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A cidade de S. João da Madeira é um mundo de obstáculos

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E a população Sanjoanense a envelhecer a olhos vistos!
Ruas sem passeios, passeios sem rebaixamento que dificultam a vida a quem anda de cadeira de rodas, de bengala ou a empurrar carrinhos de bebé. Postes de eletricidade, estruturas em ferro e árvores no meio de passeios, passadeiras muito junto a curvas são obstáculos bem visíveis. Há de tudo um pouco por toda a cidade.
Transportes públicos (autocarros TUS) com degraus demasiado altos face ao solo a não facilitarem a entrada e saída a quem tem mobilidade condicionada. Assim como esplanadas a ocuparem literalmente os passeios, perante a passividade da câmara municipal, o que faz com que não se cumpra o regulamento de publicidade, ocupação do espaço público e do mobiliário urbano, aprovado pela Assembleia Municipal por proposta do executivo PSD.
A população Sanjoanense está a envelhecer, é um facto. O caminho é longo, há muito, mesmo muito, a fazer na cidade para as pessoas. Propaganda há muita, o trabalho é que é muito pouco.
Quando o tema é inclusão nas cidades, em particular na nossa, há muitas coisas que nos tira do sério. Há discursos políticos (autárquicos) centrados nas acessibilidades que facilite a mobilidade, mas demasiados descontraídos. Bem se pode dizer que há muita "hipocrisia" dos autarcas que tem responsabilidades executivas.
É sabido que há cidades, é o caso da nossa, em que para os autarcas as acessibilidades que facilitam mobilidade são cada vez mais uma miragem. A legislação a isso obriga mas não se cumpre. Há falta mesmo, muita falta de vontade política dos autarcas que nada ou pouco fazem, que contribua para que a mobilidade seja facilitada. Lamento por isso que na nossa cidade, quem a conhece sabe bem que é verdade, a mobilidade está muito aquém para ser exemplo para outras cidades. Custa-me dizê-lo mas é uma vergonha o que se passa por toda a cidade. Digo porque quando se faz obra não há preocupação (daí a irresponsabilidade) de a fiscalizar, mesmo obra autorizada pelo próprio executivo PSD. Não há preocupação em saber-se se a obra que está a ser executada faz sentido, se prejudica a cidade, o cidadão, em particular os mais idosos. O que é mais importante para o cidadão, por norma, por indiferença do executivo PSD, não é discutido e quando o é é sempre pela "rama" e as consequências maléficas nunca têm responsáveis. A cidade é um "poço de acidentes”. Rara é a semana que não haja acidentes nas passadeiras, por exemplo. Não se cumpre, nem de perto nem de longe, os requisitos das acessibilidades que facilite mobilidade para todos.
S. João da Madeira tem um parque escolar muito significativo, logo há um grande número de alunos. Também há uma taxa significativa de pessoas com deficiência e velhice e o executivo camarário PSD não se preocupa. Não há preocupação em garantir uma política de inclusão, inclusão e acessibilidade que se traduza em melhor mobilidade. É uma questão de olhar mais para as pessoas, para os Sanjoanenses e tudo será diferente.

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