a informação essencial
Pub
Partilha

Tags

Saber por onde se vai

Partilha

1. A candidatura do Jorge Sequeira a Presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira seria uma boa notícia para a cidade em qualquer circunstância. As suas qualidades de homem que conhece mundo, apesar de estar profundamente enraizado em S. João da Madeira; os seus hábitos de estudo circunstanciado de todos os assuntos de que se ocupa, a que alia uma grande (e reconhecida) capacidade de concretização; o seu conhecimento profundo da cidade e das suas instituições, a que alia o respeito que granjeia na política nacional; o apego que tem ao serviço público, apesar de ter construído uma carreira de sucesso no setor privado, fazem do Jorge Sequeira um candidato de exceção, capaz de ombrear com qualquer adversário que o PSD decidisse apresentar a eleições.
Num momento em que o PSD desistiu de dar à cidade uma opção à altura do seu legado, a candidatura do Jorge Sequeira é um ótima notícia. É ainda uma ótima notícia, em virtude da realidade política e económica nacionais. Os momentos de recuperação não são, para o governo das cidades, menos exigentes do que os momentos de crise. E as cidades competem entre si, já não somente a uma escala nacional, mas também a uma escala europeia, para estarem na linha da frente da captação de investimento, que permite a criação de riqueza e de postos de trabalho. São João da Madeira enfrenta o grande desafio de não ser deixado para trás, neste momento de recuperação económica do país.
A capacidade fixação de jovens na cidade, a capacidade de investimento da Câmara Municipal na construção de novas infraestruturas e na manutenção das existentes, a capacidade de afirmação de S. João da Madeira na cena política nacional, que permita uma resposta pronta e adequada dos governos às necessidades sentidas pelos sanjoanenses, dependem do papel que S. João da Madeira saiba e possa assumir como terra criadora de riqueza. A melhor garantia de que S. João da Madeira estará à altura das mais exigentes circunstâncias é ter como Presidente de Câmara alguém com os predicados do Jorge Sequeira.
Os portugueses conheceram, entre 2011 e 2015, os perigos e as angústias de serem governados por um aprendiz de feiticeiro. Os sanjoanenses não hão-de querer o mesmo para o governo da sua cidade.
2. O jornal O Regional protagonizou, no número da semana passada, dois lamentáveis episódios em torno das eleições autárquicas. O primeiro, com a atabalhoada – e ilegal – publicação de uma sondagem, cujos resultados foram apresentados de forma intencionalmente incompleta e enviesada. É possível confirmá-lo junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social: as intenções diretas de voto separam os dois principais candidatos em, aproximadamente, 5% (e não em 10%, como quis fazer crer O Regional, ao publicar os números correspondentes às intenções com distribuição aritmética dos indecisos). A percentagem de indecisos (não publicada) é de 36,2 %.
O segundo episódio foi a composição da contracapa do jornal com um anúncio do jantar-comício da coligação PSD/CDS a par de uma publicidade institucional à Comissão Nacional de Eleições, sob o título Saiba onde votar.
A liberdade de imprensa não pode ser constrangida sob qualquer pretexto ou sob qualquer forma. E não é disso de que aqui se trata, mas sim da avaliação da decência da conduta de quem sem propõe informar o espaço público. O Regional decidiu constituir-se um estorvo à seriedade e à decência do debate público democrático. Esse facto deve de ser denunciado e essa conduta deve ser repudiada. Não só pelos lesados, mas por qualquer cidadão que se dê ao respeito.

Comentários

Pub

Notícias relacionadas