a informação essencial
Pub
Partilha

O nome de batismo “Pirilau” viria a ser atribuído pelo jornal labor

Tags

O Elemento Arquitetónico viveu 25 anos no “coração” da cidade

FOTO: Arquivo Labor
Partilha

O nome de batismo “Pirilau” viria a ser atribuído pelo jornal labor

Os trabalhos de construção do Elemento Arquitetónico começaram em 1987 na Praça Luís Ribeiro em S. João da Madeira.
A obra de construção do Elemento Arquitetónico – Monumento de Homenagem à Indústria de S. João da Madeira foi adjudicada em 1988 a uma empresa que viria a deixá-la um ano depois por ordem do presidente de câmara em exercício de então.
Mais tarde, ainda em 1989, a Câmara Municipal (CM) de S. João da Madeira (SJM) pediu um parecer aos especialistas mestre João Cutileiro, arquiteto Siza Vieira, professor Sidónio Pardal, arquiteto Bruno Soares e arquiteto paisagista Bruno Cabral de modo a habilitar a câmara a construir a obra tal como estava projetada ou a adotar uma situação diferente, segundo e edição de 7 de abril de 1989 do labor.
Os especialistas Siza Vieira, João Cutileiro e Sidónio Pardal aconselharam a CM de SJM a demolir o que tinha sido construído. O parecer destes especialistas viria a ser ignorado e a obra de construção do Elemento Arquitetónico, vulgarmente conhecido como “Pirilau”, nome de batismo dado por Pedro Silva em artigos publicadas pelo labor, continuaria com uma nova empresa. Um apelido criticado por muitos, mas que perdurou durante os 25 anos de existência do Elemento Arquitetónico.
E assim da praça de táxis da então vila dos anos 50/60, nasceria o Elemento Arquitetónico.
A inauguração do Monumento à Indústria Sanjoanense levou muita gente à Praça Luís Ribeiro no dia 16 de maio, dia em que S. João da Madeira comemorou o 8.º ano de Elevação a Cidade.
O “Pirilau” tinha repuxos de água, estava iluminado pelos holofotes e continha a exposição “História do calçado” dos alunos de estilismo do centro no seu interior.
O Monumento à Indústria Sanjoanense ficaria completo em outubro de 1992 com a lápide final.
“A lápide provisória que havia sido colocada para a não menos provisória inauguração do monumento à indústria sanjoanense – vulgo Pirilau – deu lugar à lápide (esta sim) definitiva, onde figura um belo excerto do prólogo do livro “Unhas Negras” do escritor sanjoanense João da Silva Correia”, noticiou na altura o labor.
O Elemento Arquitetónico viveu durante 25 anos no “coração” da cidade. O Monumento à Indústria Sanjoanense foi amado por muitos, odiado por outros tantos. A história do “Pirilau” terminou no dia 25 de julho deste ano com a sua demolição, um final que agradou a todos aqueles que nunca gostaram dele. Não sem deixar tristeza a todos os que desde sempre o amaram independentemente da sua estética, mas pelo simbolismo de homenagem à indústria, aos trabalhadores, a S. João da Madeira.

Comentários

Pub

Notícias relacionadas