessoas mais adequadas para criticamente olharem para um objeto ou uma realidade que os artistas. Portanto, sentimos que haveria lugar no Museu do Calçado para termos uma reflexão sobre o sapato também enquanto objeto artístico. Nesse sentido, a câmara convida o professor Victor Costa a comissariar um projeto que nos permitisse criar um acervo e uma coleção própria de obras de arte relacionadas com o calçado. Ele desenvolve um projeto que chama de “Shoe Me Again” através do qual vão sendo convidados vários artistas já com carreira importante, mas também dando ali espaço a jovens artistas, a criarem ou a identificarem algum objeto que pudesse falar do sapato da forma especial que os artistas conseguem falar de tudo o que os rodeia. Depois associa-se o empréstimo de algumas obras que fazem parte do acervo Norlinda e José Lima e do acervo Treger/Saint Silvestre que estão no Núcleo de Arte e se relacionam com o mundo do calçado.

Porquê convidar celebridades a doarem os seus sapatos?
Achámos que poderia ser muito interessante fazer uma outra coisa que é além das marcas e dos designers. Quisemos levar os nossos visitantes a refletirem sobre a importância dos sapatos em termos sociais e culturais. Então para o fazer convidámos várias figuras públicas a escolherem um sapato seu, a oferecerem-no ao museu e a contarem a história desse sapato.
A nossa preocupação continua a ser preservar um objeto quando tem alguma coisa para nos ensinar sobre nós próprios e ou sobre os outros.

Quais os sapatos que causam mais reação?
As reações dividem-se muito porque uma vez mais somos movidos e tocados por emoções e histórias de vida diferentes. Já vi homens em grandes debates de futebol à volta das chuteiras do jogador sanjoanense António Sousa. Os sapatinhos de bailarinos geram outra discussão porque é um sapato de dor. Depois temos sapatos usados por artistas em espetáculos, também usados no seu quotidiano.
Temos um caso muito engraçado de um sapato estragado de uma artista que usou o botim durante uma digressão inteira. O salto ia partindo, ela levava-o ao sapateiro até que ele disse que não dava mais para recuperar o salto. Ela ficou muito infeliz, mas guardou o sapato intacto e o outro sapato sem salto. Ele representou uma tournée inteira.

"A cultura “pode mesmo ser descrita simplesmente como aquilo que torna a vida digna de ser vivida”"
Atualmente, como é o consumidor de cultura na comunidade em geral?

Essa pergunta não é fácil de responder. Olhando diretamente para os resultados que o INE tem apresentado todos os anos existe cada vez mais consumidores de cultura em Portugal. Ou melhor, existem mais pessoas que usufruem e frequentam espaços de cultura em Portugal. Há mais acesso e mais disponibilidade para consumir. A questão coloca-se na tipologia de consumo. Por exemplo, Lipovtsky tem-se dedicado profundamente à sociedade de consumo e concretamente ao consumo cultural. Ele aponta diretamente um caminho. A tendência para nos transformarmos em consumidores de uma cultura rápida, de uma cultura que exige pouco de nós. Mais ainda quando nos transformamos naquilo que ele diz que é a sociedade do "ecrãnologia". Por onde é que isto os leva? Para o facto de hoje em dia como comunidade as pessoas estarem muito preocupadas com o mostrarem-se nos seus "facebooks" e "instagrams". No caso dos museus, é mais importante para as pessoas tirarem a "selfie" com a Mona Lisa atrás que estiveram a ver no Louvre do que propiamente pararem a meia hora que se calhar seria necessária para verem-na e sentirem-na. Perceberem o contexto em que foi pintada, quem pintou e porque pintou e quais são as dúvidas que existem à volta daquela produção artística.
Como dizia T. S. Eliot: a cultura “pode mesmo ser descrita simplesmente como aquilo que torna a vida digna de ser vivida” e aquilo que “justifica que outros povos e outras gerações digam, quando contemplam os restos e a influência de uma civilização extinta, que valeu a pena àquela civilização ter existido”. Se a cultura é isso então temos de ter tempo para criar, para produzir vestígios que venham a fazer sentido para uma próxima geração.


Suzana Menezes
Suzana Menezes tem 44 anos, nasceu em Luanda, viveu na África do Sul e depois veio com os pais para Portugal. Por um mero acaso vieram viver para S. João da Madeira.
O percurso escolar foi todo feito em escolas sanjoanenses, exceto o 12.º ano que terminou em Viseu. Entretanto, tirou a licenciatura de Comunicação Social na Universidade da Beira Interior. Chegou a estar inscrita no mestrado da mesma área e na mesma universidade. Como não havia alunos suficientes inscritos, o mestrado não começaria em setembro, mas em dezembro. Suzana Menezes, durante este compasso de espera, estagiou no gabinete de imprensa da Câmara Municipal (CM) de S. João da Madeira (SJM). "A dada altura estava inserida numa série de projetos" além do apoio ao gabinete de comunicação, recordou ao labor. O sonho de ser jornalista de investigação desde pequenina foi substituído pela oportunidade de continuar projetos, que viriam a incluir a parte da investigação, no Município. Uma jornada que começou em 1995 e continua até hoje. Suzana Menezes tirou mestrado em Museologia e está a concluir o doutoramento sobre Estudos Culturais. Desde 2009 é Chefe de Divisão da Cultura da CM de SJM. A seu cargo tem os Museus da Chapelaria e do Calçado, a Biblioteca Municipal, os Paços da Cultura e a Casa da Criatividade. O Dia Internacional dos Museus é comemorado em maio, bem como a Noite Europeia dos Museus, e a conversa que se segue será sobre os museus e a cultura.

Os Museus em números

- Museu do Calçado ultrapassou este mês os 10.000 visitantes desde a abertura a 5 de novembro de 2016
- Museu da Chapelaria recebeu no último ano cerca de 35.000 visitantes
 

Visitas gratuitas este sábado

As visitas guiadas gratuitas continuam este sábado, dia 27 de maio, às 11h00 e às 15h00, nos Museus da Chapelaria e do Calçado
As inscrições prévias podem ser feitas através do Museu da Chapelaria (256 201 680 ou museu.chapelaria@gmail.com) ou do Museu do Calçado (256 004 006 ou museudocalçado.sjm@gmail.com).

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