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Cerca de 220 pessoas participaram no repasto anual da Associação de Jovens Ecos Urbanos

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O maior Jantar de Solidariedade de sempre

FOTO: Gisélia Nunes
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Cerca de 220 pessoas participaram no repasto anual da Associação de Jovens Ecos Urbanos

Qual chuva, qual frio, qual quê? Na noite da passada sexta-feira o calor humano fez-se sentir do início ao fim naquele que foi o 10.º - e também o maior em termos de presenças - Jantar de Solidariedade da Associação de Jovens Ecos Urbanos.
Pela primeira vez na Sala dos Fornos da Oliva Creative Factory - local escolhido pela organização pela sua relevância histórica - o repasto que tem como objetivo a angariação de fundos destinados aos vários projetos da agremiação contabilizou à volta de 220 pessoas. Ou seja, teve mais cerca de 60 do que o do ano transato. Números que, para a presidente da direção, “são a prova da amplitude do nosso eco e que a nossa mensagem está a passar”. Em seu entender, cada um que ali estava “tomou a nossa missão como sua”.
“Estamos a conseguir mostrar à comunidade que somos mais do que aquilo que nos era imputado (…) das festas e organização de eventos”, referiu ao labor Rita Pereira, acrescentando que, passados 20 anos desde a fundação da associação pela mão de Luísa Maria Fernandes, “somos verdadeiramente uma marca de S. João da Madeira”. “Temos na nossa história e na história da nossa cidade tantos e tantos momentos de profissionalismo, inovação, criatividade, participação, voluntariado e sobretudo solidariedade”, completou.
“Fomos, somos e continuaremos a ser o ‘sítio’ que permite sonhar, criar e mostrar um apontamento de cor e luz em vidas mais cinzentas. Fomos, somos e continuaremos a ser jovens com voz para gritar cada vez mais alto que estamos aqui para a cidade e para os sanjoanenses”, continuou, esclarecendo ainda que “tal só é possível graças ao trabalho incansável dos nossos colaboradores e à generosidade de todos os que diariamente e ao longo destes 20 anos contribuíram e contribuem para que o nosso eco mantenha a eterna irreverência da juventude”.

Ecos Urbanos promoveu exposição “fora da caixa”
Por falar em juventude, esta serviu de mote ao Jantar de Solidariedade, com o tema deste ano a ser “90 Anos de Juventude de S. João da Madeira”. Com isto, a associação pretendeu assinalar os 90 anos de Emancipação Concelhia, mas também fazer com que os sanjoanenses revivessem boas memórias. Aliás, precisamente nesse sentido, os participantes foram desafiados a trazer uma fotografia da juventude para uma mostra “fora da caixa”, como aliás é “timbre” da Ecos Urbanos.
“Esta é uma exposição anormal. As pessoas não entraram e olharam para um quadro. Participaram na exposição. Tinham a exposição nas suas mesas enquanto jantavam”, explicou ao labor Rita Pereira. Trata-se de uma ideia que “acredito que poderá ser alargada a outros anos. Quem sabe se nos 100 anos do Município não teremos um espólio mais organizado? Quem sabe se as pessoas não começam a ir buscar as fotografias ao baú, a mexerem nas memórias?”, deixou as questões no ar.
Enquanto no palco já atuavam elementos das emblemáticas bandas sanjoanenses “Dragões”, “Ídolos” e “Companhia da Música”, a dirigente associativa adiantou as próximas iniciativas da Ecos Urbanos. São elas “Bichos do Mato”, este sábado, com “João Ferreira (Piri) convida…”, num concerto na casa de alguém que “já está esgotadíssimo”, e o apadrinhamento d’ “As Cartas ao Pai Natal”.
Em relação a esta última atividade, visa mobilizar a comunidade na concretização dos sonhos de Natal de muitas crianças de famílias acompanhadas pelo Centro Comunitário da Ecos Urbanos. Note-se que as missivas “estarão disponíveis para apadrinhamento nos próximos 15 dias”, conforme avançou Rita Pereira.
Já a primeira parte do programa de animação, digamos assim, foi assegurada pela “prata da casa” - leia-se Oficina de Dança Criativa, Oficina de Artistas (Teatro) e Oficina de Animação de Rua.
Na ocasião, o jornal esteve à conversa ainda com Luísa Maria Fernandes. Visivelmente emocionada, a fundadora mostrou-se feliz por, volvidos 20 anos, a Associação de Jovens Ecos Urbanos ter conseguido “vingar”. “Mas tem de continuar a crescer, a reinventar-se. Não se pode parar!”, exortou.





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