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Domínio espanhol no Andebolmania 2017

FOTO: Rui Guilherme
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O maior Andebolmania de sempre terminou no passado dia 14 de abril com o domínio das equipas espanholas. A exceção verificou-se no escalão de juvenis femininos, com a formação do CALE a bater, numa final totalmente portuguesa, o Alavarium, por 27-24.
Nas restantes categorias o domínio foi do país vizinho. A equipa Salamanca A venceu em infantis femininos, enquanto o CB Mislata triunfou no setor masculino. Equipa que voltou a subir ao lugar mais alto do pódio na categoria masculina de iniciados e o CBDF Carrionas venceu em femininos do escalão. A formação espanhola Seis do Nadal foi a vencedora na classe de juvenis masculinos, enquanto o CD Polanens triunfou no escalão de minis.
Com 150 equipas em competição, 63 das quais portuguesas, 84 espanholas e três francesas, e cerca de 2.400 atletas masculinos e femininos, este foi o maior Andebolmania de sempre, com a realização de mais de 400 jogos ao longo dos quatro dias de competição. “Claro que foi positivo”, garante José Pedro Silva, vice-presidente da Associação Desportiva Sanjoanense, e um dos responsáveis pela organização do Andebolmania. “O impacto na cidade foi enorme. Os nossos voluntários trabalharam 12 horas por dia e foram incansáveis”, refere o responsável, que garante sentir o reconhecimento por parte da cidade e em particular da Câmara Municipal, que este ano foi coorganizador, e da Junta de Freguesia de S. João da Madeira. Situação que José Pedro Silva admite que não se verifica ao nível empresarial, apesar do impacto económico do evento em muitas empresas da cidade. “Tenho conhecimento de empresas que não têm qualquer ligação com o Andebol da ADS ou sequer apoiaram o evento, que tudo fizeram para o explorar. Refiro-me, por exemplo, ao Shopping 8.ª Avenida, que, durante o evento, passou o horário de encerramento das 22h00 para as 24h00, e não foi caso único”, revela o dirigente, que sublinha que o apoio ao Andebolmania não se trata de um “simples patrocínio de responsabilidade social”. “ É uma aposta num projeto onde todos ganham, onde há retorno. E o suor de cada voluntario num evento destes tem um valor enorme e deve ser reconhecido”, justificou José Pedro Silva. 
Numa iniciativa que tem vindo a crescer de forma exponencial ao longo dos últimos anos, a edição de 2017 não foi exceção e os números refletem isso mesmo, mas o responsável acredita que a competição esteve dentro das expetativas iniciais, muito embora reconheça que ficou a sensação de que foi feito algo acima das capacidades da organização. “Em termos de dimensão, daqui a duas ou três edições, poderá haver espaço para crescer, mas neste momento é necessário consolidar o que temos. É preciso planear, focados nas debilidades que detetámos, e melhorar qualitativamente, não quantitativamente”, refere o responsável, sublinhando que a edição de 2017 não esteve isenta de falhas. Problemas associados aos transportes, lesões de atletas ou casos de saúde são alguns exemplos apontados por José pedro Silva, que enaltece o trabalho desenvolvido pelas Clínicas CMP, que têm uma parceria com a secção de andebol do clube. “Foram irrepreensíveis”, garante. “Tanto a unidade móvel, que colocaram permanentemente nas Travessas, como no Serviço de Urgências, que chegou a ter 10 pessoas em simultâneo em tratamento com especialistas de cada área, estiveram impecáveis e a imagem do torneio saiu muito valorizada com esta parceria”.
Com um aumento de cerca de 30 equipas relativamente à edição de 2016, José Pedro Silva acredita que a qualidade do evento não sofreu alterações, muito embora reconheça que o crescimento trouxe dificuldades acrescidas em termos de planeamento e de gestão. “Temos consciência que surgiram alguns desvios orçamentas, mas identificamos todas as debilidades e faremos um plano de melhoria para que na próxima edição estejamos irrepreensíveis onde este ano fomos piores”, garante o dirigente.
Num evento que conta com várias iniciativas realizadas em paralelo, e que este ano introduziu uma ação de formação com o selecionador nacional Paulo Pereira, é, no entanto, o aspeto desportivo que dá vida ao torneio. A qualidade das equipas de formação presentes, tanto nacionais como estrangeiras, tem vindo a crescer e as críticas têm sido, na globalidade, “muito positivas”, segundo José Pedro Silva. “Melhorar será sempre um desafio”, sublinha o organizador, que relativamente à Sanjoanense garante que as metas foram cumpridas, apesar do clube não ter marcado presença em nenhuma final. “Não é, nem será, um objetivo da ADS dar mais do que horas de competição aos atletas. Estamos a receber convidados e queremos receber bem, pelo que ganhar será sempre secundário”, explica o dirigente, que face ao trabalho de voluntariado no evento que envolve muitos atletas e treinadores é difícil lutar por resultados mais ambiciosos.

Classificação final
Iniciados femininos
1.º - CBDF Carrionas
2.º CD Carballal
3.º CD Polanens
14.º AD Sanjoanense

Iniciados masculinos
1.º CB Mislata
2.º Águas Santas
3.º B. Perestrelo
16.º AD Sanjoanense

Infantis femininos
1.º Salamanca “A”
2.º B. Perestrelo
3.º Urkietako E “A”
4.º AD Sanjoanense

Infantis masculinos
1.º CB Mislata
2.º NA Samora Correia
3.º Sporting CP
12.º AD Sanjoanense “A”

Juvenis femininos
1.º CA Leça
2.º Alavarium
3.º CD Carballal

Juvenis masculinos
1.º Seis do Nadal
2.º CD Polanens
3.º CB Corvera
10.º AD Sanjoanense “A”
24.º AD Sanjoanense “B”

Minis
1.º CD Polanens
2.º CD Feirense “A”
3,º Seis do nadal
4.º AD Sanjoanense “A”
12.º AD Sanjoanense “C”
14.º AD Sanjoanense “B”

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