a informação essencial
Pub
Partilha

O projeto de família começou com O Pequeno Príncipe em 1988, cresceu para Centro de Ensino Integral em 1992, passando, mais tarde, a designar-se Centro de Educação Integral (CEI)

Tags

“Quem tem um filho tem um projeto para toda a vida”

FOTO: Arquivo Labor
Partilha

O projeto de família começou com O Pequeno Príncipe em 1988, cresceu para Centro de Ensino Integral em 1992, passando, mais tarde, a designar-se Centro de Educação Integral (CEI)

O projeto de família passou do sonho à realidade há 29 anos...
Começou por ser um sonho, é e continua a ser uma realidade e um sonho. Queremos que se vá sonhando no dia a dia para que o dia de amanhã seja planificado para ir ao encontro das necessidades das famílias na construção das pessoas que queremos. Queremos pessoas felizes, com um projeto de vida claro e que se assumam numa atitude proativa, de querer e quase de investimento permanente para ir mais além. O grande problema da nossa sociedade é um bocado de cruzar os braços. Nós temos de cultivar cada vez mais nos nossos alunos o insatisfeito, o continuar a procurar, ir mais além. Ou temos uma cultura de estudar ao longo da vida, com permanente disposição em aprender ou de facto as pessoas passam a estar infelizes porque não acompanham a evolução das coisas.

“Não é pelo facto de um projeto falhar que vai falhar uma vida”

Uma das coisas que mencionou na conferência foi a importância de planear a curto, médio e longo prazo objetivos na vida...
Que façam do seu dia a dia criar pequenas metas com objetivos e depois saibam construir esses tais projetos de curto, médio e longo prazo. E não é pelo facto de um projeto falhar que vai falhar uma vida. Assusta-me muito o suicídio nos jovens. E a culpa penso que é da formação e educação. Não temos de criar nos jovens uma atitude de que tudo vai dar certo. Não. Temos que ter uma cultura de: ok. Este não deu certo. Temos de tentar novamente. Temos de transformar aquilo que correu menos bem numa oportunidade de correr bem o objetivo seguinte. Uma atitude que queremos ter presente sempre. De facto, nota-se, hoje, que as crianças e os jovens quando têm um não, um insucesso, já baixam os braços. É preciso ser persistente. Uma cultura de persistência saudável é muito importante. Tenho pena que não se consiga contagiar isto na nossa sociedade. Quando adotamos agora a cultura dos sete hábitos para a excelência não é nem mais nem menos do que ter isto presente e as crianças e as famílias adotem este princípio de trabalhar para a excelência. O que pudermos fazer para ajudar as famílias a saberem estar naquilo que sonharam ter como projeto de família e se não tiveram que o construam ainda. Quem tem um filho tem um projeto para toda a vida. De tudo faremos para que estas famílias sejam cada vez mais felizes. Queremos que o nosso projeto educativo provoque nas famílias um crescimento como pessoas.

Nestes Dias Abertos, e não só, é muito importante que os pais acompanhem os filhos?
Uma criança sentir que o pai e a mãe se interessam pelo que ele vive durante a semana é excelente. A escola ou marca a comunidade, as suas famílias positivamente ou não está a desempenhar bem a sua função.
Temos a filosofia de que os pais podem entrar a qualquer hora no colégio, desde 88, mas não podem interromper as atividades, podem ver. É importante que pais venham à escola e vejam aquilo que eles fazem e estejam disponíveis para receber a informação. Esta abertura é muito importante. É agradável jogarem xadrez, no campo de jogos, fazerem experiências juntos nos laboratórios. A escola é uma interação de idades e de culturas também. Os avós verem quanto a escola está diferente e integrarem-se nela com as suas gerações seguintes.

“A educação tem de passar primeiro pelo educar e construir pessoas”

Qual a marca do CEI?
Verdade, rigor, responsabilidade, acolhimento, querer ir mais além. Queremos ser pioneiros na construção daquela pessoa. E disponibilidade que os pais sentem na escola para ajudá-los na progressão natural cognitiva e afetiva. Desde a creche até ao secundário. Os pais colocam a sua preocupação e sentem acolhimento. Essa marca é bem clara nas famílias.

Na sua visão, por onde passará o ensino no futuro?
Primeiro, o paradigma de apenas o cognitivo está posto de lado. A educação tem de passar primeiro pelo educar e construir pessoas.

Quais as metas do CEI para os próximos tempos?
O que o CEI está a planear é o estar atento à sociedade. Os nossos objetivos são lançar pequenas metas para ir ao encontro das famílias que nos procuram. Temos pena que nem todas as famílias possam encontrar no CEI um parceiro para a educação e crescimento dos seus filhos.

“Não há liberdade de escolha”

Um problema económico-financeiro?
Sim. Mas aí temos pena que o Ministério da Educação não ponha clareza na liberdade de escolha. Não há liberdade de escolha.

Se a tutela quisesse, podia haver essa liberdade de escolha?
Acho que podia e não era caro. O que podemos fazer é sensibilizar as famílias, ministérios da educação e finanças que se dessem essa liberdade era bom para todos os projetos educativos quer sejam de natureza privada, quer publica/estatal.

Não há interesse político?
A educação é um instrumento político. Quando um Estado quer manipular a sua sociedade é através da educação. Não sei se é isso que está nas bases da educação em Portugal, mas estou convencido que se as famílias se apresentarem as suas reivindicações vão conseguir mais. Agora há instrumentos que se podiam fazer valer através do IRS. Eles que deixem abater esses valores no IRS e quem não tem porque não tem rendimentos de trabalho que proporcionem coletas altas, o Estado depois reembolsa com os custos na educação. Ajudava que houvesse minimamente a oportunidade de escolha educativa. Acho que o Estado não o faz por uma questão de dinheiro, mas por sindicatos.

Como está a situação de pagamento dos cursos profissionais?
Continuamos com o mesmo problema em que nos obrigam a ter um fundo de maneio, mas vamos aceitar que estamos a trabalhar com um Estado de bem. Aprendi desde novo que o Estado cumpre sempre. Portanto, vou acreditar nisso.

Comentários

Pub

Notícias relacionadas