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Paulo Cavaleiro assume “quota de responsabilidade” na derrota da coligação

FOTO: Gisélia Nunes
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Contrastando com o ambiente de euforia vivido na Rua da Liberdade poucos metros abaixo da Praça Luís Ribeiro, na sede da coligação “Maioria Por S. João da Madeira” o silêncio imperou quase do princípio ao fim da noite eleitoral, sentindo-se no ar o “nervoso miudinho” de quem ali se encontrava ansioso à espera dos resultados.
Também contrariamente às largas centenas de apoiantes da candidatura socialista “Uma Visão de Futuro” liderada por Jorge Sequeira, foram poucas as dezenas de pessoas que marcaram presença na Avenida da Misericórdia para dar apoio à equipa de Paulo Cavaleiro.
Este último domingo, o PSD apenas conseguiu conquistar 32,23% dos votos (dois mandatos) sendo esmagadoramente derrotado pelo adversário socialista que ganhou nas três “frentes” autárquicas [câmara (55,37%, cinco mandatos), assembleia municipal (50,25%, 12) e assembleia de freguesia (52,44%, 11)].
Os sociais-democratas ainda elegeram oito (33,01%) e sete (33,44%) membros, respetivamente, para a Assembleia Municipal e a Assembleia de Freguesia de S. João da Madeira.
Recorde-se que em 2013 o PSD, com 38,02% dos votos, conseguiu eleger três mandatos para a câmara, o PS (35,07%) também três e o Movimento Independente SJM Sempre (9,98%) um. Situação que, por divergências partidárias, veio a resultar na realização de eleições intercalares.

Resultado “abaixo” das expetativas

Paulo Cavaleiro falou com os jornalistas, mas quedou-se por uma curta intervenção, deixando claro que não estava disponível para responder a quaisquer perguntas. O candidato da “Maioria Por S. João da Madeira” começou por “cumprimentar Jorge Sequeira pela vitória que teve nestas eleições”, assumindo depois “a minha quota de responsabilidade neste resultado, que é claramente abaixo daquilo que eram as nossas expetativas”.
Na ocasião, Paulo Cavaleiro também agradeceu “a todos aqueles que trabalharam comigo nesta campanha, nesta candidatura. E a todos os candidatos, sanjoanenses, que apoiaram este projeto, que era diferente daquele que venceu”. Terminou dizendo que, respeitando a vontade democrática dos sanjoanenses, respeitaremos como é óbvio os resultados”.
Anteontem o nosso semanário entrou em contacto com o Paulo Cavaleiro, desta feita na qualidade de presidente da Comissão Política de Secção “laranja”, no sentido de tentar saber se queria acrescentar algo ao que havia dito a 1 de outubro. O responsável político apenas adiantou que ia haver uma reunião na própria terça-feira à noite onde, “em equipa”, ia ser feita uma “análise política” dos resultados.

Projeto “não mereceu a confiança maioritária dos sanjoanenses”

Por sua vez, o centrista João Almeida disse tratar-se de “um mau resultado”. “O povo votou, fez a sua opção e a sua opção é claríssima: o projeto que apresentámos não mereceu a confiança maioritária dos sanjoanenses”, reforçou a ideia.
De qualquer modo, de acordo com o “número três” à autarquia, dignificaremos os mandatos que nos forem atribuídos, representando todos aqueles que em nós confiaram, e continuaremos o nosso trabalho em prol da cidade e do concelho”. Isto “para que, no futuro, tenhamos o espaço que os eleitores nos confiarem, que naturalmente ambicionamos que volte a ser maior do que aquele que nos foi dado hoje”.
Interpelados pelo labor, tanto o mandatário Manuel Castro Almeida como os candidatos à vereadores da edilidade Fátima Roldão e Rui Costa não quiseram fazer declarações.

CDS-PP volta aos órgãos autárquicos

“Tenho de aceitar democraticamente [a derrota]”, referiu o presidente da Comissão Política do CDS-PP, quando contactado pelo nosso jornal no dia seguinte, acrescentando que “é prematuro estar a fazer juízos de valor (…). Temos de aceitar o veredito das pessoas”.
No entanto, Manuel Correia não deixou de mostrar satisfação por “o CDS-PP voltar aos órgãos autárquicos”, tendo conseguido eleger um representante para a Assembleia Municipal e um outro para a Assembleia de Freguesia de S. João da Madeira. Este era, aliás, “um dos propósitos quando parti” para este desafio eleitoral.

Reações

“Quero dar os parabéns ao PS, que ganhou. [Os socialistas] são vencedores, mas acima de tudo, como costumo dizer, são sanjoanenses. Aproveito também para dar os parabéns ao Jorge Sequeira, à Clara Reis e à minha amiga Helena Couto. Sim, porque não é por isto que alguma coisa vai mudar. Até pelo contrário. As coisas vão continuar como sempre: vou continuar a gostar de S. João da Madeira. Aliás, cada vez mais gosto de SJM. Continuo a trabalhar e a viver aqui.
Tenho de agradecer ainda a todas as pessoas que me apoiaram no partido [PSD] e na coligação PSD/CDS. Hoje fazia a mesma coisa. Apoiava na mesma o Paulo Cavaleiro”.
Além disso, vou assumir o cargo. Sanjoanenses que votaram na minha candidatura vão continuar a merecer o meu respeito e cada vez mais”.
Pedro Ventura, candidato à presidência da Assembleia Municipal

“Em primeiro lugar cumprimento a candidata do PS, que ganhou naturalmente. Foi a escolha que os sanjoanenses fizeram e a única coisa que me resta fazer é congratulá-la e cumprimentá-la.
Relativamente ao resto foi a escolha que os sanjoanenses fizeram. Fiz o meu melhor. Estou disponível para dar o meu melhor e assim continuarei.
Quero agradecer também aos sanjoanenses por me terem ouvido durante a campanha e se terem mostrado disponíveis. Isto é assim mesmo. Vamos a eleições. Há votos. Os sanjoanenses votaram. A mim só me resta aceitar aquilo que foi a decisão deles e continuar disponível para trabalhar quando for preciso e da forma que for preciso”.
Deolinda Nunes, candidata à presidência da Assembleia de Freguesia

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