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Um encontro entre o cinema e a educação

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Simpósio Internacional em S. João

FOTO: Diana Familiar
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Um encontro entre o cinema e a educação

O IV Simpósio Internacional Fusões no Cinema realizou-se pela primeira vez nos dias 17 e 18 de novembro na Torre da Oliva.
O Simpósio Internacional foi coorganizado pelo Festival Caminhos do Cinema e pela Unidade de Desenvolvimento dos Centros Locais de Aprendizagem da Universidade Aberta com o apoio da câmara municipal.
S. João da Madeira é “uma cidade pequena em território, mas grande em valor. A prova disso mesmo é o espaço onde nos encontramos. Estamos na denominada Torre da Oliva. Todos se recordam e têm na memória seguramente a Oliva”, começou por dizer Jorge Sequeira, presidente da câmara, na sessão de abertura. A Oliva foi “uma das maiores empresas de Portugal, da Península Ibérica e Europa”, “empregou cerca de 3.000 pessoas” e precisamente na torre onde decorreu o encontro era feito, em tempos, todo o processo de produção de máquinas de costura, fornos e várias peças metalomecânicas.
“A Oliva era universo dentro da nossa cidade” que ficará para sempre na memória dos sanjoanenses, afirmou Jorge Sequeira, dando a conhecer os edifícios recuperados e transformados na Torre da Oliva, Oliva Creative Factory, Centro do Turismo Industrial, o Museu do Calçado, a Oliva Creative Factory - onde está incubada a Universidade Aberta - e o Museu da Chapelaria e convidando cada um dos presentes a visitá-los.
Acerca do cinema, mencionou a existência do Clube de Cinema Cine S. João cuja primeira sessão realizou-se em maio deste ano nos Paços da Cultura. A iniciativa resulta de uma parceria entre a câmara municipal, o Cine Clube de Arouca e a APROJ. As sessões de filmes portugueses são mensais, gratuitas e sempre seguidas de uma tertúlia com alguém ligado ao filme. “Uma experiência de sucesso que está a marcar a rotina e a vida e de algumas pessoas”, assumiu Jorge Sequeira. “O cinema é uma expressão artística impressionante” e “não há ninguém que não tenha sido marcado por um filme”, considerou o autarca sanjoanense, confessando ser um grande fã de cinema e frequentar assiduamente o Teatro Académico Gil Vicente de Coimbra. O sentimento era de “orgulho” pela sua cidade receber o Simpósio Internacional Fusões de Cinema acompanhado de votos de “muito sucesso e com bons filmes para o futuro”, concluiu Jorge Sequeira.
O cinema tem uma palavra a dizer seja em matéria de entretenimento, educação e formação. O cinema é “para mim outra dimensão da vida”, afirmou Domingos Caeiro, vice-reitor da Universidade Aberta que tem uma rede de centros locais com ligação aos estudantes e à organização destes encontros e à discussão de atividades e de ações que não podem estar encerradas num quadro e entre paredes.

“O cinema tem um papel educativo extraordinário”

A Bruno Fontes coube intervir em substituição de Vítor Ferreira, o diretor do Festival Caminhos do Cinema Português. Nesta sua primeira visita a S. João da Madeira e à Torre da Oliva associou imediatamente uma memória de infância à máquina de costura da marca Oliva da sua avó, confidenciou aos presentes.
A descentralização deste tipo de eventos do Porto ou de Lisboa é “muito importante” para ir ao encontro de “outros sítios, fóruns e outras pessoas” e com um tema “muito caro que é a educação”, constatou Bruno Fontes.
O Fusões no Cinema é uma forma de demonstrar às pessoas que “o cinema não é só um objeto, mas poderá ser um recurso fundamental para aquilo que fazemos enquanto professores e educadores. O cinema tem um papel educativo extraordinário na educação dos nossos jovens e cidadãos”, salientou António Moreira, coordenador executivo da UAb (Universidade Aberta).
Assim sendo é importante “levarmos o cinema para a escola, mas a escola também ir ao cinema” e neste preciso ponto é crucial percebermos que “a arte de educar não para qualquer um independentemente de nos congelarem ou não os ordenados. Acho que não devemos ficar congelados, mas ter atitude transformadora relativamente aquilo que são as nossas práticas e que podemos fazer com as nossas escolas e educação”, frisou António Moreira.

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