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Na época 2015/2016 Paulo Alves, também conhecido como Paulinho, dava os primeiros passos para a realização de um sonho, jogar no Anfield Road, o mítico estádio do Liverpool FC, ao trocar a Sanjoanense pela equipa dos “Reds”.
Depois de uma fase de adaptação a um país e futebol diferente, Paulinho garante estar integrado e não está nos seus planos regressar, por enquanto, a Portugal

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“Temos de fazer sacrifícios para podermos alcançar o que queremos”

FOTO: Direitos Reservados
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Na época 2015/2016 Paulo Alves, também conhecido como Paulinho, dava os primeiros passos para a realização de um sonho, jogar no Anfield Road, o mítico estádio do Liverpool FC, ao trocar a Sanjoanense pela equipa dos “Reds”.
Depois de uma fase de adaptação a um país e futebol diferente, Paulinho garante estar integrado e não está nos seus planos regressar, por enquanto, a Portugal

Depois de sete anos no FC Porto, em 2014/2015 decidiste regressar à Sanjoanense. Porquê?
Decidi regressar à Sanjoanense porque não estava a ter o tempo de jogo que queria e que achava que merecia no Porto e, por isso, decidi sair para poder jogar mais. 

E porquê a Sanjoanense?
Escolhi a Sanjoanense porque é o clube da minha terra e tinha a esperança de que se as coisas corressem bem nos juniores poderia ser chamado aos seniores, algo que seria muito bom com aquela idade.

Não foi um passo atrás trocares um clube como o FC Porto pela Sanjoanense?
Sim, e não foi uma decisão fácil trocar o Porto pela Sanjoanense, mas sempre pensei que estaria a dar um passo atrás para depois dar dois no futuro, se as coisas corressem bem. Foi o que acabou por acontecer. 

Regressaste à Sanjoanense para integrar os juniores, mas acabaste por atuar na equipa sénior. Como encaraste essa situação?
Sim, no início integrei os juniores, mas o meu objetivo sempre foi tentar que me chamassem aos seniores e quando isso aconteceu fiquei muito contente.

Na altura, com 16 anos, sentiste que era uma grande responsabilidade vestir a camisola da equipa principal, ou os anos passados no FC Porto prepararam-te para isso?
Claro que há mais responsabilidade em jogar nos seniores, mas nunca vi isso como uma grande responsabilidade. Encarei essa situação como uma oportunidade de aprender e evoluir ainda mais.

As excelentes exibições na Sanjoanense despertaram o interesse do Liverpool e acabaste convidado para realizar testes no clube. Esperavas dar um salto tão grande num tão curto espaço de tempo?
Não estava à espera de dar um salto tão grande, mas vi isso de forma natural e sem grandes entusiasmos. Claro que fiquei muito contente e orgulhoso de estar a ser reconhecido, mas sabia que ainda não tinha conquistado nada.

E como foi a preparação para os testes em Inglaterra?
Não tive grande preparação. Lembro-me que tivemos jogo nos seniores da Sanjoanense e no dia seguinte viajei para Inglaterra. 

Como é que foi quando, efetivamente, assinaste pelo Liverpool?
Fiquei feliz claro, mas consciente que era agora que começava tudo e que ainda tinha muito para andar e para aprender. 

Com a transferência assegurada, como foi a adaptação a uma realidade (país e futebol) completamente diferente?
Com 17 anos nunca é fácil mudar-se sozinho para outro país e outra realidade e os primeiros meses foram um pouco difíceis. Mas foi isso que me preparou e que fez com que tivesse que crescer um pouco mais rápido.

Onde é que sentiste mais dificuldades na adaptação?
Não houve uma coisa específica, mas um conjunto de coisas como a comida, o tempo, estar sem a família e fora de casa. Nunca é fácil, mas felizmente agora estou completamente adaptado e contente.

Como conseguiste ultrapassar toda uma fase de adaptação (país e futebol) estando longe da família e amigos?
Acho que o que nos faz continuar é o sonho que temos e os nossos objetivos. Toda a gente tem as suas dificuldades, eu tive as minhas, mas temos de fazer sacrifícios para podermos alcançar o que queremos. 

Como diferenciarias o futebol português do inglês? 
O futebol inglês é mais físico, direto e mais rápido, enquanto que o português é um pouco mais lento, mas mais técnico. 

Hoje sentes-te mais integrado, não só na cultura do país mas também no tipo de futebol praticado?
Sim, sinto-me muito integrado e gosto de estar cá. Não sei o futuro, mas agora não estou a pensar voltar para Portugal. Em relação ao futebol também me sinto integrado, mas há sempre coisas para aprender e evoluir.

Como descreverias o teu percurso ou evolução desde que chegaste ao Liverpool?
No geral acho que posso estar satisfeito e contente com o meu percurso feito até aqui. Já concretizei alguns objetivos e sonhos, mas é claro que não quero ficar por aqui. Quero conquistar ainda muito mais coisas.

Já foste convocado para a equipa principal num jogo como o Plymouth. Não saíste do banco, mas a chamada demonstra que o teu trabalho está a ser reconhecido?
Sim, e é muito positivo quando somos reconhecidos pelas coisas que fazemos e fiquei muito orgulhoso e contente com a chamada à primeira equipa. Agora tenho que trabalhar ainda mais para que outra chamada seja possível, mas se não acontecer tenho de continuar como até aqui.

Quando chegaste a Liverpool tinhas um sonho. Qual era?
Claro que sim. Jogar em Anfield sempre foi um sonho, tal como fazer a estreia pela equipa principal. Já concretizei o sonho de jogar em Anfield, mas foi pela equipa B.

Hoje o sonho é o mesmo ou este ano e meio no clube fez-te repensar os objetivos?
Sim, os objetivos continuam a ser os mesmos. Quero tentar estrear-me pela primeira equipa. 

Apesar do excelente percurso desportivo que tens vindo a realizar, nunca vestiste a camisola da Seleção Nacional. Não achas que tens qualidade para isso?
Sim, acho que tenho qualidade, mas o mais importante é estar a evoluir e a jogar bem num clube como o Liverpool.

É uma situação que te deixa alguma mágoa ou tentas não pensar nisso?
Houve uma altura que pensava mais nisso, mas agora já não penso muito. Claro que gostava de ser chamado à Seleção Nacional e era um orgulho enorme, mas tenho que respeitar. Contudo, o que interessa é trabalhar bem no Liverpool, evoluir todos os dias e jogar bem, que é o que tem acontecido.

Que projetos é que tens para o futuro?
Não penso muito em projetos para o futuro. Só quero aprender e evoluir todos os dias para poder chegar o mais longe possível. 

Qual o patamar que gostavas de atingir como jogador?
Gostava, um dia, de jogar na primeira equipa de um clube de topo, mas por enquanto ainda não penso muito no futuro. Neste momento penso mais em valorizar-me dia-a-dia.

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