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Para o Sindicato dos Professores do Norte a “greve não pode ser avaliada pelos números”

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Greve “passou ao lado” das escolas da cidade

FOTO: Gisélia Nunes
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Para o Sindicato dos Professores do Norte a “greve não pode ser avaliada pelos números”

Após uma reunião com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que acabou por não ir ao encontro das suas expetativas, a Federação Nacional da Educação (FNE) manteve a greve dos professores marcada para esta última quarta-feira, dia de exames nacionais. De acordo com declarações à comunicação social, João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, das oito propostas apresentadas ao Ministério da Educação apenas a relacionada com a portaria que define os rácios do pessoal não docente foi acolhida. Quanto às restantes sete sugestões, cinco foram “totalmente rejeitadas” e “duas tiveram acolhimento parcial”.
De acordo com a mesma fonte, não houve respostas satisfatórias por parte do ME para questões tidas pela estrutura sindical como fundamentais. Casos dos concursos de vinculação extraordinária para professores contratados, um regime especial de aposentação e uma redefinição dos horários de trabalhos.


Exames e reuniões de conselhos de turmas realizaram-se normalmente no concelho
No concelho de S. João da Madeira nem exames nem reuniões de conselhos de turma estiveram em risco de não se realizar. Em declarações ao labor, a direção do Agrupamento de Escolas (AE) Dr. Serafim Leite referiu que “aqui foi praticamente inexistente”, não tendo afetado serviço algum. “Apenas um ou dois docentes fizeram greve”, completou o órgão diretivo.
Cenário idêntico verificou-se nos AE Oliveira Júnior - “só tivemos um professor a fazer greve” – e João da Silva Correia – “só tivemos três docentes que faltaram por adesão à greve”.
Interpelado pelo nosso jornal sobre o assunto, o Sindicato de Professores do Norte (SPN), na pessoa do seu dirigente Paulo Duarte, começou por afirmar que “a adesão à greve é o menos importante”, visto que “é a primeira greve que os professores enfrentam com serviços mínimos implicados” e por se tratar de uma altura do ano letivo em que “há pouco serviço nas escolas”.
Não obstante os números poucos expressivos registados em terras concelhias, o responsável fez “um balanço positivo”. Até porque “houve docentes que compareceram que utilizaram autocolantes (facultados pelo SNP) a dizer que estavam a cumprir serviços mínimos”
Ao labor, Paulo Duarte também disse ter conhecimento de que houve, na cidade, diretores que convocaram suplentes para a vigilância de exames, o que, na ótica do SPN, “não está correto”.
“Os professores estão a reivindicar coisas que vêm reivindicando há muito”, sendo que com este Governo “têm tido um diálogo frustrante”, acrescentou.

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