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As reportagens sobre os conterrâneos espalhados pelo mundo, leva ao esquecimento dos que vivem perto e assumem posições de relevo no quotidiano nacional.               
Na passagem de António Costa por S. João da Madeira, no pretérito mês de setembro, surgiu uma informação que despertou interesse: “há três secretários de Estado oriundos desta cidade”.
               Um deles dispensa apresentações, Pedro Nuno Santos, político local, está em funções desde a primeira hora deste XXI Governo constitucional, exercendo as funções de secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.
Ana Lehmann, secretária de Estado da Indústria, teve destaque na imprensa local, logo na tomada de posse, tendo sido explicado as suas ligações à cidade e indicado o nome dos seus familiares.
Entretanto, ficou-se a saber que desde essa tomada de posse, há uma terceira secretária de Estado, desta feita da Habitação, de seu nome Ana Pinho, que se apresenta como sendo de S. João da Madeira.
À semelhança das notícias associadas a Ana Teresa Lehmann, fiquei à espera que a imprensa local nos informasse quem era Ana Pinho.
Esperei uma semana, mais outra e nada vi escrito. Era tempo assumido da campanha eleitoral e as atenções da imprensa estavam depositadas em outros protagonistas.
É sempre bom verificar que aos nossos conterrâneos é reconhecido mérito social, profissional e político para exercerem cargos importantes no nosso país.
A curiosidade em saber-se quem é quem e se por acaso nos cruzamos no passado, na infância, ou na adolescência, ou mesmo em adulto, sobressalta-nos a memória.
Antes de avançar com os dados de Ana Pinho e a propósito de recordações da adolescência, como fui contemporâneo de Ana Teresa Lehmann na Escola Secundária Dr. Serafim Leite, recordava-me das suas capacidades académicas. Lembrava-me de anos mais tarde a ter visto em alguns debates da televisão e de a ter reconhecido, apesar do nome de casada. Como Ana Lehmann vivia no Porto e estava a exercer atividade profissional na CCDR-N, propus o seu nome para participar no Fórum Repensar S. João da Madeira, no ano de 2012. Por dificuldades várias o seu contributo não veio a ser conseguido. Em 2013, vi o seu nome a ficar relacionado com a Assembleia Municipal do Porto e atendendo à sangria que o executivo municipal daquela cidade sofreu, durante os últimos quatro anos, cheguei a comentar com uma sua antiga colega de turma que a Ana Teresa estaria bem posicionada para ser vereadora da Câmara Municipal do Porto, pela lista de Rui Moreira. Apesar do meu palpite, errei no prognóstico. Ainda bem.
Voltemos a Ana Pinho.
Depois da espera, passei eu próprio à pesquisa. Por isso, aproveito as próximas linhas para vestir a pele de jornalista e transmitir os dados que recolhi.
Vi as suas habilitações académicas e o currículo profissional, continuei sem saber quem era. Revi a fotografia da tomada de posse dos vários secretários de Estado perfilados e não reconheci aquele perfil. Até que aprofundei mais um pouco. Pesquisei o nome e ao ver Ana Cláudia da Costa Pinho a memória começou a processar alguma informação. Ainda assim, só quando acedi a uma fotografia individual, é que reconheci aquele rosto. Em primeiro lugar, associei-a com uma sua irmã, que foi minha colega no secundário em pelo menos três anos. Confirmando esta informação, recordei-me que a conhecia como Cláudia e que tinha jogado xadrez na AEJ, nos primeiros anos da década de 90, ou seja, na sua adolescência, tendo participado no Campeonato Nacional Feminino organizado em S. João da Madeira. Lembrei-me então que o seu pai foi proprietário de um próspero comércio de motas, situado nas galerias comerciais Santo António. Julgo que o stand tinha o nome de “Big Rela”, se a memória não me falha.
O pior é se falhou e tudo o que eu escrevi, acerca da ligação da secretária de Estado da Habitação a S. João da Madeira, não se confirmar.

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