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"Perto dos 60"

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A chegada ao 60 anos é curiosa em muitos aspectos...
Quando se tem filhos, eles já não se aproximam tanto e mesmo, quando estão connosco, parece que têm um cronómetro no bolso, pronto a disparar para se despedirem. Depois reparamos que as gerações mais novas não estão lá muito interessadas em ouvir o que gostaríamos de transmitir. No fundo acham que a nossa experiência de vida não lhes é proveitosa e está relacionada com um passado longínquo. Não sentem que, apesar de sermos da era da máquina de escrever, até nos actualizámos bem na era informática e lhe podemos trazer sabedoria aos seus percursos de vida.
Quando chegamos perto dos 60, é verdade que nos cai o cabelo depressa demais, descobrimos rugas em sítios inesperados e aqueles que não cuidam do corpo ficam mais flácidos. Mas fica-se por sua vez, mais sábio e sensato. Não nos mentem facilmente, e acreditamos pouco em campanhas da NOS, da MEO ou da Vodafone. Preferimos guiarmo-nos pelo instinto, que com a idade, se tornou cada vez mais certeiro, pois já vivemos muitas experiências de deceção e de alegria.
É verdade que ficamos mais lentos a desempenhar certas tarefas, mas somos muito mais seguros do que fazemos do que quando éramos novos. Isto se não estivermos sempre com aquele credo “ - no meu tempo é que era bom … ” e sabermos rir de nós próprios quando trocamos os sítios às “ coisas” e não nos lembramos dos nomes de algumas pessoas.
Muitos de nós, próximos dos 60, exageram até no exercício físico, mesmo desgastando as articulações. Outros pintam o cabelo, esticam as faces, o nariz e outras coisas mais.
Existem aqueles que se estão nas tintas para tudo isso e procuram os prazeres terrenos de forma perigosa que lhes trará amarguras numa velhice avançada.
Haverá também aqueles que se sentem finalmente felizes por se aproximarem da idade da reforma, se for antecipada tanto melhor, esquecendo de todo as suas aptidões profissionais, e abandonando os projectos pessoais que tinham dentro de si.
Mas convenhamos …. há ainda muitos sexagenários que descobrem que afinal têm um novo fôlego, uma nova vontade e, acima de tudo, curiosidade em prosseguir na vida. Tentar fazer o que ainda não fizeram e sentir um prazer especial em derrubar os obstáculos que possam vir a encontrar. Acreditam que a vida é só uma e que vale a pena deixar algum testemunho do que empreenderam nem que pareça insignificante aos olhos de muitos. Percebem o quanto são milimetricamente pequenos no Cosmos aonde a “migalha” da Terra gravita, mas que apesar disso encaram desafios diários, às vezes mesmo rotineiros, mas com satisfação e agradecimento por se sentirem realmente vivos.

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