a informação essencial
Pub
Partilha

Um dos temas com o mesmo nome do novo álbum foi escrito pelo sanjoanense Manuel Cruz (Ornatos Violeta)

Tags

Aldina Duarte apresenta “Quando se ama loucamente” na Criatividade

FOTO: Direitos Reservados
Partilha

Um dos temas com o mesmo nome do novo álbum foi escrito pelo sanjoanense Manuel Cruz (Ornatos Violeta)

O novo álbum “Quando se ama loucamente” de Aldina Duarte é apresentado amanhã, dia 9 de março, pelas 22h00, na Casa da Criatividade.
O sanjoanense Manuel Cruz (Ornatos Violeta) criou, há um ano, o tema “Quando se ama loucamente” a pensar em Aldina Duarte e enviou-o por email. E assim, “inesperadamente, o mote para um novo disco estava dado” com Aldina Duarte a decidir “escrever uma autoficção sobre um amor feliz que acabou tragicamente. Os acontecimentos e os protagonistas da história escrita e cantada, por mim narrados, são factos, porém, a cronologia dos acontecimentos e os cenários foram construídos a partir dos livros da escritora Maria Gabriela Llansol”.
Da apresentação deste álbum “raro na história do fado” pelo facto de Aldina Duarte ser a primeira fadista e letrista a escrever um disco próprio na íntegra, podemos esperar “honestidade e paixão, dores e alegrias, beleza e consolação, muitos dos sentimentos da vida de todos nós”, desvendou a própria ao labor.
Por uns, Aldina Duarte é considerada a fadista poeta. Por outros, uma das grandes personalidades do fado contemporâneo. E estas são apenas duas das intermináveis distinções positivas atribuídas à artista. “Sendo que sou artisticamente muito exigente e insegura​, tento utilizar essas distinções positivas como uma força que me faz evoluir e avançar com eterna gratidão pelo meu trabalho que é, afinal, um sentido para a minha vida e um motivo de felicidade maior”, revelou Aldina Duarte.
A vinda da fadista poeta nesta altura do ano não pode ser coincidência com a Campanha da Poesia à Mesa a decorrer um pouco por toda a cidade. Quando a questionámos sobre a importância da poesia, “viveria muito mal sem ela”, reagiu Aldina Duarte ao labor.
Nós quisemos saber quais as influências musicais da artista que avisou de antemão ser “impossível fazer tal lista dada a sua extensão”. Mesmo assim, sem querer cometer injustiças, insistimos que mencionasse pelo menos algumas delas. Entre as “muitas” e “muito diversas” influências mencionou Alfredo Marceneiro a Patti Smith, passando por Fausto e Nina Simone, Jacques Brel, Laurie Andersen, Mahler, Miles Davis e Ornatos Violeta.
Os seus cúmplices criativos, para além de Pedro Gonçalves (Dead Combo), são Paulo Parreira, Rogério Ferreira, Isabel Pinto e Rui Garrido, Manuel Cruz, João Barrento, Hélia Correia e Pedro Cabrita Reis.
O conhecimento de Aldina sobre o repertório da história do fado teve um papel decisivo na seleção das músicas do novo álbum, “feita a partir de uma excelente parte do espólio de melodias do Fado Tradicional, que não foram gravadas nos últimos trinta anos, pelo menos: “Casa do Esquecimento” no Fado Bizarro; “No Amor do teu Nome” no Fado Alexandrino Martinho d’Assunção; “Fora do Mundo” no Fado Calixto; “Quem Me Vê” no Fado Mortalhas; “Uma Graça Antiga” no Fado das Sardinheiras; “Senhora dos Meus Passos” no Fado Vanda”, segundo nota de imprensa sobre o novo álbum.

​ “O importante é nunca me esquecer que a minha arte é maior do que eu, enquanto artista”
O capítulo do fado começou a ser escrito na vida de Aldina Duarte “em 1994, no Teatro da Comuna, projeto criado por mim, depois de um ano de ter conhecido e ouvido pessoalmente, Beatriz da Conceição, Camané, Maria da Fé, Carlos do Carmo, isto é, quando descobri esta arte espantosa que é o fado nunca mais de lá saí”.
Entre a Aldina Duarte pessoa e a Aldina Duarte fadista/letrista não há diferenças. “No essencial somos iguais: no amor como valor primordial, na busca de verdade como um sentido para fazer o caminho, no prazer da partilha, no respeito pelo sofrimento alheio, na inquietação, na curiosidade e no espanto. O importante é nunca me esquecer que a minha arte é maior do que eu, enquanto artista”, concluiu Aldina Duarte, pessoa, fadista e letrista ao labor. 

Comentários

Pub

Notícias relacionadas