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Turismo Industrial dá as boas vindas a três novas empresas

FOTO: Gisélia Nunes
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Desde a semana passada que a Bulhosas [Irmãos], a Molaflex e a Flexitex integram os Circuitos pelo Património Industrial de S. João da Madeira. Estas três empresas sanjoanenses - a primeira dedicada à produção de etiquetas e rótulos e as outras duas pertencentes ao setor da colchoaria – juntam-se assim à Viarco, a única fábrica de lápis do país em laboração; Helsar e Evereste, do setor do calçado; Cortadoria Nacional de Pêlo e Fepsa, da indústria da chapelaria; Heliotêxtil, da área das passamanarias. E também ao Museu da Chapelaria, Museu do Calçado, Oliva Creative Factory, Torre da Oliva, Academia de Design e Calçado e Centro Tecnológico do Calçado de Portugal.
Todas elas unidades empresariais e instituições que já faziam parte deste projeto camarário, criado em 2012 para preservar o legado arqueológico industrial da cidade e que em apenas cinco anos atraiu mais de 100 mil visitantes. Dados que, segundo nota informativa enviada ao labor pela autarquia, não deixam margem para dúvidas quanto ao facto de esta iniciativa ser uma referência para outros municípios, inspirando novos projetos na região, país e além-fronteiras.

Turismo Industrial: “a maior marca do nosso concelho”

A apresentação da integração dos três novos “trunfos” do Turismo Industrial de S. João da Madeira teve lugar na Torre da Oliva, na última quinta-feira, com o vice-presidente da câmara municipal a “abrir as hostilidades” porque o presidente se encontrava numa reunião fora da cidade. Paulo Cavaleiro defendeu o Turismo Industrial como “a maior marca do nosso concelho”. Um concelho caraterizado pela sua “indústria diferenciadora”, conforme sublinhou.
Seguiu-se, depois, uma visita guiada à Bulhosas, fundada em 1935. Trata-se, segundo comunicado recebido pela nossa redação, de “um exemplo de adaptação à mudança dos tempos na cidade sanjoanense”. No seu edifício,  nomeadamente na sua sala museu, que a nossa reportagem visitou, é possível conhecer a história da empresa, onde estão expostas máquinas e catálogos de etiquetas que atravessaram gerações. Já nas atuais instalações vê-se o funcionamento das máquinas e a consequente produção de etiquetas e rótulos.
No final, Ricardo Figueiredo, que ainda chegou a tempo de fazer o “périplo”, reconheceu publicamente, em nome do Município, a Bulhosas não só pela sua “história”, mas também por “se juntar ao Turismo Industrial e dar assim o seu contributo” “para que a cidade cresça”.
O autarca referiu ainda que “a Bulhosas sempre exerceu a sua responsabilidade social de uma forma exemplar”, continuando nos dias de hoje “a constituir um exemplo para todos”. E concretamente sobre Sílvio Bulhosa, “pessoa que conheci e estimava muito”, enalteceu o seu “empenho no plano da participação cívica”. “É uma inspiração para todos”, vincou.

Setor dos colchões é novidade

Na sexta-feira seguinte foi a vez de visitar a Flexitex e a Molaflex, ambas do setor da colchoaria que, no fundo, é a novidade deste alargamento dos Circuitos pelo Património Industrial.
Criada em 1951, a Molaflex é pioneira no fabrico de colchões de molas em Portugal. Presentemente é uma das marcas de referência no mercado português e exporta para diversos países, como Espanha, Inglaterra, Brasil, Chile e Cuba.
Já a Flexitex, fundada em 1964 por António Leite de Castro, fabrica tecidos para colchões. Nas suas instalações, que captam a atenção pelos teares gigantes jacquard, que produzem os tecidos, e pelos teares redondos, criadores de malhas, é possível observar o processo produtivo destes tecidos, desde a preparação dos fios até ao produto final.

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