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Programa arranca amanhã com a “grande” Maria Rueff na Casa da Criatividade. Mas o evento aposta também em atores menos conhecidos. Ao todo, são três os novos grupos amadores que participam no Festival de Teatro

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Festival de Teatro “abre portas” a novos grupos amadores

FOTO: Direitos Reservados
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Programa arranca amanhã com a “grande” Maria Rueff na Casa da Criatividade. Mas o evento aposta também em atores menos conhecidos. Ao todo, são três os novos grupos amadores que participam no Festival de Teatro

A estreia do NAQA está agendada para o próximo dia 1 de maio, pelas 21h30, nos Paços da Cultura. Composto por 15 jovens “essencialmente de S. João da Madeira” mas também de “localidades vizinhas”, este grupo de teatro amador criado “na noite de 18 de novembro do ano passado” escolheu o XI Festival de Teatro de S. João da Madeira e a peça da sua autoria “Os gatos têm vertigens” para se mostrar pela primeira vez ao público.
Foi o NAQA que contactou a organização – leia-se Espaço Aberto do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite e câmara municipal - dando a saber deste seu anseio de participar naquele que já é um dos maiores eventos culturais da cidade sanjoanense.
Todos os seus elementos são antigos alunos da Escola Básica e Secundária Oliveira Júnior e, em tempos, fizeram parte do grupo TOJ (Teatro Oliveira Júnior) dirigido pela professora Cristina Marques, tendo decidido “no dia da Gala de Mérito e Excelência da escola” “dar continuidade à arte do palco”, contou ao labor Renato Barbosa, acrescentando que, “tendo um grupo repleto de vontade para trabalhar, achámos que o Festival de Teatro era o ponto de partida ideal”.
Em declarações exclusivas ao nosso semanário, este membro do NAQA ainda disse que para já “não existem projetos a longo prazo na mira. Todavia, a certeza de que continuaremos a fazer teatro e a ser palco é presente e inegável”. “Pretendemos crescer enquanto grupo e melhorar a nossa performance enquanto atores e o Festival de Teatro oferece-nos isso mesmo: a oportunidade de expormos o nosso trabalho a um público e, assim, recebermos o respetivo feedback”, reforçou a ideia.

“ATEC ao ataque” nomeado para Prémio Melhor Espetáculo Internacional

Quem também está pronto “para fazer a festa” do teatro em S. João da Madeira é o ATEC - Associação de Teatro Experimental do Curval, oriundo do concelho, “aqui ao lado”, de Oliveira de Azeméis.
Com “ATEC ao ataque”, cujas autoria e encenação são de Isabel Cardoso e que mereceu uma nomeação para o Prémio Melhor Espetáculo Internacional no âmbito do Escenamateur 2017, o grupo sedeado em Pinheiro da Bemposta promete “partilhar arte, cultura e a nossa alegria com o público”, assegurou ao labor precisamente Isabel Cardoso. O espetáculo sobe ao palco dos Paços da Cultura a 30 de abril, pelas 15h30.
Do curriculum desta que é também presidente da direção consta igualmente uma menção honrosa conquistada, desta feita em 2014, com a peça “Diz-Parates” (Prémio Teatrália pela Fundação Inatel).
Fundado em outubro de 2013, o ATEC - Associação de Teatro Experimental do Curval “nasceu da vontade de cerca de uma dezena de pessoas determinadas em promover a cultura e a tão nobre arte da representação”, revelou ao labor Isabel Cardoso, prosseguindo: “[O ATEC] Estreou o seu primeiro trabalho em dezembro de 2013 e apresentou a sua primeira peça teatral "As sete viúvas do mordomo Zé António" com rábulas de César de Oliveira, adaptação e encenação de Isabel Cardoso, em novembro de 2014”.
A meses de completar quatro anos de atividade, o ATEC, federado na FPTA - Federação Portuguesa de Teatro Amador, tem primado, “desde o primeiro minuto”, “pela união, determinação e amor à arte teatral, fazendo do dinamismo e originalidade a sua força motriz”. Atualmente conta com 14 elementos, entre atores e equipa técnica.
Relativamente a projetos, depois do Festival de Teatro de S. João da Madeira, o ATEC vai - para além das representações da peça “ATEC ao Ataque” que tem marcadas até outubro e da organização do IV FESTEC - Festival de Teatro do Curval (novembro) – participar,  em maio e pelo  terceiro ano, no Entr’ Artes em Oliveira de Azeméis e, em junho e pelo segundo ano consecutivo, no Festival Romano de Soutelo.  
Nota ainda para o facto de estar “já a preparar e a desenvolver  uma nova peça teatral” de igual modo da autoria de Isabel Cardoso e que vai ser apresentada precisamente no IV FESTEC.

“Quem anda a roubar as estrelas?” na Casa da Criatividade

“Anda um ladrão à solta em S. João da Madeira. Rouba estrelas, por isso as noites andam tão escuras. Mas, na noite de 22 de abril, vai receber uma lição”, refere Ana Paula Oliveira na página do Facebook do espetáculo “Quem anda a roubar as estrelas?”, que vai estrear a 22 de abril, pelas 21h30, na Casa da Criatividade.
Concebido a partir da adaptação do conto homónimo da escritora, este é um espectáculo de teatro musical produzido pelo grupo Ladrão de Sonhos, formado pela soprano sanjoanense Iria Perestrelo, a mezzo-soprano Catarina Rodrigues e a pianista Natasha Pikoul, que abarca obras de música clássica reescritas em português.
Tal como o labor já noticiou na edição anterior, o custo dos bilhetes do Festival de Teatro de S. João da Madeira é de 2,5 euros para as peças de grupos de teatro amador, 10 euros para os grupos de teatro profissional e 7,5 euros para o espetáculo comemorativo do 25 de Abril.
Os ingressos estão à venda em BilheteiraOnline (http://cmsjm.bol.pt/), na Casa da Criatividade, nos Paços da Cultura, nas lojas FNAC, CTT, Centro Comercial 8.ª Avenida (Worten), El Corte Inglês, Pousadas da Juventude, linha 24h de reservas e informações 18 20 do MEO e Qiosques Serveasy.

“Serafins” abriu I Festival de Teatro

Contrariamente ao NAQA, ATEC e Ladrão de Sonhos, o grupo de teatro Serafins não é um novato nestas andanças. Aliás, coube a este projeto - nascido “já lá vão mais de 20 anos” no seio da Escola Secundária Serafim Leite pela mão da professora Lurdes Gual “com a cumplicidade dos alunos e a forte adesão da comunidade escolar” - inaugurar o I Festival de Teatro de S. João da Madeira, há 11 anos, “quando ainda não havia grupos profissionais a abrir este festival”.
A título de curiosidade, note-se que alguns dos alunos envolvidos tiraram ou estão a tirar licenciaturas nesta área e a desenvolver trabalhos em Lisboa ou no Porto. Além disso, Lurdes Gual confidenciou ao labor que há mais de 10 anos que vem sendo “abordada pelos ‘Serafins’ de outros tempos no sentido de fazê-los subir novamente ao palco”, algo que “até ao momento ainda não foi possível, por causa da distância e dos condicionalismos de vida de cada um de nós”.
No âmbito do Festival de Teatro deste ano, o grupo que coordena vai levar à cena, no dia 29 de abril, pelas 21h30,  na Casa da Criatividade, a peça "Depois de ti", centrada no universo feminino. Estão também agendadas duas reposições para 20 de maio, com uma sessão às 15h30, a reverter integralmente para os Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, e outra às 21h30.
“Porque o segredo é a alma do negócio”, Lurdes Gual não quis adiantar pormenores sobre o espetáculo do final do mês, garantindo apenas que “a mensagem não deixará ninguém indiferente”. “É preciso agitar as consciências e a missão do teatro também é servir esse propósito”, afirmou, acrescentando: “Gosto particularmente do guião que escrevi para este festival porque vem avivar o que não deve ser esquecido e o  que fez e continua a fazer avançar o mundo”.
De qualquer modo, nesta conversa com o nosso jornal, a docente assegurou que “não faltarão os ingredientes de sempre, ou seja, humor, leveza e harmonia, risco e algumas surpresas”. “Ingredientes” com que já atuaram em localidades vizinhas como “Vale de Cambra ou Escapães [Santa Maria da Feira]” e que já lhe deram direito a inúmeros convites, alguns dos que “tivemos de declinar” “porque colidiam com as nossas reposições ou com o período de exames escolares”.
Também referiu que “o grupo está motivado para esta apresentação, mas não deixa de sentir uma forte pressão porque, de ano para ano, o público tem-se tornado mais assíduo, cooperante e exigente”, ao ponto de, nesta edição, os bilhetes terem esgotado - imagine-se – pouquíssimos minutos depois de terem sido postos à venda.

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