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“Rostos e Máscaras” é novidade no Festival de Teatro

FOTO: Direitos Reservados
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É já no feriado 1 de maio, Dia do Trabalhador, pelas 15h30, que o “Rostos e Máscaras” se apresenta pela primeira vez publicamente e fá-lo “em grande” integrando o XII Festival de Teatro de S. João da Madeira (FTSJM).
O grupo de teatro amador afeto ao Rancho Folclórico Estrelas Brancas de Arrifana (Santa Maria da Feira) é uma das novidades do FTSJM deste ano, à semelhança dos do Trilho (Santa Casa da Misericórdia) e da Oficina de Artistas da Associação de Jovens Ecos Urbanos, dos quais o labor já fez notícia em edições anteriores.
Com “A Fuga”, uma “peça inédita” cujo autor é Alcides Costa, cerca de 10 atores, de várias idades e com ligações à cidade sanjoanense, vão subir ao palco dos Paços da Cultura, fazendo o público “viajar” até à “década de 60, [altura] em que impera a religiosidade excessiva, em que tudo é proibido”.

Projeto nasceu em finais do ano passado
A poucos dias da estreia do “Rostos e Máscaras”, a nossa reportagem falou não só com Alcides Costa, mas também com a esposa, que, além de encenadora, é a “mãe”, digamos assim, deste novo projeto nascido em finais de 2017.
Natural de Nelas, embora “me sinta mais de Luanda” para onde foi com apenas oito meses, Tereza Costa vive em Arrifana “para aí desde 1985” e deu aulas na Escola Secundária Dr. Serafim Leite, em S. João da Madeira. Também foi na “cidade do labor” que começou a “andar nestas lides do teatro” em 2013.
Iniciou este percurso “com teatro radiofónico, com o programa “Teresa Põe a Mesa”, também da autoria do meu marido Alcides Costa e com apoio dos meus dois filhos”. “Passámos muitos bons momentos na rádio Regional”, contou ao labor, acrescentando que depois disso “‘meti-me também na Viagem Medieval e foi aí que comecei a entrar na vertente mais de teatro” e “disse para mim que queria aprender mais”.
Como estava aposentada, Tereza Costa achou que “não tinha lógica ir tirar agora uma licenciatura em Teatro”. “Queria antes aprender técnicas” e, com esse objetivo, foi para o Contagiarte/Centro de Formação Cultural, no Porto, “aprender” com a atriz e encenadora Ana Saltão, onde se mantém.
Mas do seu “histórico” teatral contam, igualmente, outras formações com outros entendidos na matéria, várias peças, entre as quais uma sobre o 25 de abril - “sem ser o dos livros”, conforme fez questão de explicar - representada em Arrifana, assim como a ligação a um outro grupo de teatro, desta feita, da Misericórdia de S. João da Madeira.
Em relação a este último, chamava-se Grupo h’Ora Viva, era composto por utentes seniores da instituição e participou no Festival de Teatro de S. João da Madeira. Numa das vezes com a peça “Tricas, Trocas e Outras”.
Tereza Costa é mesária da Santa Casa e, como relatou ao labor, achou que “era importante ‘puxar’ pelos seniores”: “na altura, o meu marido ia lá todas as sextas-feiras conversar com eles sobre literatura. Mas eu gostava que eles não estivessem só sentados, que fizessem mais qualquer coisa, e comecei a motivá-los [para o teatro]”.
“Acontece que - prosseguiu a encenadora - com o passar do tempo essas pessoas começaram a ficar mais debilitadas e a dizer que não podiam ou que não queriam vir” ao ponto de o h’Ora Viva ficar sem elementos.
Mas note-se que “o ‘bichinho’ ficou”, tendo funcionárias da Misericórdia pedido a Tereza Costa para “não parar”. E ela assim fez, começando “a fermentar a ideia do ‘Rostos e Máscaras’”, que entretanto também foi acolhida pelo Rancho Folclórico Estrelas Brancas. Esta agremiação arrifanense “está a dar-nos todo o apoio”, inclusive a nível de instalações.
A título de curiosidade registe-se que, depois da sua participação no FTSJM na próxima terça-feira, o “Rostos e Máscaras” tem já uma outra atuação, desta vez no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus em S. João da Madeira.

Bilhetes à venda nos locais habituais
A organização do Festival de Teatro de S. João da Madeira pertence ao projeto Espaço Aberto,  do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite,  em parceria com a câmara municipal e a restante comunidade educativa e associativa local. Os bilhetes das peças de teatro amador custam 2,5 euros. Já o custo do espetáculo “Mais respeito que sou tua mãe”, que encerra o programa, varia entre os cinco e os 8,5 euros.
Os ingressos estão à venda na bilheteira online (http://cmsjm.bol.pt/), Casa da Criatividade (www.casadacriatividade.com), Paços da Cultura, lojas FNAC, CTT, Centro Comercial 8ª Avenida (Worten), El Corte Inglês, Pousadas da Juventude, linha 24h de reservas e informações 1820 do MEO e os Quiosques Serveasy (novos locais).

Programa
“Dá licença majestade”: Lua Nova - 27 abril, 21h30, Casa da Criatividade
“O vagabundo (des) afortunado”: Cultura Viva - 28 abril, 16h00, Paços da Cultura
“Perlimpimpim”: Serafins - 28 abril, 21h30, Casa da Criatividade
“Hakuna Matata”: Artes de Palco - APROJ - 29 abril, 15h30, Casa da Criatividade
“Lusitano(s) em linha”: Tepas - 30 abril, 21h30, Paços da Cultura
“A fuga”: Rostos e Máscaras - 1 maio, 15h30, Paços da Cultura
“D. Quixote de la Pança e Sancho Mancha”: A Bem Dizer - 1 maio, 21h30, Casa da Criatividade
“O campo e a cidade”: Os Boinas - 4 maio, 18h00, Paços da Cultura
“Mais respeito que sou tua mãe”: Joaquim Monchique e outros atores - 5 maio, 22h00, Casa da Criatividade.

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