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É já hoje que Tiago Moita lança o quinto livro da sua autoria, terceiro de poesia. “Metanoia”, da Chiado Editora, é apresentado pela primeira vez ao público na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo, pelas 21h30, no âmbito da Campanha Poesia à Mesa que se encontra a decorrer em S. João da Madeira até 31 de março

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“Sou um dos filhos da Poesia à Mesa”

FOTO: Direitos Reservados
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É já hoje que Tiago Moita lança o quinto livro da sua autoria, terceiro de poesia. “Metanoia”, da Chiado Editora, é apresentado pela primeira vez ao público na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo, pelas 21h30, no âmbito da Campanha Poesia à Mesa que se encontra a decorrer em S. João da Madeira até 31 de março

Quem é o Tiago Moita?
“Sou o rosto do que sou, o espelho do que fui e a expetativa de tudo aquilo que possa vir a ser”, aludindo à última estrofe do poema [da minha autoria] “Post Mortem e Outros Uivos”. Esta é a frase que melhor me resume, precisamente porque em mim está parte do meu passado, aquilo que desejo fazer no presente e a expetativa que anseio para o futuro.
Sou essencialmente um explorador que, através da palavra, tenta descobrir novas formas de abordar a realidade e, através disso, atingir uma consciência mais elevada.

O porquê de abordar novas formas da realidade? A que lhe é dada não o convence?
A realidade é sempre a mesma, mas a forma de a abordar não, diferindo sempre de geração para geração. Nos últimos anos, houve muitos aspetos da realidade que não me conformaram a respeito da sua definição.
A ideia de que ela é sempre linear, é sempre vista de uma forma muito existencialista como se fosse excessivamente melancólica ou caótica nunca foi uma forma que considerasse suficiente para encarar a realidade tal como muitos autores, não só portugueses, mas também estrangeiros a abordam atualmente. E essa insatisfação levou-me a procurar outro tipo de filosofias, nomeadamente as chamadas filosofias holísticas que, como o próprio nome indica, através da interação das partes e do todo, permitem chegarmos a uma abordagem mais concreta da realidade. Entendi que deveria, através da palavra, superar as visões ou as abordagens contemporâneas que transmitem e dizem respeito à realidade tal como a vemos.

Lembra-se do primeiro livro que leu?
É difícil lembrar-me qual foi o primeiro livro que li. Mas houve um que me marcou, que até era para adultos: “O adversário misterioso”, de Agatha Christie. Foi este livro, aliás, que fez com que me apaixonasse pelo thriller, policial.

Tinha o livro em casa?
Não. Estava em casa do meu avô. Por acaso é um dos livros que herdei do meu avô.

Que idade tinha quando o leu?
Nove anos.

Tão novinho e já interessado em livros para adultos?
Eu, por exemplo, com 11, 12 anos li o “Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes. E por uma razão muito engraçada: naquela altura havia muitos desenhos animados que eram inspirados em livros. Tal como li o Tom Sawyer, também li o “Dom Quixote de La Mancha” porque apareceu na televisão uma série de desenhos animados espanhola sobre o “Dom Quixote”.
Lembro-me de uma vez ir à biblioteca pedir o “Dom Quixote de La Mancha” e de quem lá estava ficar a olhar para mim.

Chegou a concluir o curso de Direito?
Infelizmente não. Fiquei-me pelo quarto ano por motivos financeiros.

Nunca ponderou a hipótese de um dia mais tarde o concluir?
Na altura conversei com os meus pais e, de facto, a minha intenção era interromper o curso, tirar a carta de condução e assim que tivesse um emprego, a carta e depois um carro retomar os estudos passados dois, três anos. Trabalharia de dia e estudaria à noite. Mas infelizmente tal acabou por não acontecer.

“Nunca imaginei viver da escrita ou fazer da escrita um ofício”
A escrita surgiu na sua vida há 10 anos.

Sempre gostei de escrever. Comecei a escrever quando comecei a desenhar as primeiras letras e a procurar alguns significados nos dicionários. Acontece que quando fui para o secundário fiquei desmotivado, porque não tive professores que continuassem a incutir-me o gosto pela leitura e escrita que os meus pais e alguns professores que apanhei na primária me tinham passado.
Só muito mais tarde, a partir dos 15 anos, por uma questão existencial e problemas que tive nessa altura, senti necessidade de escrever versos ligados a dramas psicológicos. Escrevi alguns poemas (se é que se podem chamar poemas a pequenos desabafos existenciais em forma de verso) entre os meus 15 e 17 anos. Entretanto parei e retomei mais tarde por causa de um primo, que me emprestou o livro de poesia inédito do Jim Morrison, “Abismos”.
A partir de então comecei a escrever com maior regularidade. Mas o verdadeiro despertar aconteceu, precisamente no verão de 2003, quando conheci a minha amiga Sara F. Costa que me emprestou um livro para ler chamado “Horto de Incêndio”, do poeta Al Berto, sendo que a leitura só do primeiro poema ‘fez um clique’ que me levou a nunca mais parar de escrever.

Imaginava-se a fazer outra coisa que não fosse escrever?
Na altura em que estava na universidade imaginava-me como jurista numa empresa ou num consultório jurídico. Mais tarde via-me como administrativo, que, aliás, foi o meu genuíno emprego. A escrita era uma coisa secundária ou terciária. Nunca imaginei viver da escrita ou fazer da escrita um ofício.
Lembro-me de há uns 12 anos ler um poema meu a uma amiga de Matosinhos e ela perguntar-me se já tinha pensado viver da escrita. E eu desatei-me a rir, pois não acreditava que tal fosse possível. E curiosamente ao longo do tempo foi a própria escrita que espontaneamente me obrigou a fazer dela o meu ofício.

Quer isso dizer que as coisas foram fluindo nesse sentido…
As coisas foram acontecendo ao ponto de a escrita passar a ser a minha atividade principal.

“O maior reconhecimento é quando os leitores leem e releem as nossas obras e partilham-nas de geração para geração”
Valeu a pena? Que balanço faz de uma década de vida literária?

Ainda não é uma aposta ganha porque é uma realização ainda em processo contínuo. O reconhecimento é uma coisa muito vaga no mundo literário. Uns dizem que é feito através de um prémio, outros através de uma ida à televisão.
Para mim, o reconhecimento parte dos primeiros leitores que, para já, estão a gostar das minhas obras e da minha própria vontade de continuar a escrever por sentir que tenho algo a dizer e por próprio branco das páginas, como costumo dizer, continuar a incentivar-me a escrever mais e melhor.

Mas já há quem diga que é um dos jovens escritores “mais promissores” da atualidade.
Devemos sempre esfriar um pouco a cabeça e pensar que tais críticas são apenas mais um incentivo para continuar a escrever.

Então o que é preciso acontecer ou ser feito para ficar convencido que, de facto, é um dos jovens escritores “mais promissores” da atualidade?
Para mim, o maior reconhecimento é quando os leitores leem e releem as nossas obras e partilham-nas de geração para geração. Os prémios são importantes como forma de reconhecimento, tal como ser criticado na imprensa.
Mas é a tal coisa: se somos criticados, falados por grandes escritores ou poetas, mas os nossos livros não são lidos há um sentimento de que falta qualquer coisa na nossa carreira. É a mesma coisa que falarem muito bem de ti mas não te darem um emprego.
Claro que receber um prémio seria um grande reconhecimento, mas tão ou mais importante é saber que o que escrevo causa impacto ao ponto de fazer com que os leitores não só se viciem, mas também digam aos familiares, amigos ou conhecidos “toma lá este livro porque é um bom livro para ler”.

Tendo em conta tudo o que viveu até agora, a sua experiência como autor, aconselhava os mais novos a seguirem esta carreira?
Aconselhava o seguinte: concluam os estudos, leiam o máximo que possam e se quiserem fazer da escrita o vosso ofício façam-no por necessidade psicológica e não por necessidade financeira. E digo-lhes sobretudo para que nunca se sintam satisfeitos com aquilo que escrevem e que leem e para procurarem ir para além daquilo que os escritores escreveram e os leitores leram.

“Um dos meus sonhos é escrever também peças de teatro”
Além da escrita e literatura, há outras áreas que têm lugar na sua vida?

Gosto de música. Já não toco há muito tempo, mas cheguei a fundar uma banda de rock alternativo, em 2002, que infelizmente durou nove meses (não mais do que isso). Era uma paixão muito grande na altura até a escrita a ultrapassar por completo.
Mas tenho outras paixões. Gosto de cinema. Também gosto muito de teatro. Aliás, um dos meus sonhos é escrever também peças de teatro. Depois, tenho a leitura e a própria escrita criativa, da qual sou formador.

Precisamente hoje, vai lançar o seu quinto livro, que é também o seu terceiro livro de poesia. É a primeira vez que participa na Poesia à Mesa de forma assim tão visível?
Como escritor a apresentar um livro é a minha primeira vez.

Não acha que esta é também uma forma de reconhecimento do seu trabalho?
Creio que é mais um contributo para esse reconhecimento. Desde que lancei o primeiro livro que S. João da Madeira, de uma certa maneira, tem vindo a congratular-se com carinho por todo o meu trabalho. Este é apenas mais um contributo, ainda por cima por parte de um evento muito importante para mim, porque cresci neste evento. Sou um dos filhos da Poesia à Mesa. Comecei a fazer parte deste evento em 2004.
Na altura participei de uma forma bastante direta. Participei num workshop de leitura e expressão poética feito pelo Paulo Condessa. Foi aí que li o meu primeiro poema ao vivo, me estreei como “diseur”. Depois nas outras iniciativas fi-lo mais por intervenção do José Fanha. Durante alguns anos, fui o seu poeta preferido. Cada vez que havia uma Peregrinação Poética ele chamava-me para dizer um poema da minha autoria.
Só muito mais tarde, quando a Dr.ª Suzana Menezes avançou com a “tertúlia dos poetas sanjoanenses” passei a intervir de forma mais discreta, num círculo mais fechado, contudo, muito mais afável de pessoas, que também contribuem para trabalhar a palavra e a expressão poética.

Então 2017 é o ano em que assume um papel de maior destaque na Poesia à Mesa, digamos assim.
Este é um desejo que já tenho há muito tempo. Sempre quis lançar um livro de poesia na “Poesia à Mesa”, precisamente, por ser um ‘sítio’ que acarinho há muito tempo, onde cresci como escritor e também como poeta e “diseur” e onde, sobretudo, conheci poetas e poemas que não conhecia de lado algum. Este ano, este meu sonho está prestes a realizar-se.

Está ansioso?
Não. Já assumo isto com naturalidade. Entendo as sessões de apresentação de livros em S. João da Madeira como entrar numa festa de aniversário na minha própria casa. É um sítio onde sei que vou encontrar amigos, conhecidos.

O que espera da sessão de apresentação de logo à noite?
Muitos amigos, uma boa adesão e espero que as pessoas entendam, comprem, claro, e sobretudo leiam e partilhem este livro.

Relativamente ao livro de poesia que vai lançar hoje, diga-me o porquê do título “Metanoia”.
“Metanoia” é uma palavra de origem grega que significa mudar o pensamento. O livro traz até uma definição da palavra: transformação de comportamento ou de caráter, mudança do pensar e do sentir no caminho da perfeição. É uma conversão interior; na retórica é um artifício que serve para reforçar uma afirmação para refazê-la logo de seguida, corrigindo-a, enfatizando-a ou atenuando-a.
Em apenas 33 poemas, revelo um sujeito poético em busca da origem do silêncio primordial, da criação que habita no âmago das palavras e a metamorfose do sentir íntimo de cada indivíduo, cuja essência e significado transcendem o Tempo, o Espaço e a Linguagem.

Onde podemos comprá-lo?
Hoje, é uma primeira apresentação. Podem comprá-lo na própria sessão. A partir daí, a Chiado Editora vai começar a contactar livrarias em Portugal e também no Brasil.

“Ainda é bastante difícil [viver apenas da escrita], mas creio que esse momento está cada vez mais próximo”
Escreve todos os dias?

Procuro escrever todos os dias, o que não é fácil por uma razão muito simples: como não tenho agente literário, sou escritor e agente de mim próprio ao mesmo tempo. Tenho de fazer um pouco de tudo. Quando tenho tempo com certeza que escrevo.
Aliás, agora que estou a escrever o meu terceiro romance procuro mesmo escrever todos os dias. Também outra coisa importante que procuro fazer é ler todos os dias. Só que às vezes, lá está, devido à quantidade de trabalho que tenho não só para escrever, como também para promover as minhas obras, não me sobra tempo suficiente para poder ler como queria.

Há algum local que lhe seja particularmente inspirador?
Escrevo em qualquer lado. Em relação ao “Metanoia”, houve poemas que escrevi em cafés. Geralmente, escrevo muito no meu quarto. O meu quarto é sempre mais inspirador. Mas também já escrevi no metro, numa estação de comboios. Por exemplo, o poema “Viagem”, que faz parte deste novo livro, foi escrito numa viagem que fiz de Espinho até Lisboa.
O local é um acessório. Mais importante é o próprio ato de escrever.

Já consegue viver apenas da escrita?
Não. Ainda é bastante difícil, mas creio que esse momento está cada vez mais próximo.

Falou há pouco que está a preparar o terceiro romance. Como o define? Vem na linha dos dois anteriores?
Este é mais específico do que “O Evangelho do Alquimista”. O “Último Império” era um livro de aventuras, mas que focava muito a História de Portugal e as questões do Quinto Império e do Sebastianismo.
“O Evangelho do Alquimista” era muito doutrinário. Costumo dizer que era um ensaio dentro de um romance e vice-versa, que abordava uma panóplia de temas do mais vago possível, desde o amor à morte, o universo ao tempo. O próximo é muito mais interessante porque vai abordar o que é Deus. E, além de interessante, é também muito atual porque vai criticar de uma forma sarcástica o fanatismo, a demagogia e o populismo, o que, infelizmente, está na ordem do dia como todos sabemos.

Mas o Tiago sabe quem é Deus?
Ainda não queria responder a essa pergunta porque faz parte do personagem que vai falar precisamente sobre isso. Ele diz uma coisa que tem toda a razão de ser: “O grande problema da Humanidade não foi a resposta foi a pergunta”. Nunca devemos dizer quem é Deus, mas o que é Deus, porque a noção do personagem e a minha noção é que Deus é um verbo e não um substantivo. Agora o que é que isso quer dizer terão de ler o livro para saber.

Não quer levantar um pouco o véu relativamente à sinopse do livro?
Não. O segredo é a alma do negócio.

Já disse ao labor há tempos que queria lançar este romance no próximo outono.
Vamos ver. Estou a ver se lanço, se possível, em outubro o romance. Mas nesta altura do campeonato não posso prometer nada.

Voltando à Poesia à Mesa, acha que se esta fosse promovida em Lisboa ou no Porto teria outra adesão, projeção?
Acho que está no sítio certo. A “Poesia à Mesa” exige, como a própria poesia, uma intimidade, uma proximidade e, às vezes, uma consanguinidade entre as pessoas. Por isso, esta iniciativa só tem mesmo sentido em S. João da Madeira.

“A cultura é um bem de primeira necessidade, tão importante como comer, beber, dormir ou ter um emprego”
Como está a cultura a nível local? Está bem e recomenda-se?

Ainda há trabalho a fazer.

Diga-nos então o que falta.
Falta uma maior dinâmica, sobretudo uma dinâmica que não se esgote em períodos sazonais. Repare, nós temos um evento ligado à poesia no mês da poesia (março), um evento ligado ao teatro no mês do teatro (abril). Depois temos uns eventos esporádicos que aparecem num mês aqui, num mês acolá. Falta-nos um dinamismo mais semanal, mais recorrente, para que as pessoas percebam que a cultura é um bem de primeira necessidade, tão importante como comer, beber, dormir ou ter um emprego.

Na sua ótica, então, a cultura é mesmo um bem de primeira necessidade?
É, porque a cultura é precisamente o bem que faz com que reflitamos sobre nós próprios e, ao mesmo tempo, nos identifiquemos com a nossa memória, património e identidade. Sem isso o ser humano sente-se vazio. Daí a frase de Cícero quando dizia, e com razão, que “uma casa sem biblioteca é como um corpo sem alma” e uma terra sem cultura é uma terra sem alma.

Uma referência a nível literário local, nacional e internacional.
A nível local Manuel Córrego, nacional Herberto Helder e internacional Umberto Eco. Tenho muitas referências, mas estas foram as que me marcaram mais. No caso de Manuel Córrego, por gostar muito e respeitar a sua escrita, mas mais por admiração de todo o trabalho e empenho que tem feito em prol da cultura de S. João da Madeira. Os outros escritores pela obra e pela marca que deixaram na literatura nacional e universal.

Qual é a sua obra preferida?
É um bocado difícil responder a essa questão. Mas há uma obra que normalmente costumo ler com mais frequência que é “O Livro do Desassossego”, de Bernardo Soares (heterónimo de Fernando Pessoa). Também gosto d’ “O Profeta”, de Khalil Gibran, que é um livro que rolei vezes sem conta, d’ “Os passos em volta”, de Herberto Helder.

Aquando da apresentação d’ “O Evangelho do Alquimista” disse que se encontrava em busca da autoconsciência. Já a encontrou?
A busca da autoconsciência é como a busca da perfeição. Não é uma meta, é um caminho. Todos os dias, cada vez que interagimos seja com quem for, pode até ser com um animal, uma pessoa, uma planta ou com o mundo inteiro, estamos a adquirir sempre um pedaço dessa autoconsciência. Por isso, não entendo a autoconsciência como algo que atinjo num momento temporal. Mas uma coisa que vou atingindo.

Mas acredita que a vai atingir? Não será uma utopia?
A utopia, como dizia Eduardo Galiano, é como a linha do horizonte que observamos com o nosso olhar. Podemos caminhar dois passos que ela afasta-se dois passos. Podemos caminhar 10 passos que ela afasta-se 10 passos. A utopia serve exatamente para isso, serve para caminhar.
Por isso, a autoconsciência e a utopia são caminhos que devemos simplesmente caminhar porque à medida que caminhamos estamos a atingir, a cada dia que passa, um momento para atingir a tal autoconsciência que precisamos.

Tiago Moita

Tiago de Vasconcelos e Moita nasceu em Lisboa, em abril de 1975. Começou a dar os primeiros passos na poesia a partir dos 15 anos em S. João da Madeira, cidade em que vive desde os 10. Estudou Direito na Universidade Lusíada do Porto, onde publicou um dos muitos poemas e textos em prosa em 1998, no jornal da universidade, do qual foi principal colunista durante três anos e foi membro do E.LS.A (European Law Students Association) entre 1998 e 2001.
Desde cedo revelou uma enorme vontade e paixão por escrever, algo que o levou a participar em workshops de declamação poética e cursos de escrita criativa, entre 2003 e 2013, bem como a participar em eventos culturais em Portugal e em Espanha. Fez parte de alguns grupos e associações culturais da sua terra entre 2006 e 2010. Publicou alguns dos seus textos em jornais e blogues.
É autor de dois livros de poesia “Ecos Mudos” e “Post Mortem e Outros Uivos” e dois romances “O Último Império” e “O Evangelho do Alquimista”.
Atualmente com 41 anos, trabalha como formador de escrita criativa e está prestes a lançar a sua quinta obra literária - “Metanoia”.

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