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O convite

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A aproximação temporal às eleições autárquicas e o desconhecimento dos candidatos de alguns partidos contrastam com o período que antecedeu o sufrágio de 2013.
Sendo certo que em 2016, ano de eleições intercalares, a agitação partidária culminou com a vitória com maioria absoluta da coligação PSD / CDS-PP, no presente ano, o processo eleitoral ainda permanece em “banho-maria”.
Durante os quatro anos alguma coisa mudou.
Um balanço autárquico pode ser efetuado por três indicadores financeiros: despesas com o pessoal; endividamento e investimento efetuado. Na apresentação do relatório de contas referente ao ano de 2016, a autarquia de S. João da Madeira anunciou a redução da dívida municipal, para quase metade do valor de 2013, informando simultaneamente que em igual período o investimento tinha sido de 20 milhões. Sobre as despesas com o pessoal, confesso não ter retido nenhum número no último ano e recordo que em tempos houve a tentativa de empolar os números dos funcionários municipais, por parte de um antigo vereador, posição contrariada e demonstrada pelo executivo liderado por Ricardo Figueiredo.
Aos três indicadores tradicionais, deve-se acrescentar um quarto: capacidade de atrair investimento para o município. Neste ponto, a reabilitação urbana financiada através de fundos comunitários (PEDU), com o consequente investimento privado em torno da Rua Oliveira Júnior ajudam a quantificar o montante global de euros a investir, que transformarão a entrada norte da cidade. No presente ano, a existência de uma grua naquela zona da cidade, é um sinal que os tempos são de mudança.
Outra forma de se fazer um balanço autárquico é verificarmos a capacidade de resolução de assuntos herdados do executivo anterior. Se Castro Almeida, em oito anos, conseguiu resolver problemas antigos: pontão no Orreiro, túnel na Rua 5 de Outubro, restauro no Palacete dos Condes, finalização do arranjo da rua dos “jeitos”, acrescentando-se ainda o Jardim na Avenida da Liberdade, o Parque Urbano no Rio Ul, o Museu da Chapelaria, os Paços da Cultura, rematando a lista com a diminuição da dívida municipal, muito suportada pela venda de terreno para centro comercial.
Para o futuro presidente subsistiriam as inaugurações da Casa da Criatividade e da Oliva Creative Factory. Restauros com financiamento garantido, ficando Ricardo Figueiredo com a tarefa facilitada. O mesmo não aconteceu com a Piscina projetada por Souto Moura, com o desfecho conhecido de todos, que não vou relembrar.
Pelo caminho, neste mandato com intervalo eleitoral, concretizou-se o Museu do Calçado, enriquecendo o núcleo museológico da cidade, apoiou-se o empreendedorismo com a diversificação de incubadoras de empresas, lançaram-se obras para inaugurar antes do final do mandato, tendo em vista a melhoria geral da cidade e da sua população.
É certo que estes anos ficarão lembrados pela reabertura da Urgência do Hospital de S. João da Madeira. Desfecho que conheceu vários episódios, com duas resoluções diferentes, uma revertendo a outra.
A partir do próximo ato eleitoral, haverá a necessidade de intervir de novo na Praça Luís Ribeiro, para emendar erros do passado. Há a necessidade de dar ocupação aos edifícios municipais devolutos (Palacete dos Condes e Casa do Rei da Farinha). Será imperioso resolver o problema da sobrelotação da piscina municipal. E para finalizar, haverá necessidade de se continuar a apostar na animação da cidade.
Neste sentido, o convite endereçado a Ricardo Figueiredo para se recandidatar, pela capacidade política demonstrada, pela resolução de problemas, pelo lançamento de projetos para a cidade, faz todo o sentido.

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