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Estágios no estrangeiro tidos como “oportunidade única”

FOTO: Direitos Reservados
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O Agrupamento de Escolas (AE) Dr. Serafim Leite levou a cabo uma mesa-redonda subordinada ao tema "Por uma Europa de valores...", no passado dia 25, nos Paços da Cultura. Evento organizado pela equipa coordenadora do programa Erasmus+ e ao Clube “AESL e a Europa”, em parceria com a Biblioteca Escolar (BE), e que se inseriu nas comemorações do 33.º aniversário da elevação de S. João da Madeira a cidade.
Segundo press release remetido ao labor pelo AE sanjoanense, o serão começou “alegremente, com alunos do 6.º ao 12.º ano a interpretarem o ‘Hino à Alegria’, num arranjo instrumental e vocálico da professora Ana Paula Oliveira, calorosamente aplaudido por uma sala cheia”. 
Seguiu-se a sessão propriamente dita, sob a moderação de Manuela Balseiro, professora responsável pela BE, e com a participação permanente de Isabel Valente, presidente do conselho geral, e da diretora Anabela Brandão, estas últimas também acompanhantes de estágios Erasmus+.
Na ocasião, a líder diretiva justificou a justeza da opção estratégica do AE em promover estes estágios, porque “os nossos alunos merecem todas as oportunidades”. “É nestas situações que percebemos melhor a forma como eles assimilam os valores que lhes são transmitidos pela escola e pela família, e a prova disso é que eles nunca nos deixaram ficar mal”, reforçou a ideia.

Alunos reconhecem “enorme importância” dos estágios
A noite foi dividida em três painéis distintos, o primeiro dos quais contando com a participação de seis estagiários destes dois últimos anos: Inês Macedo e Sofia Pádua (Inglaterra), Gonçalo Cunha e Gonçalo Almeida (Alemanha) e Marcelo Dias e João Azevedo (Itália). Estes alunos frequentam ou frequentaram os cursos profissionais de Comunicação/Marketing/Publicidade, Programação, Audiovisuais, Comércio e Eletrónica.
Nesta mesa-redonda, os estudantes deram um testemunho diferenciado das suas experiências pessoais e profissionais, durante a sua permanência no estrangeiro, tendo reconhecido todos a “enorme importância que esta experiência” teve para o seu crescimento “enquanto pessoas e enquanto futuros profissionais” e tendo ainda agradecido à “Serafim Leite” “pela oportunidade de vivências tão inovadoras”.
O segundo painel foi constituído por duas mães, Susana Chaves e Lurdes Terra, em representação de todas as “mães-coragem”, como lhes chamou a moderadora, que incentivaram os seus filhos a partir à descoberta de novos mundos.  Os seus testemunhos focaram-se nas razões que as levaram a incentivar os seus educandos a aceitar o desafio, “na plena consciência de que a escola lhes estava a proporcionar uma oportunidade única de enriquecer o seu currículo”.
Por último, intervieram Jorge de Almeida Castro, diretor do Centro de Informação EUROPE DIRECT, de Aveiro, Álvaro Gouveia, presidente do Clube dos Empresários, Paulo Barreira, presidente da Associação Comercial de S. João da Madeira, e Luís Guerra, fundador do Observatório dos Direitos Humanos. “Particularmente significativa” foi a intervenção de Jorge Castro, que começou por afirmar que esta foi a “mais interessante sessão a que alguma vez assistira” sobre experiências deste género, pela genuinidade e pela riqueza dos testemunhos produzidas nos painéis anteriores. O orador convidado focou ainda a relevância da discussão dos temas europeus e descreveu o trabalho realizado pelo Europe Direct de Aveiro, no estabelecimento de contactos entre empresas e instituições europeias.
Por sua vez, Luís Guerra salientou o quão são importantes os contactos interculturais na educação dos jovens e na promoção do espírito de tolerância na forma como encaramos os valores dos outros.
Já Álvaro Gouveia centrou a sua intervenção no questionamento do impacto que estas formações podem ter em contextos empresariais que almejam por clientes felizes, fruto do trabalho de colaboradores também felizes. Em seu entender, o programa Erasmus+ é um dos contributos para esse objetivo, “porque ajuda os alunos a refletir sobre as experiências vividas e a valorizar o fator humano, seja qual for o contexto em que se insiram”.
Por seu turno, Paulo Barreira louvou “a iniciativa da escola ao proporcionar estes estágios aos seus alunos”, lamentando “apenas por, no tempo em que frequentou a ‘Serafim Leite’, não existirem oportunidades destas”.
No final, ficaram “palavras de agradecimento a todos os que colaboraram” e a oferta de pequenas lembranças, “a reconhecer o espírito de entrega dos que enriqueceram a sessão com o testemunho das suas experiências e das suas ideias”.










 













 

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