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Simpósio Internacional Fusões no Cinema

FOTO: Diana Familiar
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Inscrições gratuitas, mas obrigatórias

O IV Simpósio Internacional Fusões no Cinema realiza-se de 17 e 18 de novembro na Torre da Oliva.
O evento é coorganizado pelos Caminhos Film Festival e pela Unidade de Desenvolvimento dos Centros Locais de Aprendizagem (UMCLA) da Universidade Aberta e conta com o apoio da Câmara Municipal de S. João da Madeira.
O Simpósio Internacional destacará de forma especial o cinema, a investigação e a educação, considerando assim a parceria estabelecida com o Plano Nacional de Cinema, operacionalizado pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual, pela Cinemateca Portuguesa -  Museu do Cinema e pela Direção-Geral da Educação.
A realização do Fusões no Cinema em terra sanjoanense é “o reflexo das boas relações” entre a Universidade Aberta, os Caminhos de Cinema Português e o Município, afirmou António Moreira, professor no departamento de educação e ensino à distância da Universidade Aberta.
O simpósio tem uma dimensão internacional com destaque para Francisco García García, professor catedrático na Universidade Complutense de Madrid, o orador da conferência de abertura sobre Cinema e Educação para a mudança social. E também para Gerardo Ojeda Castañeda, diretor pedagógico e académico do Instituto Latinoamericano de Comunicação Educativa sediado no México, orador na conferência de encerramento sobre Cinema Científico e Educativo: notas para narrativas e formatos digitais a partir da inovação.
Entre os oradores, destaque também para Elsa Mendes, coordenadora do Plano Nacional de Cinema, os especialistas de diferentes universidades portuguesas que trabalham a questão do cinema em contexto de sala de aula e para os cineclubes através do Cine Clube de Arouca e o CineEco.
Este simpósio é a “tentativa de, de certa forma, tentar fundir o cinema com outras formas de expressão. Neste caso, concretamente mostrando como é que o próprio cinema pode evadir as salas de aula”, esclareceu António Moreira.
Os participantes poderão continuar esta “aventura” pelo mundo do cinema através de um espaço virtual, onde poderão continuar este debate sobre o cinema e a educação com professores que não conseguiram estar presentes no simpósio.
O convite deste evento é dirigido a todos os públicos sem exceção, mas com uma pequena inclinação para os alunos, docentes e educadores dos ensinos básico e secundário.
A inscrição é gratuita, mas obrigatória em https://caminhos.info/simposio/publico/#.WfxgVWi0PDc., e inclui um certificado de formação devidamente acreditado pelo CCPFC.
O programa  completo pode ser consultado em https://caminhos.info/simposio/programa-oradores-convidados/#.WfxhFGi0PDe.

“Queremos construir uma cultura para todos”

A escolha de S. João da Madeira para receber este simpósio é “tão mais relevante” quanto o Município ter definido a estratégia de “queremos construir uma cultura para todos”, começou por dizer Suzana Menezes, Chefe de Divisão de Cultura (DC) da Câmara Municipal (CM).
“Aquilo que entendemos é que a cultura pode e deve ser no espaço da nossa cidade um lugar de reflexão, questionamento e de inquietação. Desse ponto de vista, um lugar para formar e capacitar a nossa comunidade em consumos culturais cada vez mais exigentes”, continuou Suzana Menezes.
A área do cinema vai ser “muito acarinhada” pelo Município que tem “uma preocupação muito grande de transformar toda a infraestrutura cultural num espaço de construção para a nossa comunidade”, adiantou a Chefe de DC.
Neste primeiro ano o Município sanjoanense quer “criar estes pontos de reflexão, esta lógica de utilizar a cultura como espaço de crescimento da comunidade, promover ou apoiar iniciativas semelhantes a esta”, assumiu Suzana Menezes.
A sua intervenção terminou com as palavras da falecida escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen: “Criar o poema para todos é certamente o poema mais difícil de criar, mas é aquele do qual não podemos abdicar”. E desta forma demonstrar o que a CM sanjoanense quer. “Queremos contruir um poema para todos, mas que no fim do dia continue a ser um poema”, concluiu Suzana Menezes.

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