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Refletir a Tristeza Profunda

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Comércio Tradicional

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Refletir a Tristeza Profunda

A crise cavalga e pesa nas costas largas do comércio tradicional, mas mais largas são as costas curvadas ao peso da crise. Há, de facto há, qualquer coisa de tristeza e de abatimento comercial "enrolado no corpo tradicional”. Um chumbo de preocupações e arrependimento, por vezes, uma incerteza que paralisa e gasta. Para alguns a desistência da esperança parece tomar-se comum e justificada, para outros as mãos na cabeça é sinal da angústia que cresce. Dos amanhãs muito pouco ou mesmo nada se pode esperar pois as caixas registadoras há muito e frequentemente deixaram de cantar porque acabou a festa do consumo fácil, foram-se os dias de despreocupação. Clientes para uns fregueses, para outros, tomam-se sombras e as sombras fazem-se silenciosas.
Da crise, fala-se nos cafés e nas praças. Mas para quê? Tudo está dito pelos economistas de faxina nos telejornais e nos debates, e o diagnóstico logo ali fica feito. E soluções? Os mesmos que fomentaram o consumismo desenfreado aparecem agora como juízes executores das penas dos outros. Não é para todos, mas a fatura da crise do comércio tradicional é bem pesada. A irracionalidade do sistema não o torna (comércio) mais discutível, pelo contrário antes remete sem apelo nem agravo para o pensamento, é a crise no comércio não há nada a fazer.
Esta pobreza de pensamento, esta sensação de caminho estreito é a própria crise em ato contínuo a ganhar adeptos e os comerciantes no seu individualismo de braços cruzados.
Este gesto sai caro aos comerciantes, descobrir hoje quem esteja a sorrir comercialmente é, sem dúvida alguma, um outro gesto, a ver-se é muito, muito raro.
Resistir ao desalento calado que vai vencendo, pode ser como dizia um comerciante amigo - limpar a mente com as imagens que as sombras emprestam.
De facto, a crise está a dar cabo da saúde mental e física de muitos comerciantes.
Mas do errado que fizemos, sim que fizemos pois também pertenço à classe "Comércio Tradicional" que muito me honra, podemos e devemos pensar melhor e criar momentos não formatados à crise, mas tentar dar a volta a isto, porque não tem que ser assim.

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