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Desigualdade social, pobreza: um registo sobre os valores morais e valores económicos

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A sociedade de hoje ainda não conseguiu chegar ao patamar desejável para erradicar a desigualdade social, implicitamente ligada à pobreza. Nomeadamente no que diz respeito ao nosso país (pobreza a que o concelho de S. João da Madeira infelizmente também está ligado), os dados são alarmantes, de grande preocupação, na medida em que o apoio do Estado tem sido fundamental para que os níveis de pobreza não atingissem ainda mais a população portuguesa. O apoio é mesmo fundamental!
Do ponto de vista económico, a nossa economia não é capaz, só por si e pela via da redistribuição de rendimentos (salários), de diminuir o fosso entre os que têm e os que não têm retribuições suficientes condignas. Mais podemos concluir que o valor económico propriamente dito, sem a base de uma economia moral, está demasiado longe de assegurar o rendimento para com os mais vulneráveis. Mas hoje sabemos que ser pobre não significa apenas ter falta de recursos financeiros. Significa também suportar umas quantas vulnerabilidades relacionadas com a solidão, assim como a exclusão social pela via do desemprego (passado recente) que potenciou ameaças que ainda se sentem sobre os estratos médios da população, que acresce e se vem juntando à pobreza designadamente aquela que é gerada pelo desemprego de longa duração.
Se firmássemos nos valores económicos em valores morais e sociais, com certeza a diminuição social e moral das desigualdades seria um facto inquestionável para erradicação da pobreza. Erradicar a pobreza não é apenas reduzir.
A nossa sociedade deverá olhar com atenção, com muita atenção para os mais frágeis.
É um imperativo moral para um novo sentido ético das relações sociais. O Estado em si e num todo tem a obrigação de respeitar e proteger a solidariedade das famílias. Neste sentido é urgente olhar mais, muito mais para a família não na perspetiva do ter mas do ser, da convivência solidária em vez o trancamento social, olhar para as famílias antes da cidade. É com este ver que as autarquias também devem olhar antes do Estado. Olhar os mais frágeis e vulneráveis deve ser a norma pela qual devemos promover a justiça, a solidariedade e a fraternidade. Para o melhor bem-estar entre todas as pessoas.

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