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Parque dos Milagres “completamente ao abandono”

FOTO: Gisélia Nunes
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“Está completamente ao abandono”. Foi assim que um grupo de alemães se referiu ao Parque de Nossa Senhora dos Milagres, em S. João da Madeira, quando o visitou no ano passado, indo ao encontro do que a esmagadora maioria dos sanjoanenses também acha presentemente.
Acompanhado por uma munícipe igualmente queixosa, Isménio Pinho, da Comissão Zeladora da Capela de Nossa Senhora dos Milagres, veio à reunião de câmara pública, esta última terça-feira, dar nota da sua insatisfação face ao atual estado em que se encontram quer o “templo de oração”, quer o Parque de Nossa Senhora dos Milagres em geral.
“A capela não tem luz”, queixou-se o elemento da comissão, mostrando descontentamento, de igual modo, pela “falta de limpeza da [chamada] ‘casa do guarda do parque’”, tornando-se num péssimo cartão-de-visita para quem se desloca àquele espaço verde da cidade.
Além disso, existem “árvores de grande porte secas”, não havendo quem as corte nem quem plante novas, e “o lago é um nojo que está lá”, prosseguiram as queixas de quem considera que os responsáveis políticos estão “a focar-se no Parque Urbano do Rio Ul e a esquecer-se do nosso parque”.
“Não queremos que aquilo seja uma decadência total”, disseram Isménio Pinho e companhia, acrescentando que “gostaríamos que a câmara tomasse medidas”.
Quanto à iluminação, Ricardo Figueiredo garantiu que já pediu aos serviços camarários, “por várias vezes”, “para colocarem luz na fachada da capela e na cruz” e que, uma vez mais, ia fazê-lo. Relativamente à “casa do guarda”, tomou boa nota, sendo que “o alerta que fez é importante”.

Protocolo com a junta “não pode ser cumprido”
Ainda a propósito, o autarca fez questão de lembrar que “desde há muitos anos que a câmara vem estabelecendo com a junta de freguesia um protocolo para a manutenção do parque”. Mas este é um “contrato” que, na ótica de Manuel Oliveira (PS), “não pode ser cumprido”.
Segundo o vereador socialista, esta junta (assim como as anteriores) “está a assumir uma responsabilidade sem que tenha meios para isso”. Em seu entender, “é preciso fazer o tratamento daquele espaço tal como se faz com qualquer canteiro da cidade”.

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