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Mas para isso é preciso “um grande envolvimento das empresas de S. João da Madeira”, diz Helena Couto em entrevista ao labor

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Futuro passa por tornar o EII “autossustentável”

FOTO: Gisélia Nunes
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Mas para isso é preciso “um grande envolvimento das empresas de S. João da Madeira”, diz Helena Couto em entrevista ao labor

Quantas edições do Encontro Internacional de Ilustração (EII) contam com a Helena Couto na organização?
A organização passou a ser da minha responsabilidade  direta e da Sofia Neto desde o 7.º EII, ou seja, nos últimos três anos.
 
O que mudou desde o primeiro ano em que organizou o evento até à data? A Helena e a sua equipa trouxeram novidades ao EII?
Deste que iniciámos o nosso anterior mandato [Junta de Freguesia de S. João da Madeira] que temos vindo a trazer ao EII algumas novidades. A saber: criámos um concurso de ilustração com prémios para os três primeiros lugares  entre os 25 finalistas selecionados por um júri; trouxemos a S. João da Madeira (SJM) ilustradores de renome e com trabalho já reconhecido para realizarem workshops abertos a todos; introduzimos o “Concerto Ilustrado”, além de outros dois espectáculos na semana do EII. Fomentamos ainda a realização de visitas guiadas às exposições, convidando mesmo as escolas dos concelhos limítrofes.
Além da mostra do concurso, promovemos outras que se realizam na mesma altura. Trazemos sempre conferências que nos permitam trazer novas perspetivas da ilustração e da sua aplicação/utilidade para as nossas indústrias.
Convidamos sempre uma escola superior ligada à ilustração para fazer a sua apresentação e do trabalho dos seus alunos fomentando o seu contacto com os alunos de artes das nossas escolas secundárias. Criamos um suporte ilustrado de divulgação de SJM, organizamos visitas do Turismo Industrial e Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory, entre outras.

Sente já o EII como seu? 
Claro que estou muito envolvida e muito empenhada no EII, mas o EII não é de modo algum meu. O que eu pretendo é que o EII seja entendido por todos os sanjoanenses como seu e que os sanjoanenses se envolvam diretamente na sua organização.
 

“Principais dificuldades são sempre financeiras”
Quais as principais dificuldades com que se tem deparado?

As principais dificuldades são sempre financeiras, pois o nosso orçamento é muito baixo para a dimensão que o EII já tem. A nossa estrutura humana é muito limitada e o orçamento não é grande, o que obriga a um grande esforço pessoal de todos os elementos da junta e dos seus colaboradores

Quanto custa fazer um EII?
Um EII custa em média 25.000 euros, não contabilizando neste valor os apoios que temos quer da câmara (com a cedência de espaços para o mesmo e até  no apoio nas refeições/almoços que são feitos na SANJOTEC e ainda com um subsídio que costuma ser da ordem dos 4.000 euros), quer de alguns parceiros fundamentais sempre presentes como as empresas Viarco, a Cartonagem Trindade, a Heliotextil e a José Maria e Filhos, entre outros.

Na sua opinião, o encontro tem sido suficientemente divulgado?
Ao  longo destes anos temo-nos esforçado imenso na sua divulgação. Penso que já o conseguimos em algumas áreas, mas ainda temos um caminho para andar...

10.º EII: o que traz de novo? Conversa sobre a “Realidade aumentada” e “Portfólio Review” são duas apostas deste ano. O que pretendem com estas duas iniciativas? 
 O tema deste ano é “Trama”. E é Trama porque é o nosso 10.º EII e, ao longo destes anos, muitas redes se criaram, muitos enredos se foram desenrolando… Assim tinha todo o sentido envolvermos as editoras nacionais de ilustração neste enredo e propor-lhes este trabalho de análise de portfólios de ilustradores e de conversas personalizadas com os mesmos, criando-lhes a rede que eles muitas vezes precisam. 
Por outro lado, a "Realidade Aumentada” é o futuro! É uma ferramenta que pode ser muito útil aos empresários e que achamos que devíamos dar a conhecer, apresentando alguns exemplos de aplicação. É também uma ferramenta que pode precisar de algum trabalho de profissionais da ilustração. Logo há que criar esta ligação, esta rede. Há que criar a “Trama” para o futuro! 


Nesta edição, escolheram a banda “Sardinha Também é Peixe” para o “Concerto Ilustrado”. Fizeram-no por alguma razão especial? Costumam ser sempre bandas da terra?
Fizemo-lo por que é uma banda jovem e sanjoanense. Entendemos o  EII sempre como uma forma de dar visibilidade a talentos, sobretudo se forem da nossa terra!  
Até hoje temos sempre realizado estes espectáculos com bandas sanjoanenses pelas razões que referi, mas naturalmente que no futuro poderemos fazê-lo com bandas de outras regiões.


Quais os desafios para o futuro?
O grande desafio é conseguir que o EII seja autossustentável! Para isso, precisamos de um grande envolvimento das empresas de S. João da Madeira, quer dos industriais, quer dos comerciais neste projeto  e de fomentarmos ainda mais as nossas parcerias. Esse é o desafio!

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