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“O Labirinto Propício” de Daniel Costa

FOTO: Diana Familiar
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A exposição “O Labirinto Propício” de Daniel Costa pode ser visitada até ao dia 16 de janeiro do próximo ano nos Paços da Cultura.
Os desenhos apresentados em termos de tempo cobrem um período desde 2004 até então.
De entre as “muitas reações” recebidas durante a abertura da exposição, a 18 de novembro, Daniel Costa gostou de uma em particular. “Uma criança veio ter comigo e perguntou se queria jogar ao jogo das adivinhas” com um dos trabalhos composto por uma série de desenhos, contou Daniel Costa, considerando esta reação “muito importante” na medida em que “não podia ter recebido um comentário mais acertado sobre o trabalho”.
Na abertura da exposição “O Labirinto Propício”, como “grande parte dos trabalhos que tenho feito é com potenciómetros da imaginação, eles não têm propriamente um sentido veiculado, as pessoas puseram-se à procura do sentido das imagens”, revelou o artista ao labor.
Contudo, os trabalhos não são feitos com “a intenção de as pessoas entrarem num processo de empatia com eles, mas é isso que acontece”, esclareceu Daniel Costa.
Uma das peças é composta por objetos que encontrou em caminhadas pela cidade e pela serra e no mergulho que faz em profundidade no mar. E respondendo a algumas das questões colocadas na abertura da exposição, “não parto dos objetos para o desenho apesar das afinidades encontradas com alguns deles, sobretudo os que se enrolam sobre si próprios”, salientou o artista.
Os desenhos apresentados variam entre a pequena, média e grande dimensão. “Geralmente tenho vindo a descobrir que trabalho em escalas muito diferentes umas das outras. Tenho uma certa apetência para escalas menores, mas isso pode ter a ver com o facto de não ter um espaço de trabalho propício para fazer trabalhos de grande escala”, explicou Daniel Costa ao labor.
A sua formação é em Artes Plásticas pela Escola Superior Artística do Porto e o mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas pela Faculdade de Belas Artes do Porto.
Daniel Costa usa no seu trabalho “uma amplitude de práticas artísticas como a pintura, o desenho e a fotografia. A estas práticas somam-se um conjunto de experiências que são incorporadas no trabalho e que se desenvolvem a partir de uma relação muito próxima com o contexto circundante e os seus elementos: as caminhadas, o mergulho, a recolha de fragmentos, a observação e o interesse por fenómenos geológicos e atmosféricos”, descreveu Andreia Magalhães, diretora do Núcleo e Centro de Arte de S. João da Madeira. O “Labirinto Propício” tem confluídos desenhos, pinturas, estudos cromáticos, moldes e objetos encontrados.
Daniel Costa apresentou os seus trabalhos através das exposições “Cova do Sono” e “Os morcegos orbitam a luz” na Casa da Imagem em Vila Nova de Gaia e na Biblioteca Camões em Lisboa, respetivamente, em 2016. O artista também participou na exposição coletiva “Não me contem o fim” no Museu Bernardo nas Caldas da Rainha no presente ano.

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