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O autodidata Francisco Matos retrata a cidade sanjoanense nos anos 50 e 60

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“Mostra-me como era...S. João da Madeira”

FOTO: Diana Familiar
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O autodidata Francisco Matos retrata a cidade sanjoanense nos anos 50 e 60

A exposição “Mostra-me como era...S. João da Madeira”, parte dois, de Francisco Matos foi inaugurada no dia 11 de outubro, pelas 18h00, na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo. A primeira parte desta exposição de pintura foi dada a conhecer em 2010 no mesmo local.
O autor, Francisco Matos, de 75 anos, natural de S. João da Madeira, e ex-empregado comercial de peles de calçado, estava a começar a montar a exposição no dia 9 de outubro e, ao mesmo tempo, aceitou conversar sobre a mesma com o labor.
O gosto pelo desenho e pela pintura, especialmente pelo desenho, começou na escola primária. “Eu desenhei nos primeiros anos de trabalho, mas depois não foi possível continuar”, contou Francisco Matos, revelando, logo a seguir, que a pintura virou “assunto sério quando passei à reforma entre 1999 e 2000”.
Nessa altura, o autodidata sanjoanense decidiu comprar umas telas, uns pincéis e uns livros com dicas de iniciação à pintura. A partir daí começou a pintar quase sem parar.
“Gosto de pintar. Gosto da minha terra”, confessou Francisco Matos ao labor.
Talvez seja por esta razão que todas as suas peças são precisamente sobre a sua cidade, sobre S. João da Madeira.
As 13 obras da exposição “Mostra-me como era...S. João da Madeira” de Francisco Matos retratam a cidade sanjoanense nos anos 50 e 60.
As pessoas podem “encontrar o centro da Praça, o que se passou em 25 de abril de 1956, um dia de comunhão solene nos anos 50 e, no final, podem dar uma volta à Praça”, desvendou o artista sanjoanense.
Só quem estiver presente na exposição é que poderá descobrir de que forma será possível dar “uma volta” à Praça Luís Ribeiro, confidenciou Francisco Matos ao labor.

A Oliva e a Ponte

Entre as 13 obras de Francisco Matos, existem duas que atingem os quatro metros, dois metros cada, que retratam os últimos momentos da Oliva.
As fotografias da Oliva em 1999 foram tiradas pelo próprio artista sanjoanense que replicou a imagem em tela. A acompanhar o “retrato” da antiga metalúrgica estarão “histórias verdadeiras que se passaram na Oliva. Quem fosse operário na Oliva tinha estatuto, era uma alternativa a sapateiros e chapeleiros. Era um trabalho para a vida”, recordou Francisco matos ao labor.
A obra mais recente do artista sanjoanense retrata o Lugar da Ponte, mais precisamente as três pontes, com base numa fotografia que tirou em 1999.

“Os sanjoanenses gostam de ver a história da sua cidade”

Quando falámos com Francisco Matos acerca do que esperaria em relação à inauguração de mais uma exposição, demonstrou estar contagiado de uma ansiedade positiva.
“Os sanjoanenses gostam de ver a história da sua cidade, de S. João da Madeira. De certeza que vão gostar porque muitos vão recordar pessoas, prédios, espaços memoráveis”, admitiu o artista sanjoanense.
Uma das recordações que tem daquela altura, anos 50 e 60, é a de que “naquele tempo havia mais bairrismo. Por exemplo, o Pavilhão dos Desportos da ADS foi construído com sacos de cimento oferecidos pelos sanjoanenses. Eu era jovenzito, tinha 16 anos, e ofereci dois sacos na altura. Tínhamos o nosso hospital antigo construído na Quintã com dinheiros doados”, recordou Francisco Matos ao labor.
A exposição de pintura “Mostra-me como era...S. João da Madeira” pode ser visitada até ao dia 11 de novembro na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo.

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