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Dias de sossego

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Em Abril ficaram a conhecer-se os primeiros candidatos às eleições autárquicas de 1 de Outubro. Apesar de ser prematuro fazer qualquer análise, por não serem conhecidas todas as candidaturas, é possível esboçar um pequeno comentário, face às decisões das últimas semanas.
Quem abriu as hostilidades eleitorais foi a CDU, com a apresentação dos três cabeças de lista. Tal facto comprova a eficiência desta coligação partidária, apostando na continuidade de alguns dos seus mais conhecidos militantes, o que é uma garantia para os eleitores que preferem votar em candidatos com provas dadas na comunidade, do que em políticos aventureiros e inconsequentes, com tendências demagógicas.
O anúncio da candidatura de Jorge Sequeira causou maior surpresa. Em primeiro lugar, por ser dado adquirido que o presidente da concelhia do PS seria o candidato do partido a presidente da Câmara Municipal. Esteve bem Rodolfo Andrade. Não seguiu as apostas dos comentadores políticos e provou que o PS pode ter outras soluções, que demonstram que o partido é democrático e não autocrático. Rodolfo demonstrou que é possível haver candidatos que não sejam simultaneamente líderes da concelhia, provando ser líder para servir o partido e não para se impor ao partido.
A reação do PS ao anúncio da candidatura de Jorge Sequeira foi curiosa.
Na primeira semana, quando o jornal O Regional anunciou em primeira mão o candidato, surgiu nas caixas de comentários na página da internet, sob um cobarde anonimato, uma série de críticas tanto ao presidente da concelhia, como ao visado. Na semana seguinte, já com certezas e informando o calendário da Comissão Política Concelhia, continuaram os comentários depreciativos. Ao ler tudo isto, esperava-se uma divisão do partido e que o nome proposto fosse aceite com uma diferença de votos muito baixa. Assim não aconteceu. Conforme foi notícia a semana passada, o nome de Jorge Sequeira foi aceite e bem, tendo recebido apenas um voto contra e dezasseis favoráveis.
Rodolfo Andrade e Jorge Sequeira ganharam o partido e isso verificou-se no dia 25 de Abril, com militantes e independentes afetos ao PS a acompanhar o candidato pelas ruas da cidade. Não se pense que são tudo rosas, os espinhos continuam a abundar nos comentários online no outro semanário local, obviamente anónimos e no mesmo tom de despeito e de falta de respeito, como se verificou nestes primeiros dias de Maio.
Independentemente de tudo isto, o regresso de Jorge Sequeira foi uma lufada de ar fresco para a política local. Ele é um militante indefetível do PS, com muita experiência política. O seu currículo demonstra-o. A garantia de serviço à comunidade é uma mais-valia do candidato do PS, em especial, pela sua ligação desinteressada ao associativismo, como se pode comprovar pela diversidade de instituições em que desempenhou funções, bem como pelos diferentes cargos ocupados.
Por ora, é isto que importa realçar. Permitindo que os democratas de S. João da Madeira fiquem descansados, pois sabem que seja qual for o resultado das eleições de 1 de Outubro, o progresso da cidade não será posto em causa, atendendo à sensatez que Jorge Sequeira demonstrou ao longo dos últimos 30 anos de vida pública.
Duas notas finais: a primeira para dar os parabéns a ADS e à sua secção de basquetebol pela capacidade de mobilização demonstrada ao longo do último fim de semana, ao encher a sala de fornos da Oliva, na exposição levada a público. A segunda para as eleições presidenciais francesas, deste Domingo, fazendo votos para que os próximos tempos na Europa, não se tornem em dias de desassossego.

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