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Esta aí a época taurina

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Arte, espetáculo e tradição são palavras, muitas vezes, associadas à tourada. É indiscutível que a tourada tem raízes culturais em Portugal, mas não será menos verdade que a tradição não pode justificar a perpetuação de um divertimento, "nem que seja lucrativo para uns quantos, incluindo para o Estado", que envolve o sofrimento involuntários de seres inegavelmente, sencientes (reconhecer capacidade de sofrer).
As caraterísticas do paradigma que considera o Homem como centro do Universo e a visão de que os animais não humanos são insensíveis permeiam a nossa Cultura, o que nos permite compreender porque os animais continuam a ser tão maltratados pelo Homem. Em nome, vejam lá, da superioridade inteletual que advoga, o ser Humano tem obrigação moral e ética de compreender e recusar veementemente a violência "gratuita", como diversão ou com qualquer outro fundamento. Não acuso ou ofendo, não tenho esse direito, os aficionados de tourada. Apelo antes à sua sensibilidade e ao seu bom senso para que encontrem formas alternativas (não me perguntem quais) de diversão e de estímulo da sua adrenalina, as quais não envolvam o sofrimento alheio.
Acredito que a tradição não sairá trilhada, nem mais nem menos. Pelo contrário. Sairá reforçada pela natural evolução do Ser Humano enquanto ser inteligente e sensível.

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