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“Queremos educar uns e outros na língua e cultura chinesa e portuguesa”

FOTO: Direitos Reservados
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Sara F. Costa

Tem 29 anos, é natural da Vila de Cucujães, mas fez todo o percurso escolar em S. João da Madeira.
Sara Ferreira Costa é licenciada em Estudos Orientais na Universidade do Minho, mestre em Estudos Interculturais Português/Chinês na Universidade do Minho e Universidade de Línguas Estrangeiras de Tianjin, China, e doutoranda em Relações Internacionais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa.
A experiência de ensino começou na Universidade do Minho e no Instituto Politécnico de Leiria. Atualmente, é diretora executiva do Centro de Língua Chinesa Portal Martim Moniz.
Sara F. Costa é viciada em viajar, adora cinema e séries, assume-se como ativista e ainda pratica Taekwondo nos tempos livres. Um outro lado de Sara F. Costa é a escrita, prosa ou poesia, através da qual já venceu por três vezes o Prémio Literário João da Silva Correia de S. João da Madeira. Por isso, a escritora e poetisa Sara F. Costa é bem conhecida dos sanjoanenses. E não só.

A escritora e poetisa Sara F. Costa é bem conhecida dos sanjoanenses. E não só.
Se calhar começávamos por conversar sobre a Sara F. Costa e a sua ligação aos Estudos Orientais e Interculturais.

Desde miúda que via anime (desenhos animados japoneses) e me sentia profundamente atraída pela cultura asiática, qualquer coisa de inexplicável em relação à curiosidade que mantinha pelo Japão e, mais tarde, pela China e pela Coreia, a Ásia oriental. Quando a primeira licenciatura que incorporava língua chinesa e japonesa abriu, estava no 11.º ano e entrei na Licenciatura em Estudos Orientais (que agora se chama Línguas e Culturas Orientais) na Universidade do Minho, no seu segundo ano de existência. A partir daí desenvolvi os meus conhecimentos sobre história, geografia, economia e, claro, língua chinesa e língua japonesa. Esse curso tinha essas duas vertentes: China e Japão. Quando foi altura de estudar fora acabei por ir para a China porque recebi uma bolsa de estudo do governo chinês. Sempre fui muito sensível à perceção do "outro" numa perspetiva de um livro que muito me marcou, “O Orientalismo” de Edward Said, e como sempre me interessei pela cultura asiática, facilmente reconheci na minha educação formal o etnocentrismo europeu que limitava o nosso conhecimento das ciências sociais à nossa área geográfica. Sempre quis extravasar e ir mais além do que a escola me ensinava, pois há muitos mundos no mundo e eu queria conhecê-los a todos.

Quando e onde começou o seu percurso profissional?
Os meus primeiros trabalhos, mesmo enquanto estudante, foram no ensino. Comecei a dar aulas de português a alunos chineses na Universidade Tianjin na China e depois continuei a dar aulas de Português através do Instituto Confúcio da Universidade do Minho. Quando acabei a minha formação continuei a dar aulas de Português para estrangeiros na Universidade do Minho e lecionava, em simultâneo, cursos de iniciação ao mandarim em escolas de línguas, até começar a dar aulas de mandarim num curso livre em Leiria. Na altura fazia uma viagem de oito horas de autocarro, aos sábados, para dar aulas de mandarim no Instituto Politécnico de Leira. No ano a seguir convidaram-me para ser professora assistente no instituto, pelo que me apercebi que o esforço trazia recompensas.


“Proatividade, persistência e criatividade são elementos que os jovens devem ter sempre em mente”
Acredita que é isso que é necessário por parte dos jovens para singrarem no mercado de trabalho: dedicação e alguns sacrifícios?

Estamos sempre condicionados pelas circunstâncias socioeconómicas em que nos encontramos e cuja conjuntura é dura em termos de empregabilidade. A precariedade laboral é evidentemente uma realidade nacional à qual o indivíduo é completamente alheio. Contudo, sempre acreditei numa atitude proativa face aos desafios. Proatividade, persistência e criatividade são elementos que os jovens devem ter sempre em mente, o caminho não é fácil, mas o que pudermos mudar em nós torna-nos menos vítimas das circunstâncias.

De que forma surgiu a oportunidade de integrar o Centro de Língua Chinesa Portal Martim Moniz?
Foi tudo muito natural, comecei por dar aulas a recibos verdes - na altura um pouco na ressaca de trabalhos ligados ao setor do desenvolvimento de mercados estrangeiros – e decidi voltar a dar aulas sem grandes compromissos. Em menos de seis meses passei de professora a gestora de formação até chegar a diretora da empresa e do centro de línguas.

A Sara dá aulas, apenas exerce o cargo de diretora executiva ou concilia ambas?
Enquanto diretora a minha função é gerir a equipa, assegurar a qualidade formativa e a qualidade dos nossos serviços em geral, monitorizar os conteúdos do Portal, desenvolver a nossa oferta, estabelecer parcerias, delinear estratégias de marketing, captar clientes, enfim, um pouco de tudo. Por vezes, faço questão de dar a primeira aula dos cursos ou workshops relacionados com a China, é uma questão de princípio, uma vez que não quero perder o contacto com os alunos nem com a profissão de professora, que nos ensina sempre muitas coisas importantes sobre respeito, tolerância e liderança. São valores essenciais para a execução das minhas funções.


“O Portal Martim Moniz é uma plataforma de referência para a comunidade chinesa”
O que é o Centro de Língua Chinesa Portal Martim Moniz?

O Portal Martim Moniz é uma plataforma de referência para a comunidade chinesa, constituindo um suporte digital bilingue e multidisciplinar, promotor do intercâmbio cultural, informativo e comercial entre Portugal e China.
Somos uma dinâmica equipa multidisciplinar, assentando a nossa posição no respeito pelas diferenças culturais dentro e fora do grupo, estando sediados em Portugal.
O Centro de Língua Chinesa Portal Martim Moniz, tal como o próprio nome indica, é um centro de línguas direcionado para o ensino do mandarim, mas oferece também cursos de Português a alunos chineses. Possuímos ainda nas instalações da escola um centro de tradução.

Qual é a sua missão?
A missão do Portal Martim Moniz, assim como do centro de língua chinesa, é divulgar a língua e cultura chinesa de uma forma independente, fomentar a aproximação das culturas e promover o pensamento entre as relações dos dois países. Toda a gente sabe os clichés: "a China é o futuro", "a economia chinesa cresceu brutalmente nos últimos anos", mas a nossa perspetiva não é apenas a de fomentar a troca comercial e económica, que, apesar de não lhe negarmos de forma alguma a sua importância, não pode dominar esta relação intercultural que se encontra em expansão. O nosso objetivo é também promover a compreensão, o humanismo, a tolerância e pensar o relacionamento diplomático entre os dois atores sociais na contemporaneidade. Aqui, no Portal, apoiamos vários trabalhos de investigação académica quer a nível de mestrado, quer a nível de doutoramento para estudos que abordem as relações entre os dois países. Queremos trazer para a sociedade civil um debate aberto e sem restrições sobre a forma como podemos acomodar o crescimento económico chinês mais do que apenas como 'aproveitar' a curto prazo as vantagens de intercâmbio comercial. Queremos educar uns e outros na língua e cultura chinesa e portuguesa. Organizamos jantares entre portugueses e a comunidade chinesa, apoiamos chineses que necessitem de tradução ou apoio documental, damos dicas às empresas que nos solicitam de como é que se podem promover melhor na China e damos cursos de como é que as empresas devem receber os clientes chineses cá. Pretendemos ser verdadeiros mediadores culturais, o que passa pelo intercâmbio comercial, mas não só.

Como descreveria este novo desafio profissional?
É a minha primeira posição de gestão de uma empresa, mas como, é um projeto muito interessante, isso faz com que cada desafio seja uma nova aprendizagem. No fundo apercebemo-nos de que sempre que avançamos para uma nova etapa avançamos com todo o conhecimento acumulado ao longo do tempo e quanto mais diversificadas forem as nossas experiências, mais temos a acrescentar e melhor conseguimos lidar com as problemáticas que vão surgindo.

Quantos alunos tem?
A nossa escola tem um total de cerca de 50 alunos entre os 16 e os 80 anos, quer em cursos internos, quer em formações externas, fora das nossas instalações.

Há mais procura para aprender português ou chinês?
O mercado de ensino de chinês é naturalmente maior, mas curiosamente conseguimos ter as duas nacionalidades em pé de igualdade, uma vez que temos uma boa penetração na comunidade chinesa.

Como é a nova comunidade chinesa a viver em Portugal?
A nova onda de imigração chinesa que se começa a instalar em Lisboa provém de estratos sociais mais altos que a anterior, sobretudo os novos chineses que obtêm autorização de residência através de investimento.

Quais as principais profissões a escolherem o nosso país para viver?
Se falarmos em termos dos imigrantes Golden Visa, estamos sobretudo a falar de investidores em imobiliário ou noutras indústrias produtivas.

E sem serem imigrantes Golden Visa?
As novas profissões passam por empresários, advogados, engenheiros, professores, pelo menos na comunidade lisboeta.

Por que razão escolheram Portugal?
A nossa legislação referente à autorização de residência através do investimento é bastante flexível comparada com programas semelhantes noutros países e isso faz com que tenha sido mais fácil captar este tipo de investidor. Para além disso, tudo aquilo que sabemos sobre Portugal, o custo de vida não é elevado quando comparado a outros países da Europa, as pessoas são amigáveis, é um país seguro e é um país de sol - tudo isso contribui para o facto de se quererem instalar em Portugal.


“É sempre interessante ver a realidade através de outras lentes”
Como descreveria a cultura chinesa?

Essa é uma pergunta bastante lata. A cultura chinesa tem características próprias, mas também tem muitos pontos em comum com a nossa. Eu prefiro não diferenciar, mas antes aproximar, acho que deve ser essa a atitude. Estar consciente das características individuais de cada cultura, mas, acima de tudo, lembrar que é mais o que nos une do que o que nos separa. Agora, naturalmente que os chineses têm uma tradição filosófica diferente da nossa, de origem confucionista, têm uma certa perceção na sua ligação com o estado que é diferente - isto também devido a fatores políticos - e têm um relacionamento interpessoal também diferente, bastante comunitário, o comportamento em sala de aula é sempre de grande respeito pela figura de autoridade que é o professor, por exemplo. Nas relações laborais também preferem encarar os superiores e inferiores como família, apesar do reconhecimento das hierarquias. O que posso dizer? É sempre interessante ver a realidade através de outras lentes que não aquelas a que nos habituamos e por isso é tão interessante termos perceção de que algumas das coisas que tomamos como universais podem não o ser, dependendo do contexto cultural.


“A China para os portugueses já deixou de ser apenas Macau”
Há a mesma tendência com portugueses. Isto é, há uma nova comunidade portuguesa a viver na China?

O crescimento económico chinês atraiu muitos estrangeiros que encontram na China um local economicamente mais próspero para desenvolverem as suas carreiras profissionais. Por outro lado, também há um aumento brutal de estudantes estrangeiros nas universidades chinesas. Sempre pensámos que eram eles que queriam aprender connosco, mas agora temos muitos de nós à procura de aprender com eles. Em relação aos portugueses em particular, é de notar que a tradição de se ir para a China, sempre para Macau, é uma tendência que está a mudar. A China para os portugueses já deixou de ser apenas Macau, há neste momento muitos portugueses que estudam e falam mandarim em contraste com o que existia antigamente em termos de portugueses conhecedores da China, que normalmente falavam cantonês - dialeto predominante em Macau. Há uma grande mudança de paradigma devido à estratégia económica da China continental que é uma estratégia bem edificada no sentido de facultar neste momento melhores condições de vida a muitos portugueses do que o seu próprio país - por muito que dito desta forma esta pareça uma triste realidade.

Quais os maiores desafios das línguas chinesa e portuguesa?
O maior desafio da língua chinesa são os carateres chineses, uma vez que a escrita chinesa não é fonética, não basta aprender um alfabeto, é preciso aprender a escrever cada palavra de uma maneira diferente da outra - por isso o chinês é composto por ideogramas e pictogramas. Ao nível da oralidade, o mandarim possui quatro tons, o que também é um ponto de grande dificuldade quando se tenta interagir nesta língua, é preciso pôr o cérebro a funcionar dentro de muitos moldes aos quais não estamos habituados.
Para os chineses, a grande dificuldade ao aprenderem português é, sem dúvida, a complexidade da nossa gramática: género, número, conjugações verbais de acordo com o sujeito e de acordo com o tempo verbal - este é também para eles um desafio enorme.

Como é ser – através do centro – uma ponte entre as duas comunidades?
É um privilégio representar essa ponte. A comunidade chinesa passa em tal quantidade pelo nosso centro de línguas que é para mim o dia-a-dia ir simplesmente jantar ao restaurante chinês e a maior parte dos empregados me tratar por Professora Sara e falarem logo mandarim. É bom saber que as pessoas têm conhecimento da existência de plataformas como a nossa, que os quer representar da melhor forma, respeitando a sua identidade e integrando-os ao mesmo tempo na cidade portuguesa da forma que devem ser integrados.

Qual o balanço de ser diretora executiva do Portal Martim Moniz?
Ainda é muito cedo para falar do balanço da minha ação porque não sou diretora há muito tempo, mas tenho uma visão muito clara da nossa missão e penso que isso é muito importante.

O ensino do mandarim foi introduzido em setembro de 2012 no Projeto Educativo Municipal de S. João da Madeira. O que acha deste projeto?
Já me pronunciei várias vezes sobre essa iniciativa da Câmara Municipal de S. João da Madeira, que considero um exemplo a seguir. Um bem-haja a esta iniciativa pioneira e visionária.


“Estudar mandarim vai ajudar a desconstruir os estereótipos que se tem da língua e das pessoas”
Quais os principais benefícios da aprendizagem desta língua para estas gerações?

São estas as medidas que formam para a diversidade, o conhecimento de outras culturas, a tolerância para com o outro e que, claro, formam pessoas diferenciadas e adaptadas a uma realidade que se encontra em constante mutação. Estudar mandarim vai ajudar a desconstruir os estereótipos que se tem da língua e das pessoas.

Além de tudo isso, está a escrever uma tese de doutoramento em Relações Internacionais na Universidade Nova de Lisboa...
Sim, estou a escrever uma tese sobre a Parceria Estratégica entre a União Europeia (UE) e a República Popular da China.

E qual é a sua perspetiva sobre essas relações?
É uma relação que pretendo analisar através das políticas económicas de ambos os atores na definição das suas políticas externas, a UE enquanto ator híbrido, a China como estado-nação típico. É uma relação de clara interdependência económica e onde se conseguem delinear os interesses da China na Europa através do estabelecimento de acordos e parcerias que visam essencialmente maximizar os seus ganhos. Acredito que a China tem uma estratégia económica muito bem consolidada à medida que a UE está descoordenada e isso é, digamos, um pouco preocupante.

Acha que é assim que justificamos o crescimento económico impressionante da China?
Não é que a UE não possua uma estratégia, mas sofre claramente de uma descoordenação que invalida a vontade que a UE tem de colocar em funcionamento medidas que a protejam. Quando os estados-membros preferem competir a unir-se, a problemática da identidade europeia e a especificidade da sua topologia política tornam muito difícil conseguir fazer frente à ofensiva económica chinesa, bastante feroz.


“A escrita e a poesia surgem do meu gosto pela literatura”
Já falámos do seu lado profissional e académico, agora o seu lado artístico. De que forma apareceu a escrita e a poesia na sua vida?

A escrita e a poesia surgem do meu gosto pela literatura. Gosto de comunicar e gosto de me expressar e por vezes essa expressão tem um cunho artístico. Surge na minha vida de uma vontade natural de explorar a minha criatividade.

Neste momento, qual o tempo dedicado a ambas?
Quando estou envolvida num processo criativo, a elaborar alguma obra poética costumo retirar-me do resto do mundo, tornar-me menos sociável e posso dizer que até completar uma obra, trabalho nela quase de forma obsessiva. Quando digo que não misturo as coisas não é porque elas não se relacionem, até porque acredito que o meu processo criativo vai beber a todas as dimensões da minha vida e aos diferentes papéis que desempenho, mas posso dizer que tenho um modus operandi que funciona através da minha concentração extrema em cada uma das coisas que faço, não misturo, mas vou alternando. Quando me começo a dedicar a qualquer coisa, dá-me um prazer imenso dedicar-me completamente e explorar os meus limites.


“Senti-me bastante lisonjeada pela atenção que o meu livro despertou a um dos maiores poetas portugueses, Nuno Júdice”
Como tem sido recebido o seu último livro “O Movimento Impróprio do Mundo”?

Não é muito honesto dizer que um livro de poesia tem tido muita projeção, é um livro de poesia, talvez não seja essa a função de um livro de poesia. Senti-me bastante lisonjeada pela atenção que o meu livro despertou a um dos maiores poetas portugueses, Nuno Júdice. Foi um sonho concretizado. Como também houve um lançamento em Lisboa, isso ajudou a que o meu livro tivesse um pouco mais de visibilidade. Não me preocupo muito com isso, honestamente. Gosto de escrever e gosto de fazer muitas coisas diferentes umas das outras, é assim que me sinto bem.

Qual o sentido da escrita e da poesia na pessoa e vida da Sara F. Costa?
Acho que tudo o que faço acaba por culminar de forma mais plena e sincera na minha poesia, já que a poesia revela o meu lado mais intimista.

A Sara está a trabalhar em alguma obra nova?
Sim, estou em fase de reflexão sobre a possibilidade de uma nova obra vir a ser publicada.


“Há sempre pessoas mais fortes e há sempre pessoas mais fracas, o que importa é sermos a melhor versão de nós próprios”
Termino com uma das frases que partilhou nas redes sociais: “Aquele que conquista a si mesmo é o mais poderoso guerreiro”, Confúcio. A frase tem a ver com a sua prática de artes marciais?

Sim, comecei a praticar Viet Vo Dao em S. João da Madeira e rapidamente me apaixonei pela prática das artes marciais, por tudo aquilo que representam, a educação para a cortesia e para a coragem, todos estes valores tradicionais típicos da cultura asiática. Neste momento, pratico Taekwondo Songahm em Lisboa.
Sem dúvida que esta frase é uma frase que me diz bastante. Primeiro porque estou a citar um filósofo chinês que vem da minha formação, por outro, fala da conflitualidade que é algo que gosto de estudar (temática central das relações internacionais), depois porque a nível pessoal acho que cada dia é uma nova batalha, mas esta perspetiva bélica não é apenas uma forma negativa ou melancólica de olhar para a vida. Acho que é uma forma realista - todos temos dentro de nós a capacidade de lutarmos e não nos conformamos com a realidade, de sabermos ser fortes no momento certo, mas também de sabermos ser humildes em relação às nossas limitações e não vivermos frustrados com isso. Há sempre pessoas mais fortes e há sempre pessoas mais fracas, o que importa é sermos a melhor versão de nós próprios.

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