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Inauguração aconteceu pela primeira vez a um dia da semana e à noite

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Arte Contemporânea portuguesa da Coleção Norlinda e José Lima

FOTO: Diana Familiar
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Inauguração aconteceu pela primeira vez a um dia da semana e à noite

A exposição “Intersticial: Diálogos no espaço entre Acontecimentos I e II” sobre a arte portuguesa na Coleção Norlinda e José Lima, com a curadoria de Miguel von Hafe Pérez, pode ser visitada até 30 de setembro no Núcleo de Arte da Oliva.
Nesta exposição viajamos pelos 50 anos de Arte Contemporânea portuguesa através de cerca de 80 obras de 50 artistas de referência de diferentes gerações da história da arte portuguesa, entre os quais encontramos Paula Rego, Ana Vieira, Helena Almeida, Ângelo de Sousa, António Palolo, Fernando Calhau, Joaquim Bravo, Jorge Molder, Julião Sarmento, Rui Chafes, Francisco Tropa, Susanne Themlitz, André Cepeda, João Maria Gusmão, Pedro Paiva, entre outros.
O Núcleo de Arte da Oliva “marca de modo irrevogável a Arte Contemporânea em Portugal”, afirmou Jorge Sequeira, presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, que tem feito “um grande esforço para divulgar e projetar” este espaço cultural que “só faz sentido se for visível ao mundo”. Aliás, “uma obra de arte fechada não existe”, completou Jorge Sequeira.
O Núcleo de Arte da Oliva antes de ser um espaço com obras de arte era uma das partes do complexo industrial da antiga metalúrgica Oliva, contextualizou o autarca. Agora é um espaço “privilegiado” por ter em depósito a Coleção Norlinda e José Lima, “uma das mais importantes coleções de Arte Contemporânea”, acrescentou Jorge Sequeira.
O presidente da câmara ficou “surpreendido” com a exposição “Intersticial: Diálogos no espaço entre Acontecimentos I e II” porque apresenta “obras magníficas”, disse depois de ter visitado a mesma ainda durante a sua montagem. Por isso, esta será “uma das exposições mais importantes de Arte Contemporânea deste ano em Portugal”, acredita Jorge Sequeira.
A inauguração da exposição a um dia da semana, 24 de maio, e à noite, 22h00, foi uma decisão arriscada e tomada pela primeira vez desde que funciona o Núcleo de Arte, onde, normalmente, as exposições são inauguradas aos sábados à tarde.
O objetivo deste novo horário é que “mais pessoas venham, experienciem os espaços públicos à noite e deem mais dinâmica às redondezas”, revelou o presidente da câmara, terminando com a mensagem de que esta “exposição deve ser vista por todos”.

“Aqui durante quatro anos não criaram público. Eram sempre os mesmos”

“A coleção só tem interesse se for vista por todos”, começou por dizer o colecionador José Lima que tem sido sempre muito crítico sobre a forma como o espaço e as exposições têm sido divulgadas pelo Município.
“A câmara e a vereação nova já ouviu”, “eles estão a inovar” e “se não fizerem mais é porque não conseguem e não podem”, afirmou José Lima sobre o novo executivo PS, dando a entender que o mesmo não acontecia com o anterior do PSD e da coligação PSD/CDS.
O colecionador decidiu agradecer apenas ao público presente e não a quem estava lá devido à obrigatoriedade profissional.
José Lima confidenciou que é “frustrante chegar cá e ver salas vazias”, mas “sei que é difícil. É preciso criar público e aqui durante quatro anos não criaram público. Eram sempre os mesmos”.
“O que me entristece é ter estas exposições e as escolas da terra não visitarem. Temos de cá trazer as escolas todas”, pediu José Lima que quer ter “as escolas aqui no chão” rodeadas de arte.
O curador também decidiu fazer um único agradecimento a todos os artistas. “Nada disto era possível sem as obras dos artistas”, afirmou Miguel Pérez.
O título da exposição “Intersticial: Diálogos no espaço entre Acontecimentos I e II” representa o espaço de intervalo ou de tempo entre os diálogos no espaço entre os acontecimentos desta primeira exposição com uma segunda parte a ser inaugurada em outubro.
Na ótica do curador, Portugal é “um país pequeno com distâncias mentais enormes”. “Este tipo de iniciativas acaba por combater essa distância mental”, reconheceu Miguel Pérez.

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