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1… 2… 3… Vamos nascer outra vez! (acerca do PSD de SJM)

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1 - Volvidos seis meses do último acto eleitoral autárquico, com o manifesto e clamoroso resultado que por todos é conhecido, finalmente o PSD de São João da Madeira vai devolver a palavra aos seus militantes para que sejam eleitos os seus órgãos para um novo mandato. Sem menosprezar as fundamentais eleições nacionais, creio que a grande prioridade que os Sanjoanenses pretendem ver satisfeita é saber com que PSD poderão contar na cidade nos próximos anos, quer enquanto oposição, quer enquanto real alternativa de poder autárquico.
2 - Sendo do domínio público a existência de dois candidatos à liderança do partido, os quais saúdo de igual forma sem, ainda, me sentir “conquistado” por qualquer deles, o tempo é de avaliação, reflexão e debate para projetar o futuro e voltar a recuperar a confiança dos Sanjoanenses. Este é um duro caminho das pedras que o PSD terá que percorrer. Um caminho que será mais longo, tortuoso e agreste caso o PSD de SJM não tenha a humildade e sentido autocrítico de compreender a realidade que lhe foi ditada pelos sanjoanenses, no passado dia 1 de Outubro, e que exige, de todo, uma adaptação a este virar de página que a realidade impõe. Virar de página para um novo ciclo que, diga-se, ainda não aconteceu. E se nesta nova página também cabe o orgulho e reconhecimento ao muito de bom que o PSD fez pela cidade, com o reconhecimento de todos os seus autarcas, a verdade é que abrir um novo ciclo exige força disruptiva para questionar, corrigir e mudar, sempre no âmbito do diálogo alargado com os militantes e a sociedade e não num contexto de circuito fechado. Veja-se, por exemplo, o que Pedro Passos Coelho fez no âmbito nacional, onde teve a humildade e o sentido de autocrítica para compreender que deixou de ter condições para ser um futuro candidato a primeiro-ministro pelo PSD, apesar dos seus méritos. E tal atitude só o enobreceu, pois há um tempo de estar e um tempo de sair da política. E a verdade é que quando Passos Coelho saiu para abrir um novo ciclo para o partido, fê-lo em termos que este não fosse construído à sua sombra! Se a futura comissão política do PSD não souber tirar as devidas ilações, assume o risco de manter-se numa inamovível continuidade. E isso, aos olhos dos Sanjoanenses, consistirá na reapresentação de tudo quanto foi clamorosamente derrotado nas urnas, com inevitáveis e previsíveis consequências…
3 - E não se pode menorizar o papel presente e futuro do PSD na cidade, pois, na verdade, os primeiros seis meses do executivo PS ficaram, no mínimo, aquém das nossas legítimas expectativas. Apesar do mérito de algumas iniciativas, com veemência a criação da Assembleia Municipal Jovem e o anúncio de alguns apoios sociais, a verdade é que ainda não foi descortinada - em actos ou projectos - a prometida “visão de futuro” do actual Presidente da Câmara Municipal. Isto num contexto em que a Câmara Municipal possui uma situação financeira deveras robusta e que permitiria sustentar uma ambiciosa estratégia de fomento do nosso desenvolvimento económico-social e de reforço da nossa centralidade. Há condições financeiras e políticas para se fazer mais do que tem sido feito e do que parece que se vai fazer! A isto soma-se a apreensão que se gera pelo facto do Partido Socialista, em S. João da Madeira, ainda não ter a capacidade de sustentar e alimentar o executivo camarário de forma construtiva e positiva, com uma estratégia definida e clara. Exemplo disso é a sua postura em sede de Assembleia Municipal, onde o registo de alguns dos seus deputados, nomeadamente do seu líder, tem variado entre a oposição à oposição e um irreal proclamar de méritos do executivo. O PSD tem uma fundamental missão em São João da Madeira e temos de a cumprir, como já fizemos no passado!
…vamos nascer outra vez! - E a verdade é que havendo coragem para fazer o que é preciso ser feito, o que nem sempre é fácil, o PSD estará mais perto de voltar a reconquistar a confiança dos Sanjoanenses (e voltar a vencer as eleições autárquicas!). E é este o apelo que deixo a ambos os candidatos à liderança do PSD de SJM (e à futura/o presidente do partido). Se fizerem o diagnóstico correcto e tomarem as medidas necessárias, com humildade, abertura e coragem, não vos faltará o apoio dos militantes e, principalmente, dos Sanjoanenses! Aliás, parafraseando e adaptando o refrão de uma conhecida canção dos Ritual Tejo “É só contar até 3; 1... 2… 3… Vamos nascer outra vez!”.

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