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José Emídio “dá brilho” a histórias

FOTO: Direitos Reservados
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Além de Ana Paula Oliveira e Maria Antónia Azevedo, José Emídio, residente na cidade, é outro dos nomes que em S. João da Madeira surgem ligados à literatura infantojuvenil. Não como escritor nem como ilustrador, mas “como um pintor que faz, por vezes, ilustração”, como o próprio fez questão de explicar ao labor, porque nunca se sentiu - “nem por formação, nem sequer por manifesto interesse - ilustrador”.
Feito então o devido esclarecimento, o pintor de 62 anos, que também se dedica à gravura, serigrafia e cerâmica, contou à nossa reportagem que esta sua “aventura” na área da ilustração começou em 2000. Na altura, fora convidado pelo amigo Nuno Higino para ilustrar um livro da sua autoria, “A Rainha do País dos Frutos”. Convite que acabou por aceitar, mas que admite tê-lo surpreendido, “pois nunca me tinha ocorrido, cerca de 20 anos depois de ter concluído o meu curso de pintura na ESBAP [Escola Superior de Belas Artes do Porto], realizar trabalho nesta área tão específica”.

Mais de 30 livros ilustrados ao longo de quase 20 anos
Desde então, já decorreram 18 anos e mais de 30 livros ilustrados, a esmagadora maioria na sequência também de convites. “Julgo que, assim devagarinho, um pouco sem dar por isso, pois apenas em dois casos, posso considerar que foi de mim que partiu a iniciativa - “História de Inês de Castro” e, mais recentemente, numa homenagem ao escritor Ferreira de Castro, com “Era Uma Vez… a Selva” numa parceria com José Carlos Soares, autor do texto - acabei por realizar, em média, mais ou menos, três livros por ano”, disse ao jornal o artista plástico natural de Matosinhos.
Relativamente aos materiais que mais utiliza, o ex-professor da Escola Secundária Dr. Serafim Leite afirmou que “a aguarela tem sido a tecnologia a que mais vezes recorri, complementada pela utilização de lápis de cor, solúveis em água”. Além desta, referiu o acrílico, em suporte de cartão, nos casos das “Fábulas de La Fontaine” e “Mig, a Formiga Comodista”, ou ainda em tela, na “História de Inês de Castro” ou no livro “D. Afonso Henriques, meu Pai”.
“Recentemente comecei a explorar a possibilidade de executar a ilustração utilizando apenas meios digitais de desenho”, adiantou ao labor.
José Emídio entende “a ilustração como um complemento à história, uma abertura visual e, portanto, um enriquecimento, daí lembrar que lustrar quer dizer ‘dar brilho a…’”. “Nunca entendi a ilustração como uma mera descrição visual da história”, reforçou a ideia.
José Carlos Soares, professor na “Oliveira Júnior”, e Margarida Negrais Matos, antiga docente na Escola Secundária Dr. Serafim Leite, são dois autores com ligações a S. João da Madeira cujas obras são ilustradas por José Emídio. Falamos, por exemplo, de “Era Uma Vez a Selva”, “Histórias de Bichos” e “ Mig, a Formiga Comodista”.

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