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Rua Oliveira Júnior Entre Outras...

FOTO: Direitos Reservados
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Quando nos passeamos pelo “ Porto histórico “, vemos ainda imensos edifícios em adiantado estado de degradação.
É verdade que a explosão turística verificada naquela cidade nos últimos anos, à semelhança da de Lisboa, veio estimular fortemente a recuperação de muitos prédios direcionados para o “alojamento local “, hotéis, restaurantes e edifícios públicos. Os preços atingiram valores equiparáveis a Madrid ou Paris, o que leva a crer que algo de negativo possa advir nos próximos tempos. Mas isso será tema de outro artigo. O que é certo é que estrangeiros de todo o lado vêm ao Porto para apreciar o seu património edificado e a sua história arquitectónica (além de beberem vinho barato!).
Em S. João da Madeira não se vislumbra uma atracção turística paralela à do Porto que venha a provocar a recuperação de tantas construções em degradação.
Como fazer então? Porque se olharmos com cuidado pelas ruas mais antigas de S. João da Madeira, concluímos rapidamente, que se nada for feito, inúmeros edifícios entrarão em estado de ruína brevemente e aí teremos escoras metálicas nas ruas a tentar a segurar as fachadas em decomposição. Acontecerá isso mesmo sem pessimismo exagerado. Basta o transeunte olhar para cima, e não para as montras, e confirmar o estado em que encontram muitos prédios.
As entidades oficiais, entres as quais a autarquia responsável pelos destinos da cidade, veio há tempos, e no anterior mandato, (novembro de 2016) apresentar o ARU (área de reabilitação urbana).
Pretendia ser este plano muito “inovador” e “ambicioso” até com coimas para os proprietários pagarem, caso não recuperassem as suas relíquias imobiliárias. Sempre as coimas ao de cima, como se tratasse de uma “operação –stop” da GNR!
As exigências eram tais, nessa “ARU”, que qualquer pessoa de bom senso veria que a mesma era impraticável. Portanto mais uma lei da qual não se falou mais, tal a sua impraticabilidade. Ou morreu à nascença, ou faz-se de conta que não existe.
Porém algo deve ser feito com urgência em abono da preservação, e seria bem mais útil que a Câmara Municipal reunisse esforços individuais para comparticipar na sua maior parte o custo dessas reabilitações de pequenos e médios edifícios, como os encontrado por exemplo na Rua Oliveira Júnior ou noutras artérias da cidade, que têm uma clara ligação á memória urbana dos sanjoanenses.
Essas comparticipações não podem esperar demais pelos fundos comunitários pois esses tardam e entretanto as fachadas começarão a ruir. É triste, mas 80% do investimento público em Portugal, provem de fundos comunitários, e certas urgências não se compadecem com as esmolas do Sr. Junker.
Não esqueçamos que as construções com história e com beleza arquitectónica mesmo em simples detalhes fazem parte da cultura desta cidade, que julgo todos quererem, que se mantenha viva. Portanto, se se nada fizer com determinação e realismo financeiro, os poucos edifícios que restam a S. João da Madeira dignos de se manterem conservados entrarão em silenciosa derrocada. Aí o custo da recuperação será bem maior. Será um trabalho lento mas contínuo, independente a qualquer ideologia política que tenha boas intenções (!).
Ou então convide-se os proprietários a demolir, o que aliás já se fez em anteriores mandatos. Porque construir e preservar, é bem mais difícil….
Nota : Não tenho nenhum prédio na R. Oliveira Junior 1

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