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Defendeu o comissário Manuel Pereira da Costa na sessão solene do 34.º aniversário de Elevação a Cidade

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S. João da Madeira “nasceu para ser grande”

FOTO: diana familiar
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Defendeu o comissário Manuel Pereira da Costa na sessão solene do 34.º aniversário de Elevação a Cidade

A ideia de transformar o descampado que era Brasília na capital do Brasil “superou-se a si própria e espantou o mundo”, considerou Manuel Pereira da Costa, comissário das comemorações do Dia da Cidade, 16 de maio, durante a sessão solene realizada no próprio dia na Casa da Criatividade.
Assim como “Brasília nasceu para ser grande”, “a terra abençoada de S. João da Madeira também nasceu para ser grande. Também ela não faltou ao seu destino. Somos todos testemunhas disso”, ligou desta forma os diferentes pontos geográficos Manuel Pereira da Costa.
Uma parte da história sanjoanense começou a ser escrita com as indústrias dos chapéus e dos sapatos. “Daí partiu para aquilo que podemos chamar de rebeldia criativa tão forte, profunda e espontânea que não houve forças que não pudessem contrariá-la. A razão é simples. Não era capricho...era terra, chão, povo, pão”, considerou o comissário, para quem este é um “percurso íntimo nostálgico que só encontra no caminho que vai da alma ao coração”. Por terem sido “tantas as personalidades que acenderam a lareira em que hoje nos aquecemos, todos eles merecem apreço, saudade e veneração”, salientou Manuel Pereira da Costa.
O convite do presidente da câmara, Jorge Sequeira, para que Manuel Pereira da Costa, advogado, escritor e ator, fosse o primeiro comissário das comemorações do Dia da Cidade foi aceite. Mas não sem provocar-lhe “um misto de responsabilidade e atrevimento” que lhe permitiu responder “sem hesitar”. “Não houve a menor, a mínima hesitação, se calhar até um bocadinho de exaltação, gosto e vontade de querer estar, querer estar junto”, confidenciou o próprio aos presentes, terminando com a leitura do poema “Vou-me embora pra Pasárgada” de Manuel Bandeira em conjunto com o amigo de longa data Luís Laranjeira.

“Somos, merecemos e vamos continuar a merecer ser cidade”

O que levou S. João da Madeira a querer passar de vila a cidade? O presidente da câmara, Jorge Sequeira, quis encontrar a resposta a esta questão uma vez que “uma cidade não pode cobrar mais impostos do que uma vila, uma cidade não tem mais receita, não pode construir mais estradas e não pode abrir mais empresas”.
“Acho que a resposta reside no espírito empreendedor de S. João da Madeira”, respondeu Jorge Sequeira.
Por isso, “seria impensável para os sanjoanenses da década de 80 poderem ser cidade e não o serem”, considerou o presidente da câmara, acreditando que “não se tratou de obter ganhos materiais, territoriais ou de outra índole”.
O mesmo “espírito de conquista, progresso, avanço, iniciativa e rutura que permitiu que em 1926 uma freguesia com menos de oito quilómetros quadrados se tornasse autónoma de Oliveira de Azeméis”, salientou Jorge Sequeira, sobre este que considera ser “um feito extraordinário no contexto da história política de Portugal”.
De acordo com a lei, as vilas aspirantes a cidades tinham de ser um aglomerado de população contínuo; esse aglomerado tinha de ter mais de oito mil habitantes (existiam cerca de 12.015 em S. João da Madeira); e tinha de ter mais de 50% de um conjunto de equipamentos coletivos (hospital, farmácias, corpo de bombeiros, transportes públicos, escolas, bibliotecas, centro cultural e jardins públicos). Como S. João da Madeira “superava” o que a lei exigia, o Projeto de Lei apresentado para a elevação a cidade por deputados do PSD foi aprovado unanimemente pela Assembleia da República, recordou Jorge Sequeira, relembrando que o primeiro Projeto de Lei foi da autoria do sanjoanense Carlos Ribas.
Para o presidente da câmara, “somos, merecemos e vamos continuar a merecer ser cidade”. Estes 34 anos de Elevação a Cidade “enchem de orgulho, satisfação e responsabilizam para um bom exercício de governação coletiva para o futuro”, acrescentou Jorge Sequeira.
O presidente da câmara terminou com uma saudação a todos os que “lutaram para que S. João da Madeira pudesse ser elevada à categoria de cidade e para que nessa condição melhor pudesse exercitar com os instrumentos simbólicos e políticos a sua capacidade de crescimento e de futuro”.
A sessão solene contou com a interpretação do Hino de S. João da Madeira por Luís Paranhos acompanhado da Banda de Música e com a atuação de alunos da Academia de Música.

Câmara reassume manutenção do Parque dos Milagres

A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de S. João da Madeira assinaram um memorando de entendimento durante a sessão solene do Dia da Cidade.
Ambas as partes estabeleceram um “compromisso político” acerca da cedência pelo município à junta de instalações dos Paços da Cultura; da revisão do protocolo de transferência de responsabilidade da câmara para a junta, assinado a 11 de outubro de 1996, relativo o parque dos milagres no sentido de ficar para a câmara o encargo de manutenção e conservação do mesmo; gestão do autocarro a disponibilizar à junta pela câmara; do estabelecimento de sinergias para o desenvolvimento do programa Sénior Ativo e Oficina do Idoso; e da cedência de instalações do município à freguesia para instalação e funcionamento do Centro de Fisioterapia sitas no Centro Coordenador de Transportes.
A câmara municipal vai “reassumir a manutenção” do Parque da Nossa Senhora dos Milagres porque tem “a capacidade operacional instalada através de um serviço muito competente de jardinagem para acorrer às necessidades de manutenção deste parque”, afirmou Jorge Sequeira durante o seu discurso na sessão solene, adiantando que o “processo de manutenção” está “em curso” para festas da cidade.
A sessão solene contou também com a assinatura de um protocolo de cooperação entre PSP e câmara com vista à cedência de uma viatura para o Programa Escola Segura.

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