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“Apichatpong Weerasethakul: A Serenidade da Loucura”

FOTO: Diana Familiar
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Única apresentação europeia da exposição no Núcleo de Arte da Oliva

Quem é Apichatpong Weerasethakul? Um dos artistas e cineastas mais reconhecidos do momento cuja única apresentação europeia da exposição “Apichatpong Weerasethakul: A Serenidade da Loucura” realiza-se esta sexta-feira, dia 22 de junho, pelas 19h30, no Núcleo de Arte da Oliva sito na Oliva Creative Factory.
“Apichatpong Weerasethakul conquistou reconhecimento internacional no início dos anos 2000 como cineasta de culto, reconhecimento que se acentuou em 2010 depois de ter vencido a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes”, informou o Núcleo de Arte, dando nota de que “poucos conhecem o seu considerável corpo de obras artísticas realizadas antes e durante a produção de longas-metragens”.
Para sermos precisos, “mais de 20 obras realizadas entre 1994 e 2017 integram esta exposição: um conjunto de filmes experimentais iniciais e raramente vistos, argumentos e estudos para filmes, fotografias e instalações mais recentes. No total estas obras formam um conjunto que nos oferece um novo olhar sobre o singular processo criativo do artista bem como alimenta um diálogo rico com o seu trabalho cinematográfico”, adiantou o espaço cultural em nota informativa enviada ao labor.
O Núcleo de Arte destaca a “apresentação da instalação Fireworks: Archives (2014) projeção de grandes dimensões maioritariamente formada por imagens da fantástica coleção de animais de pedra do místico do escultor tailandês-laociano Bunleua Sulilat (1932-1996) existentes num templo do norte da Tailândia, perto do rio Mekong” em que “passagens de escuridão dissolvem-se sob a iluminação interna intermitente de estrelas que se acendem para revelar as escultoras”. O espaço cultural também direciona as atenções para “Memoria, Boy at Sea (2017) que até esta apresentação no Núcleo de Arte da Oliva não tinha sido incluído na exposição e que é uma obra diretamente relacionada com o filme em que Apichatpong Weerasethakul ​está a trabalhar presentemente na América do Sul, ainda em fase de pré-produção”.
A exposição “Apichatpong Weerasethakul: A Serenidade da Loucura” é uma exposição itinerante com a curadoria de Gridthiya Gaweewong e produzida pelo Independent Curators International (ICI) de Nova Iorque. A mesma estará patente até ao dia 2 de setembro no Núcleo de Arte da Oliva que está aberto de terça-feira a domingo, das 10h30 às 18h00.

“Não temos este tipo de instalações e apoio para a arte”

As peças desta exposição refletem a “experiência pessoal” e as “memórias” de Apichatpong Weerasethakul, mas, “ao mesmo tempo estão abertas o suficiente a que cada pessoa possa entrar e ter a sua própria experiência”, disse o artista durante um encontro, esta terça-feira, com a comunicação social no Núcleo de Arte.
“O conceito e certas expressões são semelhantes” na sua arte e nos seus filmes, mas “de formas diferentes”, esclareceu Apichatpong Weerasethakul que se considera tanto artista como cineasta uma vez que o seu trabalho artístico era mostrado muito antes de exibir o seu primeiro filme.
O artista e cineasta independente tailandês revelou em outras entrevistas a influencia que a sua cidade teve no seu trabalho. Uma influência sobre a “paisagem” e o “ritmo” uma vez que cresceu numa cidade pequena e num hospital porque os seus pais eram médicos.
A fotografia onde tiramos a fotografia a Apichatpong Weerasethakul, passando a redundância, foi tirada em 2009 quando esteve numa aldeia a trabalhar com adolescentes. “Eu lembrei-me porque muitos deles partiram para cidades maiores. Esta aldeia sofreu um trauma nos anos 70 até aos anos 80 com o comunismo, onde houve brutalidade e perseguições aos aldeões por parte das forças policiais”, explicou o artista.
Para Apichatpong Weerasethakul é uma “grande honra” apresentar o seu trabalho no Núcleo de Arte e até deixou uma mensagem aos sanjoanenses. O artista admitiu “invejar” quem tem acesso a esta e outras culturas porque na cidade onde mora
em Bangequoque, Tailândia, “não temos este tipo de instalações e apoio para a arte”. “Então, estar aqui é realmente inspirador e espero que meu trabalho aqui possa ser compartilhado com as pessoas e mostrar conexões emocionais”, revelou o artista.
Apichatpong Weerasethakul não deixou de elogiar a “arquitetura muito bonita” do espaço onde está o Núcleo de Arte. Um espaço onde funcionou parte da outrora maior metalúrgica do país, em vez de ter sido “destruído decidiram homenagear o seu passado, preservar o presente e o futuro”, concluiu o artista tailandês.

Centro e Núcleo de Arte 
  
Escola de Verão regressa em julho à Oliva

Cinco vagas disponíveis até dia 22 de junho

O Centro e o Núcleo de Arte da Oliva realizam de 9 a 13 de julho a segunda Escola de Verão dirigida a alunos graduados e pós-graduados no campo das Artes Visuais, Arquitetura, Design, Educadores e Mediadores Culturais, na Oliva Creative Factory.
A Escola de Verão deste ano tem como objetivo “ser um laboratório de conceção de uma estrutura móvel para realização de sessões de cinema ao ar livre e outras eventuais ações e programações”, informou o Núcleo de Arte da Oliva em nota de informação enviada ao labor.
A Escola de Verão vai ser coordenada por Alberto Collet, arquiteto e estudante de doutoramento na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), com a colaboração na parte de comunicação e multimédia de Afonso Quintã, arquiteto na FAUP.
As candidaturas para cinco vagas disponíveis estão abertas até amanhã, dia 22 de junho. Aos candidatos selecionados vão ser atribuídos apoios que cobrem o alojamento nas residências da Oliva Creative Factory em que cada participante tem um quarto individual e uma bolsa de 300 euros.
Os interessados devem enviar currículo e/ou o portfólio acompanhado de uma nota de motivação com a indicação da área a que se candidatam para o email 2018escoladeverao@gmail.com.
Após a análise das candidaturas, os candidatos vão ser convocados para entrevista online a realizar nos dias 27 e 28 de junho. A seleção será feita através de avaliação 
do currículo académico e/ou portfólio e da entrevista.

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