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A Coleção Norlinda e José Lima “procura através de uma forma diferenciadora demonstrar a relação especial entre a arte e a vida”, descreveu o curador Pedro Lapa

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O “Limiar da Vida”

FOTO: Diana Familiar
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A Coleção Norlinda e José Lima “procura através de uma forma diferenciadora demonstrar a relação especial entre a arte e a vida”, descreveu o curador Pedro Lapa

A exposição “Limiar da Vida” com obras da Coleção Norlinda e José Lima e curadoria de Pedro Lapa pode ser visitada desde sábado passado no Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory.
O empresário e colecionador José Lima assumiu: “gosto de mostrar a minha arte”. Por isso, “agradeço do fundo do coração” a todos os presentes.
Os caminhos de José Lima e Pedro Lapa cruzaram-se há muito tempo. “A primeira vez que cheguei à beira do Pedro Lapa disse-lhe que tinha de fazer a curadoria de exposição minha” porque é “um dos melhores em Arte Contemporânea no país”, contou José Lima. E anos mais tarde, Pedro Lapa fez a curadoria de uma exposição com obras da Coleção Norlinda e José Lima.
O empresário e colecionador voltou a mencionar a importância da divulgação das coleções, das exposições e do Núcleo de Arte de S. João da Madeira. Desta vez, menos crítico do que em inaugurações anteriores, ficou-se pelo relembrar de que no protocolo estabelecido, a Câmara Municipal e o Núcleo de Arte de S. João da Madeira é que têm “de fazer a propaganda a nível local, regional e nacional”.
A Arte Contemporânea é “pura. Vamos tentar tirá-la e colocá-la lá fora. Ainda não consegui isso”, assumiu José Lima, acreditando ser capaz dessa proeza “num futuro próximo”.
O curador Pedro Lapa ficou “impressionado com esta coleção que passa a ser partilhada com todos”, esclarecendo que “o que vão ver será 10% da coleção que tem crescido com uma amplitude impressionante”.
A Coleção Norlinda e José Lima “procura através de uma forma diferenciadora demonstrar a relação especial entre a arte e a vida”, descreveu Pedro Lapa, terminando com um agradecimento profundo ao casal Lima.
O presidente da câmara, Ricardo Figueiredo, recordou que precisamente no início do seu mandato, em 2013, tinha “entre mãos uma belíssima estrutura para criar um Museu de Arte Contemporânea (conhecido como Núcleo de Arte da Oliva)”, contanto para tal com “uma contribuição muito importante de duas coleções que estão à guarda da câmara municipal”. Para quem não sabe as coleções são Coleção Norlinda e José Lima de Arte Contemporânea e Coleção Treger/Saint Silvestre de Arte Bruta.
Depois de “Traço Descontínuo: Coleção Norlinda e José Lima” ter aberto o Núcleo de Arte em 2013 com Ricardo Figueiredo como presidente da câmara, “Limiar da Vida” da Coleção Norlinda e José Lima foi a última exposição inaugurada por ele no espaço que almeja vir a ser designado de Museu de Arte Contemporânea.
O autarca sanjoanense não poupou nos elogios à assinatura de qualidade que é garantida com a curadoria de Pedro Lapa, ao trabalho da equipa do Núcleo e Centro de Arte desde a abertura até então e aos colecionadores.
Os colecionadores Norlinda e José Lima e Richard Treger e António Saint Silvestre “sempre criticaram pela positiva quando necessário e pela negativa quando premente”, ajudando assim “a melhorar a qualidade do Núcleo de Arte que gostaria que passasse a ser um museu”, confessou Ricardo Figueiredo. Um sonho que também é de José Lima.
O autarca também deixou uma palavra ao “público sanjoanense, nacional e internacional pelo reconhecimento da qualidade deste espaço. Todas as pessoas são importantes para conseguirmos criar um Museu de Arte Contemporânea”. E, por fim, “um futuro que continue a ser brilhante”, ambicionou Ricardo Figueiredo.

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