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Exposições com os chapéus de Harvy Santos e os sapatos de Amber Aurèle

FOTO: Diana Familiar
FOTO: Direitos Reservados
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Este domingo, às 16h00

O tema "Criar entre mundos. Da cabeça aos pés" é a chave da programação deste ano dos Museus da Chapelaria e do Calçado.
Um ciclo que começa com a inauguração de duas exposições este domingo, dia 8 de abril, pelas 16h00, nestes dois espaços culturais sanjoanenses.
A exposição "Oito Estações" de Harvy Santos é a primeira apresentação do trabalho deste jovem designer de chapéus e toucados em Portugal.
Harvy Santos, nasceu nas Filipinas, mas vive atualmente em Londres, e apresenta em "Oito Estações" 81 chapéus produzidos entre 2013 e 2017.
O jovem designer é "influenciado por várias dinâmicas culturais e religiosas, como as ferverosas e tradicionais procissões Marianas, que acabam por ditar a sua forma de ser e de ver o mundo. Mas a alta costura, a cultura Pop, o Punk Rock ou o universo das Drag Queens são elementos inspiradores", onde Harvy Santos "funde com os elementos tradicionais da sua cultura de origem", segundo o programa cultural dos museus.
A exposição "Caminhando no País das Maravilhas" de Amber Ambrose Aurèle também é a estreia da jovem designer em Portugal.
Amber Aurèle cria "sapatos vertiginosamente altos que desafiam as fronteiras entre a alta costura e a arte. Refletindo sobre os limites contemporâneos da arte e da indústria e sobre as complexas questões de género na atualidade". Por isso, a jovem designer "acredita que a criação de sapatos é sempre resultado de uma pesquisa interdisciplinar da qual resultarão novos campos de exploração em cada coleção que produz", lê-se no programa cultural dos museus.

Núcleo recebe nova exposição de Arte Bruta
A exposição "Histórias de Violência: Um Diálogo entre Obras da Coleção Treger/Saint Silvestre" com a curadoria de Gustavo Giacosa vai ser inaugurada no dia 14 de abril, no Núcleo de Arte da Oliva sito na Oliva Creative Factory.
A nova exposição de Arte Bruta "aborda a questão da destruição para que tendem os humanos, lançando interrogações sobre esta tendência, as suas origens e as suas relações com a arte e sobre como os artistas oferecem alternativas aos discursos usuais das suas representações". As obras de mais de 50 artistas "falam de diversas manifestações de violência, escolhendo um contraponto evocativo próximo da poesia, imaginação e às vezes do humor, cruzando as características artísticas da Arte Bruta e Arte Contemporânea", informa o programa do Núcleo de Arte.
A exposição apresentará "grandes clássicos de Arte Bruta como Henry Darger e Friederich Schroeder Sonnestern e da Arte Contemporânea como Robert Combas ou Gonzalo Mabunda" e não só. Em "Histórias de Violência" também encontrará "pinturas, esculturas, desenhos da coleção Treger/Saint Silvestre em diálogo com obras de outras coleções, nomeadamente a galeria Christian Bert (Paris), a coleção La ´S´ Grand Atelier (Vielsalm), Ferraiuolo/Giacosa (Aix-en-Provence) e a Coleção Norlinda e José Lima (S. João da Madeira)", dá a conhecer o programa deste espaço cultural.
Gustavo Giacosa é um curador independente argentino, ator e encenador que tem realizado algumas das exposições mais importantes de Arte Bruta e Marginal na Europa.
A programação dos equipamentos culturais sanjoanenses, prevista até ao fim do ano, será divulgada ao longo das próximas edições do labor.

Mais de 200 mil euros atribuídos à arte e à cultura
A programação cultural de S. João da Madeira tem "uma marca de qualidade que irá manter-se", assegurou o presidente da câmara Jorge Sequeira durante a apresentação da mesma, no dia 4 de abril, no Museu do Calçado.
O autarca sanjoanense considera que a programação apresentada pelos equipamentos culturais é "uma programação de excelência", convidando "as pessoas a fruir da arte e da cultura" proporcionadas pelo Munícipio.
A Câmara Municipal de S. João da Madeira atribuiu um orçamento de 40 mil euros a cada um dos museus e de 150 mil euros ao Núcleo e Centro de Arte da Oliva, adiantou Jorge Sequeira à comunicação social.
O tema "Criar entre mundos. Da cabeça aos pés" demonstra que "de nada se pode criar um tudo". Os jovens designers que vão expor este domingo são a prova disso mesmo. "Nenhum deles cria com a intenção de compra. Eles encontram nestes objetos a oportunidade de transmitir uma mensagem mais ampla", deu a conhecer Suzana Menezes, Chefe de Divisão de Cultura da Câmara Municipal de S. João da Madeira.
O Núcleo de Arte tem "a característica muito diferenciadora" porque é "uma instituição que gere categorias artísticas que não são tratadas de forma separada e distinta". Além disso, tem duas coleções - Norlinda e José Lima e Treger/Saint Silvestre - "muito importantes" em depósito, salientou Andreia Magalhães, diretora do Núcleo e do Centro de Arte.

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