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A 1 de Outubro, seja qual for o resultado eleitoral, S. João da Madeira vai conhecer um novo presidente da câmara. 
Depois de 18 anos da presidência de Manuel Cambra e de 12 de Castro Almeida, não haverá recandidatura de Ricardo Figueiredo, pelo que um novo ciclo começará no concelho.
Os 30 anos de estabilidade presidencial permitiram uma melhoria significativa da estrutura da cidade e das condições de vida da sua população. Embora alguns dos períodos de Manuel Cambra tenham sido de alguma turbulência, nada comparados com os primeiros anos da década de 80 do século passado, que antecederam o seu mandato, a verdade é que o então presidente, além da dinâmica implementada na autarquia, conseguiu unir esforços com os concelhos vizinhos, implementando uma série de serviços intermunicipais, ao abrigo da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria. O próprio Castro Almeida continuou a aposta com os vizinhos e conseguiu fazer progredir a intermunicipalidade, lançando vários projetos comuns, tanto na área digital, como na gestão de energia, de resíduos, entre outros.
Ambos tinham ascendente sobre os presidentes da câmara das terras vizinhas. Um pela experiência de vida e pela capacidade de concretizar obra, outro pelo percurso político e pela capacidade de captar fundos comunitários. Tanto um como o outro foram os verdadeiros líderes da sub-região, designada por Entre Douro e Vouga.
É certo que a integração desta sub-região na Área Metropolitana do Porto retirou força às parcerias de vizinhança.
Dos projetos em comum subsistem poucos. No entanto, nos últimos quatro anos, o Conselho Metropolitano do Porto foi liderado pelo autarca eleito de Oliveira de Azeméis e mais recentemente pelo de Santa Maria da Feira. Embora não tenha retido nenhuma medida agregadora durante o exercício de Hermínio Loureiro para os concelhos do Entre o Douro e Vouga, já nos últimos meses, voltaram a surgir notícias em que o interesse comum da sub-região passou à ordem do dia. Nomeadamente, na questão dos transportes, com a intenção da transformação do troço do Vouguinha entre Espinho e Oliveira de Azeméis a ser servido por comboio urbano, o que permitirá uma maior coesão territorial e rápida acessibilidade à cidade do Porto. Outro facto a realçar prende-se com a renovação do coletor intermunicipal das águas residuais. Dois exemplos que permitem verificar que é necessário continuar a apostar nas boas relações com os vizinhos, apesar da inserção em espaço Metropolitano mais alargado.
As questões ambientais seriam porventura as mais fáceis de convergir e reivindicar em conjunto, como por exemplo, no processo de limitação dos odores do “casqueira”. A soma das partes afetadas ascenderia a quase 50.000 habitantes, considerando freguesias ou união delas, em redor da sede da empresa.
Haverá outros casos em termos ambientais, como por exemplo, a despoluição de rios com percursos a atravessar mais do que um concelho, em que o princípio deveria ser o mesmo, o bem-estar e a qualidade de vida da população.
Há, contudo, outras matérias em que S. João da Madeira pode voltar a liderar. O turismo é uma delas. Atendendo ao produto diferenciador implementado na cidade, com os roteiros de turismo industrial, seria importante pensar-se na sub-região quer no complemento na oferta, ou como integração no mesmo conceito, aumentando os processos e produtos industriais a incluir em roteiros. De qualquer forma, a ideia será avançar para captar a atenção dos operadores turísticos, diversificando a oferta dos milhões de estrangeiros que aterram no aeroporto Sá Carneiro e que podem ter uma experiência nova, num conceito novo intitulado de Porto industrial.

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