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Crónica acaba em tribunal

FOTO: diana familiar
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O advogado João Carlos Silva apresentou uma queixa crime por difamação e calúnia contra o cronista Arménio Alberto, mais conhecido como Adé, do jornal “O Regional”.
O que motivou tal queixa foi uma parte do conteúdo do artigo de opinião “Questões da nossa Cidade”, assinada por Adé, na edição de 4 de janeiro deste ano de “O Regional”.
O assunto está relacionado com o contrato da Câmara Municipal de S. João da Madeira com a empresa Recolte que termina em junho deste ano.
O cronista declara que “já no que se refere à limpeza e recolha do lixo sólido na cidade, cujo contrato com a actual empresa é suposto terminar em fevereiro, havia tempo suficiente (quatro meses não chegava?) para a realização de um novo concurso público. O novo executivo, entretanto, não o realizou e vai certamente fazer o mesmo que fez com a rede de distribuição de energia elétrica, prorrogando o contrato com a atual empresa que faz a limpeza e a recolha do lixo sólido por um ou mais anos”, continuando: “um procedimento que a confirmar-se pode dar aso a especulações várias pelas ligações entre pessoas envolvidas”. O cronista afirma ainda que “é suposto que a empresa Recolte, que faz a recolha e limpeza do lixo na cidade, foi adquirida por uma empresa pertencente ao senhor Ilídio Pinho, o mesmo empresário que foi dono da Colep, em Vale de Cambra, empresa onde trabalhou o Dr. João Carlos Silva, antes da sua ida para o Governo PS; o Dr. João Carlos Silva ainda é, supostamente, sócio do Dr. Jorge Sequeira num escritório de advogados. Ora, essas ligações, anteriores e actuais, servirão certamente para se especular com o facto do município não ter realizado, em devido tempo, o referido concurso”.
O concurso para a "Prestação de Serviços de Recolha de Resíduos Urbanos, Lavagem de Equipamento e Limpeza Urbana no Município de São João da Madeira" tinha, entretanto, sido publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 187, de 27 de setembro de 2017, ainda durante o mandato de Ricardo Figueiredo. O período de candidaturas terminou em fevereiro e está na fase de escolha da melhor proposta para prestar o serviço de limpeza urbana na cidade.
As testemunhas do queixoso e do denunciado foram ouvidas esta segunda e terça-feira. O articulista foi ouvido ontem à tarde pelo Ministério Público e constituído arguido, não tendo sido possível, contudo, chegar à fala com ele até ao fecho da edição.
Agora o procurador vai analisar as provas e decidir se o processo segue em frente ou é arquivado, informou ao labor fonte ligada ao Ministério Público.

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