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Um passo à frente

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Quando nos propomos representar os nossos concidadãos, temos que ser capazes de antecipar problemas e construir soluções. Temos que antecipar o futuro, para o podermos condicionar e determinar. Por isso é tão importante estar um passo à frente.
Como é público, e foi amplamente noticiado, o CDS reuniu recentemente o seu Congresso Nacional. Assunção Cristas deu à moção que apresentou o título que recupero para este artigo: “Um passo à frente”. Sendo título de um documento estratégico, leio-o mais como um imperativo, e por isso o recupero. Do Congresso resultou clara a intenção do CDS: Ser alternativa, merecer confiança e representar mais portugueses. Não mais do que a razão de ser de um partido político. Uma espécie de regresso à raiz de ser da política, no que de mais nobre esta tem. Pouco importam as derivações interpretativas sobre o significado que a afirmação do CDS tem em comparação com outras forças políticas, do poder ou da oposição. O importante é que ninguém questionará a legitimidade – e até a obrigação – de um partido político que quer cumprir a sua missão, mais do que perder-se em jogos partidários internos ou externos. Estar um passo à frente é conseguir ser a melhor oposição e, ao mesmo tempo, a melhor alternativa. É marcar pontos agora, para os receber em confiança no futuro. Não é fácil, exige muito trabalho, mas é possível.
O CDS pretende estar na primeira linha da denúncia das falhas da governação. Nos serviços públicos que perdem capacidade de resposta e qualidade, na economia que podia crescer bem mais do que cresce, no território que continua a despovoar-se e numa população que continua a envelhecer. Mas não quer ficar por aí. Quem denuncia tem que ser capaz de mostrar alternativa. É para isso que serve a iniciativa “Ouvir Portugal”, na qual o CDS vai ouvindo independentes para aproveitar os seus contributos na construção de soluções. Os partidos não devem ter a pretensão de ter todas as respostas, devem ter a humildade de as procurar junto de quem tem trabalho feito em cada uma das áreas. Daí a escolha deste método.
Com um enorme respeito pelo papel que tem na democracia portuguesa, o CDS saiu do seu Congresso com a ambição de crescer. Quer estar um passo à frente, para se poder afirmar como oposição efectiva e alternativa credível. Para atingir os seus objectivos escolheu o caminho que os sanjoanenses melhor conhecem, o caminho do trabalho.

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