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Afinal as “Faias púrpura” não incomodam a vista da Capela…

FOTO: Direitos Reservados
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Veio na passada semana um artigo neste jornal sobre uma árvore que tapava as vistas à Capela de Santo António no centro de S. João da Madeira. O mesmo incitava ao seu abate.
Isto de cortar árvores faz-me sempre impressão pois elas têm grande responsabilidade pela qualidade do ar que se respira em qualquer cidade, além de trazer imensos benefícios visuais ao espaço urbano. Atenua ainda, em especial nesta cidade, o cheiro a “casqueira”!
Passei pelo local da dita árvore e deparei-me com dois belos exemplares de Faia púrpura, de folha vermelha com talvez 30 anos de idade, fazendo sombra sobre as esplanadas de comércio local.
Ora como já vi serem cortadas tílias imponentes e seculares junto às traseiras dos Paços da Cultura para erguer a Biblioteca Municipal, quando no concurso de arquitetura dessa construção, se dizia que deveriam ser mantidas, ou como ainda foram derrubadas belas árvores diante da Igreja Matriz de S. João da Madeira, escrevo este apelo à câmara municipal ou a alguma Comissão Fabriqueira com poder, para que nada aconteça a estas.
Referindo ainda o artigo que incita ao abate da Faia, fico perplexo por haver quem pense que as árvores são “tapa vistas” de edifícios religiosos. Julgo mesmo que Jesus Cristo teve tertúlias com os seus discípulos à sombra de árvores e isso vem retratado em passagens da Bíblia. Seria aliás um gesto anti-católico mandá-las cortar.
Afinal de contas havemos todos de morrer e as árvores que plantarmos no presente continuarão a desempenhar a sua enorme função no futuro.

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