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16 Setembro 2017-1 Abril 2018, Núcleo de Arte Oliva

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Álvaro Lapa na exposição Limiar da Vida

Álvaro Lapa, Casamento, 1967
FOTO: André Rocha
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16 Setembro 2017-1 Abril 2018, Núcleo de Arte Oliva

Em exposição no Núcleo de Arte da Oliva estão cinco obras de Álvaro Lapa integrantes da exposição Limiar da Vida realizada a partir de obras da coleção Norlinda e José Lima. Estas pinturas, três realizadas sobre papel e duas sobre platex, estão todas elas integradas num núcleo da exposição intitulado “Escrita, Signo, Sinal”. De facto, pintura e escrita são indissociáveis da obra do artista que foi também escritor, poeta, ensaísta, professor de Estética na Escola de Belas Artes do Porto.
Álvaro Lapa nasceu em 1939 em Évora, cidade onde fez os estudos de liceu, sendo aluno do escritor Virgílio Ferreira e amigo do pintor António Charrua, que faz disparar o seu interesse pela arte. Interesse mais tarde intensificado pela relação que cria com outros artistas, particularmente António Areal e Joaquim Bravo. Mais tarde em Lisboa e no Porto estudou Filosofia, formação que está na base da sua carreira de professor. Versado em filosofia, teoria da arte e literatura é autor de uma obra visual e escrita vasta e complexa, onde todos estes domínios se alimentam reciprocamente se cruzam e implicam com a sua vida e um universo pessoal, este carregado de afinidades electivas de que fazem parte artistas e escritores como Robert Motherwell, Jean Dubuffet, Artaud, Kafka ou William Burroughs.
Na exposição estão três trabalhos de 1967 (Lapa começou a pintar em 1962), e dois realizados na década de 1970. Nestas obras, dominadas pelo negro e pelo branco, pontuadas por pequenas zonas de cor, habitadas por formas simples mas informes entre o abstrato e figurativo, por vezes reminiscentes de desenhos de crianças, com a inclusão de texto (no caso da obra “Que horas são que horas”, 1974), revelam-se a um olhar mais atento como um formulário visual, enigmático, cheio de referências intelectuais, associados a um mundo mental e interior onde o sensível, o conhecimento, o consciente e subconsciente não têm separação. Em exposição estão obras de outros artistas, como Joaquim Rodrigo, Artur Barrio, A.R. Penck onde é possível explorar relações profícuas e de proximidade com as pinturas de Lapa, pelas afinidade formais e processuais que apresentam.
A obra de Álvaro Lapa foi já apresentada em várias exposições no Núcleo de Arte (a coleção Norlinda e José Lima em depósito no Núcleo de Arte tem um relevante número de obras do autor) e foi objeto de várias exposições individuais entre as quais se destacam as da Fundação de Serralves e do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian em 1994. O Museu de Arte Contemporânea de Serralves está a preparar uma nova exposição que inaugurará em 2018.

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