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O recital com o guitarrista Rúben Luz, acompanhado de Tamara Shagalimova ao piano, realiza-se este sábado, dia 1 de julho, pelas 21h30, nos Paços da Cultura

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Musicatos com o guitarrista Rúben Luz

FOTO: Direitos Reservados
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O recital com o guitarrista Rúben Luz, acompanhado de Tamara Shagalimova ao piano, realiza-se este sábado, dia 1 de julho, pelas 21h30, nos Paços da Cultura

O Rúben começou a tocar guitarra aos 13 anos como autodidata. Porquê a guitarra?
Venho de uma família que está fortemente ligada à música popular. Os meus pais tinham um grupo de música, que ainda hoje existe, e incentivaram-me a ter aulas de música. Estudei acordeão com o professor Albano Gonçalves durante seis anos, mas não me sentia realizado. Um dia ao ver uns amigos a tocar guitarra, numa atividade do grupo de jovens da catequese, fiquei com vontade de experimentar. Aos 13 anos o meu pai comprou-me uma guitarra e é desde então que ela faz parte da minha vida.

Um ano depois entrou na Academia de Música (AM) de Santa Maria da Feira (SMF). Como foi a experiência de profissionalização da música?
O início foi um bocado atribulado. Ainda hoje é o dia em que ao falar com o meu primeiro professor de guitarra, Carlos Marques, do qual sou amigo e também colega de trabalho, recordamos o dia em que me inscrevi na Academia de Música de Santa Maria da Feira. Apareci lá com uma guitarra de cordas de aço e a tocar músicas dos Scorpions e do Eric Clapton. Foi um choque quando descobri que não ia poder tocar com a minha guitarra e que não ia aprender o tipo de músicas que estava habituado a tocar. Felizmente tive a sorte de ter tido um professor que sempre procurou dar-me outras músicas que não só as que estavam no programa oficial. O facto de ter tido excelentes professores e um grupo excelente de amigos contribuiu para que toda a experiência tivesse sido fantástica.

O Rúben é licenciado em Música e frequenta o segundo ano do mestrado em Ensino da Música na Universidade de Aveiro. O que planeia fazer depois do mestrado?
Depois de concluir o mestrado pretendo continuar a dar aulas e sempre que surgir uma oportunidade para dar um concerto ou outro lá estarei.

Ao mesmo tempo, é professor de Guitarra Clássica na AM de SMF e no Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira. Como é passar de aluno a professor?
Assim que comecei a estudar guitarra na Universidade de Aveiro recebi um convite do professor Gil Ferreira para dar aulas no Orfeão de Santa Maria da Feira. Ao início foi um pouco difícil porque tive de perceber que não bastava apenas transmitir os conhecimentos técnicos/teóricos que tinha adquirido na minha formação. Tive que perceber que cada aluno aprende num ritmo diferente e que uma determinada forma de ensinar pode servir para um aluno e não servir para outro. Tive de aprender a arranjar formas de motivar os meus alunos para a prática do instrumento. Foi um processo de aprendizagem constante.

Quais os ensinamentos que retirou das Masterclasses com Dejan Ivanonich, Jorge Cardoso, Paulo Vaz de Carvalho e Tomás Camacho?
Cada um deles ensinou-me algo diferente. Aprendi muito quer a nível técnico, quer a nível musical e, inclusivamente, aprendi estratégias pedagógicas que me são extremamente úteis para a minha atividade enquanto professor. Em suma, foram Masterclasses muito proveitosas e enriquecedoras.

O que o levou a estudar Guitarra Clássica e Guitarra Jazz?
Como já referi anteriormente, comecei a estudar guitarra de forma autodidata. Um ano depois, aquando da compra de uma guitarra, fui incentivado pelo funcionário da loja de música a inscrever-me numa academia ou numa escola de jazz. Na altura fiquei inclinado para me inscrever numa escola de jazz, mas como a escola mais perto era no Porto era difícil conciliar os horários da escola do ensino regular com as deslocações para o Porto. Optei então por me inscrever na Academia de Música de Santa Maria da Feira e estudar guitarra clássica. No entanto, o “bichinho” para estudar jazz manteve-se. Paralelamente ao estudo de guitarra clássica sempre toquei guitarra elétrica de forma autodidata. Em 2014 quis aprofundar os meus conhecimentos e surgiu a oportunidade de ter aulas com o professor e músico de guitarra jazz, Carlos Mendes, e agarrei essa oportunidade. Apesar de ter sido pouco tempo, aprendi muito com ele.

O Rúben tem desenvolvido atividade musical a solo, em duo e em Música de Câmara. Como descreveria cada um destes géneros musicais?
Embora todas as formações referidas tenham as suas peculiaridades, sinto o maior prazer em qualquer uma delas. O que mais me motiva pessoalmente enquanto músico é, na realidade, tocar e partilhar com as pessoas a música de compositores independemente do género musical.

O que podemos esperar da sua atuação no Musicatos?
Numa primeira parte do concerto irei apresentar uma obra do compositor Roland Dyens denominada “Hommage à Villa-Lobos” que nos reporta, tal como o nome da obra indica, para sonoridades peculiares ao compositor brasileiro Heitor Villa Lobos. De seguida, irei executar o “Concerto op.99 nº 1 em Ré maior” de Castelnuevo Tedesco constituído por três andamentos: Allegretto, Andantino alla romanza e Ritmico e cavalleresco. São obras com sonoridades que me parecem ser do agrado do público em geral.

Qual o critério usado no repertório?
Decidi, tal como referi na resposta anterior, tocar a peça “Hommage à Villa-Lobos” de Roland Dyens, não só porque sempre foi uma obra que me deu especial prazer em executar, como também, em tributo ao compositor que faleceu recentemente. Relativamente ao “Concerto op.99 nº 1 em Ré maior” de Castelnuevo Tedesco foi uma escolha tomada em concordância com os meus objetivos académicos, mas também porque é um concerto representativo do reportório para guitarra clássica.

Quais as expectativas para este Musicatos?
As expectativas são de um bom serão musical rodeado familiares e amigos

É a primeira vez que atua no Musicatos e em S. João da Madeira?
Sim, é a primeira vez.


Quais os projetos futuros?
Num futuro próximo pretendo concluir o Mestrado em Ensino de Música, participar em outros projetos musicais e continuar a dar aulas.

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