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A Cidade, os Bairros Sociais e a Qualidade de Vida

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Quanto maior conforto, segurança e bem-estar proporcionar a cidade aos habitantes, melhor vivem. Melhores eles são e, sobretudo, mais felizes podem ser. Os bairros ditos sociais em S. João da Madeira, assim como por esse país fora, pela sua natureza, são populacionais e em muitas das habitações a degradação exterior visível. No seu interior é camuflado pela dor e desespero de quem lá habita. Certo dia um amigo dado a corrente de pensamento (filosofia) comentou: "É um milagre crescer nos bairros ditos sociais e não haver, por uma qualquer razão, quem acabe por cair nas malhas da justiça". O tal amigo tinha razão.
O meio social aqui, ali e acolá é tal, que o milagre é fruto da dignidade e coragem de muitas famílias que, apesar de tudo permanecem gente de bem. E, depois, uma cidade feliz pelo seu meio e disposição de vida torna-se competitiva em termos de prestígio e atratividade. E isto muito conta, já que não conheço nenhuma cidade carnavalesca e desqualificada mesmo nos bairros sociais que consiga atrair alguém num mundo de grande exigência.
Dirão alguns: mas a qualidade e a manutenção das cidades, nos bairros sociais custa dinheiro. Claro que custa! E a mediocridade não fica mais cara? O dinheiro deitado fora em investimento que não traz um milímetro de retorno, não induz desenvolvimento. O país, em particular S. João da Madeira, está cheio de obras de natureza milionária, completamente inúteis para o progresso da sociedade, mas utilíssimas que foram e continuam a ser para alguns, com pretensões a futuros projetos à rica, à custa dos outros nem que para isso sejam para os netos e bisnetos pagarem. No entanto, direi que sempre que posso visito os bairros sociais, porque gosto de lá andar a ver e perceber como é que as pessoas nesses locais passam melhor o seu tempo em particular as crianças e os idosos e chego à conclusão que muito há para se fazer.
Será que as gentes dos bairros ditos sociais não merecem espaços onde se sentem confortáveis e seguros - um simples plano de ordenamento local, qualificando e melhorando condições (como espaços verdes, parques infantis, local para centro de convívio, parques desportivos?) ou outras ideias que assegure a esta forma de cultura urbana a qualidade e dignidade a quem tem direito. E não será que assim que se melhora a cidade e a qualidade de vida dos seus habitantes?
Como é óbvio refiro-me a S. João da Madeira.

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